Eu sou um em espanhol

Muitos exemplos de traduções com 'eu sou um idiota' – Dicionário português-espanhol e busca em milhões de traduções. Traduções em contexto de 'sou eu' en português-espanhol da Reverso Context : eu sou apenas, eu sou um homem, eu sou o único, eu sou tão, sou eu que decido A frase de amor 'Sou louco por você' em espanhol podemos dizer: Estoy loco por ti. Também há um filme espanhol do ano 2012 chamado 'Tengo ganas de ti' cuja tradução ao português brasileiro é 'Sou louco por você'. Exemplos: - Estoy loco por ti, hago cualquier cosa para que me perdones. Como estabelecer uma distinção entre o eu e o não eu? ¿Cómo diferenciamos entre el yo y el no-yo? eu From the English 'self' sm substantivo masculino: Substantivo exclusivamente masculino. Ex. 'ator', 'menino', etc. Aqui encaixam-se também os substantivos compostos compostos. tradução eu sou em espanhol, dicionário Portugues - Espanhol, consulte também 'só',soluço',soluçar',solução', definição, exemplos, definição Exemplos de uso para 'eu' em espanhol Essas frases provêm de fontes externas e podem ser imprecisas. bab.la não é responsável por esse conteúdo. Portuguese Aqui estamos, a nata, e não havia dúvida sobre isso, que eu ia perder em grande. Ajuda ai que eu sou um lixo em espanhol 2 Ver respostas Respostas devlinkaua1 Aluno; Resposta: também sou horrivel ksks. 0.0 0 voto 0 voto Dê sua nota! Dê sua nota! Obrigado 0. Comentários; Denunciar! Entrar para comentar eduarda7639 Principiante; É para fazer oque , explica por favor. 0.0 0 voto 0 voto Dê sua nota! Letra da música Eu Sou Rebelde traduzida em espanhol de Yudi Tamashiro - Mientras mi mente viaja donde tu estás / Mi padre grita otra vez / / Que me malgasto mi futuro y sú paz / Con mi manera de ser Exemplos de uso para 'eu sou' em espanhol Essas frases provêm de fontes externas e podem ser imprecisas. bab.la não é responsável por esse conteúdo. Portuguese Ainda precisa de melhorias, mas pelo menos parece que sou eu e não o HAL 9000. MANOLO FUNCIA Olá! Eu sou o Manolo! De família nativa (Espanha) e formado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Dou aulas de espanhol e italiano há nove anos para todos os níveis (básico, intermediário e avançado). Além das aulas particulares, já dei e dou aulas em diferentes escolas de idiomas (como Yázigi,…

Brasil Anarquia

2017.05.05 18:40 Brazilian_Slaughter Brasil Anarquia

Subreddit brasileiro LIVRE, sem tiranias nem censuras politicas presentes em certos subreddits. Para brasileiros LIVRES de qualquer filiação politica.
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2020.09.19 01:02 Niddo_87 Não sei onde tomei a estrada errada vida...

32 anos (33 em breve), trabalho em um lugar ruim com um serviço de merda (atendendo o público), já pensei em "acabar com tudo" mais de uma vez, porém me faltou coragem e eu penso nas pessoas que ainda se importam comigo de verdade.
Queria poder voltar no tempo só um pouco, uns 10 anos e poder falar comigo mesmo, mostrar como as coisas iriam de ladeira abaixo. Pensar que eu achava que estava indo ladeira acima naquela época... As pessoas que entram na minha vida só repetem sempre a mesma coisa: "pare de se martirizar, isso foi no passado, você agora é outro, adulto, maduro e deve enfrentar as coisas como tal". Certo, e como faço isso? Passei toda minha vida sendo tolhido de tudo que quis fazer, sou um filho que não foi planejado (minha mãe achava que não podia engravidar e deu uma sem camisinha com meu pai), meu irmão sempre foi e é colocado em primeiro lugar até hoje.
Sempre fiz de tudo para tentar agradar os outros e acabei me deixando em segundo plano, assim como as pessoas sempre me deixaram em segundo plano. Cresci com uma estima no fundo do poço, nunca fiz nada que gostei e agora me sinto velho e sem motivação para "começar do zero".
Desde pequeno sempre tive meus planos tolhidos para que meus pais tentassem satisfazer suas necessidades e desejos não realizados através de meu irmão. Ele sempre teve prioridade em tudo e inclusive teve oportunidades que eu nunca tive, pois "se o mais velho falhou, provavelmente o mais novo irá falhar também". Isso vai desde querer estudar espanhol (que meu irmão teve a oportunidade e simplesmente jogou fora) a ser aficionado por informática. Consegui convencer meus pais e meu irmão a gastar uma poupança nossa em nosso primeiro PC! E acho que esse foi o ponto mais alto de minha vida. Pois até quando tentei me matricular em um curso de informática (que poderia ter transformado minha vida) eles (meus pais) me obrigaram a fazer inglês. Resultado? Abandonei o curso em 2 semanas, eu nem tinha vontade aprender inglês, gostava mais de espanhol... E não, eu não podia me matricular no curso de informática, eu tinha 14 anos e não tinha renda. Nessa época não existiam tantos tutoriais e a internet ainda engatinhava, então eu não pude ser autodidata nesse aspecto.
Alguns anos se passam e meu pai faleceu, eu tinha 19 anos. Perdido e sozinho em um dos momentos mais cruciais de minha adolescência. Dois anos depois minha avó (que era como uma segunda mãe para mim) também se vai... Mergulho com tudo na cachaça. Desperdiço 3-4 anos de minha vida em bares e festas, estudo? Já tinha encerrado o ensino médio e não pensava em mais nada, na verdade eu só queria que tudo acabasse ali, naqueles anos.
Encontro uma pessoa que, naquele momento, foi minha salvação. Ela não me tirou do mundo da cachaça, mas me ajudou a retomar estudos, procurar emprego e era alguém que eu tinha uma estabilidade emocional, em vez de sair por aí pegando doença venérea. Passamos 7 longos anos juntos e quando tudo acabou eu cheguei ao fundo do poço como nunca antes... Agora já estou nos meus quase 30 e a vida continua uma merda, meu passado me persegue, mas consigo seguir em frente. Sou graduado, tenho pós-graduação e estou trabalhando... Conheço essa outra pessoa em meu trabalho e a vida parece fazer sentido de novo! Até que uns anos se passam e chegamos ao agora, estou casado com ela e a vida parece que está pior do que antes.
Temos nossos bons momentos, mas às vezes o casamento mais é um estorvo do que algo que nos traga felicidade. Acho que ela não se sente feliz comigo e eu tenho esses episódios de depressão (os quais ela desdenha), eu também ando me sentindo infeliz, acho que ela age de maneira muito egoísta em certos momentos. Em suma: meu trabalho é um lixo, sou perseguido pelo meu passado, meu casamento está falindo e eu não tenho motivação para tentar mudar esse cenário. Queria ser mais forte...
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2020.09.18 18:06 aNu2001 Empregos para economista no Sao Paulo

Olá pessoal, sou um chileno que estuda economia na Universidade do Chile. Vou me formar com bacharelado e mestrado em economia e ter experiência como assistente de pesquisa e ensino, falando espanhol, inglês e português.
Comecei a aprender português há alguns meses e gostaria de continuar aprendendo nos próximos anos. Eu adoraria me mudar para São Paulo no meio do caminho, como em 5-6 anos e eu queria saber se algum de vocês algum se seria possível ensinar / pesquisar em alguma universidade em São Paulo (espero USP ou FGV, mas como esses são extremamente competitivos pode ser mais realista pensar na Unicamp) ou think tank ou mesmo trabalhar no Banco Central ou Ministério da Economia.
Eu trabalharia lá por alguns anos e depois faria um PhD nos EUA ou no Reino Unido. Vocês acham que é viável?
obrigado
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2020.09.15 15:15 aNu2001 Empregos para economista chileno no Sao Paulo

Olá pessoal, sou um chileno que estuda economia na Universidade do Chile. Vou me formar com bacharelado e mestrado em economia e ter experiência como assistente de pesquisa e ensino, falando espanhol, inglês e português.
Comecei a aprender português há alguns meses e gostaria de continuar aprendendo nos próximos anos. Eu adoraria me mudar para São Paulo no meio do caminho, como em 5-6 anos e eu queria saber se algum de vocês algum se seria possível ensinar / pesquisar em alguma universidade em São Paulo (espero USP ou FGV, mas como esses são extremamente competitivos pode ser mais realista pensar na Unicamp) ou think tank ou mesmo trabalhar no Banco Central ou Ministério da Economia.
Eu trabalharia lá por alguns anos e depois faria um PhD nos EUA ou no Reino Unido. Vocês acham que é viável?
obrigado
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2020.09.15 15:06 aNu2001 Empregos para economista no Sao Paulo

Olá pessoal, sou um chileno que estuda economia na Universidade do Chile. Vou me formar com bacharelado e mestrado em economia e ter experiência como assistente de pesquisa e ensino, falando espanhol, inglês e português.
Comecei a aprender português há alguns meses e gostaria de continuar aprendendo nos próximos anos. Eu adoraria me mudar para São Paulo no meio do caminho, como em 5-6 anos e eu queria saber se algum de vocês algum se seria possível ensinar / pesquisar em alguma universidade em São Paulo (espero USP ou FGV, mas como esses são extremamente competitivos pode ser mais realista pensar na Unicamp) ou think tank ou mesmo trabalhar no Banco Central ou Ministério da Economia.
Eu trabalharia lá por alguns anos e depois faria um PhD nos EUA ou no Reino Unido. Vocês acham que é viável?
obrigado
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2020.09.15 14:32 aNu2001 Empregos para economist em Sao Paulo

Olá pessoal, sou um chileno que estuda economia na Universidade do Chile. Vou me formar com bacharelado e mestrado em economia e ter experiência como assistente de pesquisa e ensino, falando espanhol, inglês e português.
Comecei a aprender português há alguns meses e gostaria de continuar aprendendo nos próximos anos. Eu adoraria me mudar para São Paulo no meio do caminho, como em 5-6 anos e eu queria saber se algum de vocês algum se seria possível ensinar / pesquisar em alguma universidade em São Paulo (espero USP ou FGV, mas como esses são extremamente competitivos pode ser mais realista pensar na Unicamp) ou think tank ou mesmo trabalhar no Banco Central ou Ministério da Economia.
Eu trabalharia lá por alguns anos e depois faria um PhD nos EUA ou no Reino Unido. Vocês acham que é viável?
obrigado
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2020.08.26 02:14 Zehoneyapen930_ Hoje, talvez, eu irei desistir. De tudo.

Eu realmente não sei o que está acontecendo. Atualmente eu tenho 16 anos, e me sinto um vazio. Sou pobre, mas desde novo tive um computador em casa (Que meus pais deixavam eu usar, já que eu não era muito de sair); Isso me possibilitou aprender a falar inglês e espanhol fluentemente, além de varias outras coisas (eu tinha cerca de 9~10 anos) Mas depois vieram os conflitos e humilhações. Minha mãe me chingava até eu me aborrecer, dizia que eu mereço ir para o inferno e que prefere meu irmão. Me chamou de lixo e inútil, e assim eu fui crescendo. Sempre pessimista e vazio, sem esperanças. Isso me fez menosprezar a maioria das pessoas e eu realmente não gosto disso, mas a verdade é que ninguém é bonzinho. 90% dos humanos são lixo e eu sou melhor do que eles, então que se exploda. As pessoas se vangloriam por palavras e mentiras, mas nunca por ações. Minha mãe me humilhou novamente, e eu vou dar a volta por cima. Eu vou fugir dessa casa e roubar as pessoas na rua, quem sabe assim eu me torne rico? Eu já desisti de me tornar um astrônomo, de ganhar a vida desenhando ou pintando. Desisti de jogar futebol, e hoje me sobrou apenas o xadrez. E minhas paranóias. Eu estou oficialmente desistindo da vida. Eu não tenho apoio o suficiente para me tornar um enxadrista, tudo que aprendi na vida foi na marra e as pessoas são inúteis. Eu desisto.
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2020.08.24 15:41 RightCook [Sério] Porque é que somos tão incapazes de discutir como gente civilizada?

Não sei se aqui alguém vai ler isto mas creio ser o sítio correcto para o assunto de acordo com o regulamento actual do /portugal (digam-me se estou errado).
Sou utilizador regular da Internet há mais de 25 anos e comunico frequentemente com pessoas de mais de uma dúzia de países diferentes--largamente em inglês (também compreendo algum espanhol e francês). Isto é um throwaway; estou no reddit há muitos anos.
De maneira geral (claro que há excepções!) nunca tive acesso a uma comunidade nacional tão consistentemente incapaz de ter um diálogo racional sobre o que quer que seja como a portuguesa. Isto é claramente visível em secções de comentários, foruns e por aí em diante, mas o /portugal é um exemplo de primeira.
Peguem numa submissão qualquer sobre um assunto minimamente controverso e leiam os comentários. Não interessa o que cada um tem a dizer, porque ao fim de duas ou três respostas encadeadas já passaram aos ataques pessoais, descartando a honestidade retórica do fio da conversa a favor de tentar "ganhar" a discussão com a estratégia de jardim de infância de calar o outro chocando-o com o quão desagradável a resposta é. E se isso não funcionar, há sempre o velho downvote como dislike, em flagrante violação da rediquette sobre a qual as regras do subreddit supostamente se encontram assentes.
É óbvio que estas atitudes também existem em muitas discussões--e pessoas--de lingua inglesa. No entanto, vejo um esforço muito maior nessas discussões (desde que o subreddit em que se encontram tenha um minimo de moderação) para proteger a qualidade e o valor da discussão em si, com muitos leitores e participantes sacrificando as respostas que, mesmo que lhes sejam agradáveis, não são construtivas. Tira-se muito mais proveito da conversa quando as crianças birrentas se calam e escutamos atentamente os outros, de forma a compreender o seu ponto de vista, em vez de os deshumanizar.
Isto não é uma rant política. Já vi pessoal de todos os alinhamentos políticos a ter estas atitudes, no /portugal .
Talvez isto seja um problema cultural do nosso país e portanto insolúvel. Mas antes de se desistir, talvez se deva tentar encarar este problema e tentar fazer melhor. Eu vejo no regulamento:
Evite-se!
(...)
Ataques Pessoais: Ataques ao indivíduo ao invés de às suas ideias. (...)
Eu aprecio os esforços da moderação do subreddit. Mas em vez de intervir de forma exclusivamente punitiva e reactiva, não seria melhor--possível--neste caso seram mais proactivos e preventivos, chamando a atenção das pessoas, tendo em conta a sua atitude a longo prazo, talvez até tendo outras iniciativas mais educacionais? O que vos parece? Se tiverem outras ideias ou comentários sobre o assunto também gostaria de ler. Asseguro-vos de que não vou insultar ninguém pelas suas respostas.
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2020.08.12 18:31 dashhrafa1 ULTIMATE COPI DO ADULTO NEY

🙏 CÍRCULO DE ORAÇÃO 🙏 🕯 🕯 🕯 🕯 🕯 🕯 Proteger Adulto Ney 🕯 da lesao 🕯 🕯 🕯 🕯
Quem é Neymar Jr? Para o cego, é a luz. Para o faminto, é o pão. Para o sedento, é a fonte de água. Para o morto, é a vida. Para o enfermo, é a cura. Para o prisioneiro, é a liberdade. Para o solitário, é o companheiro. Para o viajante, é o caminho. Para mim, é tudo. Se o Neymar acha, eu concordo. Se o Neymar fala, eu escuto. Se o Neymar erra, eu perdoo. Se o Neymar pensa, eu admiro. Se o Neymar tem 100 fãs, eu sou um deles. Se o Neymar tem 10 fãs, eu sou um deles. Se o Neymar tem 1 fã, eu sou esse fã. Se o Neymar não tem fãs, eu não existo. ‪📂Documentos📂‬ ‪ └📂Futebol ‪ └📂Jogadores ‪ └📂Neymar ‪ └📂 Defeitos ‪ └🚫Pasta Vazia‬ Dono do post: Neymar: Santos Campeonato Paulista: 2010, 2011 e 2012 Copa do Brasil: 2010 Copa Libertadores da América: 2011 Recopa Sul-Americana: 2012 Barcelona Supercopa da Espanha: 2013 e 2016 Campeonato Espanhol: 2014–15 e 2015–16 Copa do Rei: 2014–15, 2015–16 e 2016–17 Liga dos Campeões da UEFA: 2014–15 Supercopa da UEFA: 2015 Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2015 Paris Saint-Germain Campeonato Francês: 2017–18, 2018–19, 2019–20 Copa da França: 2017–18 Copa da Liga Francesa: 2017–18 Supercopa da França: 2018 Seleção Brasileira Campeonato Sul-Americano Sub-20: 2011 Superclássico das Américas: 2011, 2012, 2014 e 2018 Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 Copa das Confederações: 2013 Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 Artilharias Liga dos Campeões de 2014–15: 10 gols em 12 jogos Copa do Rei de 2014-15: 7 gols em 6 jogos Chuteira de Bronze da Copa do Mundo de 2014: 4 gols em 5 jogos Chuteira de Bronze da Copa das Confederações de 2013: 4 gols em 5 jogos Superclássico das Américas de 2011: 1 gol em 2 jogos Sul-Americano Sub-20 de 2011: 9 gols em 7 jogos Copa Libertadores da América de 2012: 8 gols em 12 jogos Recopa Sul-Americana de 2012: 1 gol em 2 jogos Copa do Brasil de 2010: 11 gols em 8 jogos Campeonato Paulista de 2012: 20 gols em 16 jogos Filmografia 2010 Malhação 2013 Carrossel 2013 Amor a vida 2014 Neymar Jr. (Turma da Mônica) 2015 A Regra do Jogo 2017 XXx: The Return of Xander Cage 2017 Os Parças 2019 La casa de papel.
Você recebeu o vale Gol do Neymar ╭╴╴╴╴╴✁ ╴╴╴╮ Neymar ┆ ╰╴╴╴╴✃ ╴╴╴╴╯
Repasse para o Neymar fazer gol hoje.
Vc viu 😧a briga 🙈que teve😱 na frente 😮da sua 😬casa ontem😆? Não😦 viu? 3 anjos👼 lutando 😍para dar a Champions league 🏆 ao ADULTO NEY 🇧🇷POR FAVOR se você crê 🙏🏼 em Neymar 🙏🏼 encaminhe esta mensagem ✉ QUARTA vais ter uma boa notícia!!! NÃO IGNORE🛑
🇧🇷 mano só vou falar uma vez, insulta o neymar denovo e eu irei incendiar sua residência com sua família inteira dentro, e depois vou enterrar os corpos deles, mas deixarei você vivo, com a dor da perda, pra refletir se realmente vale a pena insultar o neymar, é só um aviso👍🏽😡😡👉🏽👈🏽
🇪🇸 hermano, solo voy a hablar una vez, insultar a Neymar de nuevo y quemaré tu residencia con toda tu familia adentro, y luego enterraré sus cuerpos, pero te dejaré con vida, con el dolor de la pérdida, para reflexionar sobre si realmente vale la pena insultar Neymar, es solo una advertencia👍🏽😡😡👉🏽👈🏽
🇬🇧 bro I’m only going to speak once, insult neymar again and I’m going to burn down your residence with your whole family inside, and then I’m going to bury their bodies, but I’ll leave you alive, with the pain of loss, to reflect on whether it’s really worth insulting neymar, it's just a warning👍🏽😡😡👉🏽👈🏽
🇩🇪 bro Ich werde nur einmal sprechen, Neymar erneut beleidigen und ich werde deine Wohnung mit deiner ganzen Familie niederbrennen und dann werde ich ihre Körper begraben, aber ich werde dich mit dem Schmerz des Verlustes am Leben lassen, um darüber nachzudenken, ob es wirklich eine Beleidigung wert ist Neymar, es ist nur eine Warnung
🇷🇺 брат, я собираюсь говорить только один раз, снова оскорблять Неймара, и я подожгу ваш дом всей вашей семьей внутри, а затем я собираюсь похоронить их тела, но я оставлю вас в живых с болью потери, чтобы подумать о том, стоит ли на самом деле оскорблять неймар, это просто предупреждение👍🏽😡😡👉🏽👈🏽
🇸🇦 أخي ، سأتحدث مرة واحدة فقط ، وأهين نيمار مرة أخرى ، وسأحرق مسكنك مع جميع أفراد أسرتك في الداخل ، وبعد ذلك سوف أدفن أجسادهم ، ولكن سأتركك على قيد الحياة ، مع ألم الخسارة ، للتفكير فيما إذا كان الأمر يستحق الإهانة حقًا نيمار ، إنه مجرد تحذير
🇮🇹 fratello parlerò solo una volta, insulterò di nuovo Neymar e brucerò la tua residenza con tutta la tua famiglia dentro, e poi seppellirò i loro corpi, ma ti lascerò vivo, con il dolore della perdita, per riflettere se vale davvero la pena insultare neymar, è solo un avvertimento👍🏽😡😡👉🏽👈🏽
🇯🇵 ブロ私は1回だけ話すつもりで、もう一度neymarを侮辱し、家族全員で家を燃やしてから、私は彼らの遺体を埋めますが、私はあなたを失った痛みで生き残し、それが本当に侮辱する価値があるかどうかを振り返ります neymar、それは単なる警告です👍🏽😡😡👉🏽👈🏽
🇳🇱 bro ik ga maar één keer spreken, beledig neymar opnieuw en ik ga je woning platbranden met je hele gezin erin, en dan ga ik hun lichamen begraven, maar ik laat je in leven, met de pijn van verlies, om na te denken of het echt de moeite waard is om te beledigen neymar, het is maar een waarschuwing👍🏽😡😡👉🏽👈🏽
🇭🇺 testvérem, csak egyszer beszélni fogok, újra sértem a Neymar-t, és tüzet fogok égetni az egész családoddal együtt, majd eltemettem a testüket, de életben hagyom, a veszteség fájdalmával, hogy elgondolkozzon, vajon tényleg érdemes-e sérteni. neymar, ez csak egy figyelmeztetés👍🏽😡😡👉🏽👈🏽
🇨🇳 兄弟,我只想發言一次,再次侮辱內馬爾,我要燒掉你的住所,讓你的整個家庭都在裡面,然後我要埋葬他們的遺體,但我會帶著失去的痛苦活著,讓我思考一下是否真的值得侮辱 內馬爾,這只是一個警告👍🏽😡😡👉🏽👈🏽
🇫🇷 fr.Je vais seulement parler une fois, insulter à nouveau Neymar et je vais incendier votre résidence avec toute votre famille à l'intérieur, puis je vais enterrer leurs corps, mais je vais vous laisser en vie, avec la douleur de la perte, pour réfléchir si cela vaut vraiment la peine d'être insulté neymar, c'est juste un avertissement👍🏽😡😡👉🏽👈🏽
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2020.08.12 17:39 kamis_s Neymar JR...

Neymar JR… se o Neymar acha, eu concordo se o Neymar fala, eu escuto se o Neymar erra, eu perdoo se o Neymar pensa, eu admiro se o Neymar tem 100 fãs, eu sou um deles se o Neymar tem 10 fãs, eu sou um deles se o Neymar tem 1 fã, eu sou esse fã se o Neymar não tem fãs, eu não existo. quem é Neymar? em geografia, meu mundo. em história, meu rei. em matemática, minha solução. em biologia, meu medicamento. em mitologia, meu deus. em astronomia, meu universo. Quem é Neymar jr? Para o cego, é a luz. Para o faminto, é o pão. Para o sedento, é a fonte de água viva. Para o morto, é a vida. Para o enfermo, é a cura. Para o prisioneiro, é a liberdade. Para o solitário, é o companheiro. Para o viajante, é o caminho. Para o sábio, é a sabedoria Para a medicina, é o médico dos médicos. Para o réu, é o advogado. Para o advogado, é o juiz. Para o juiz, é a justiça. Para o cansado, é o alívio. Para o pedreiro, é a pedra principal. Para o jardineiro, é a rosa de Sharon. Para o triste, é a alegria. Para o leitor, é a palavra. Para o pobre, é o tesouro. Para o devedor, é o perdão. Pra mim, ele é TUDO! mano 😎😎 só vou falar 🗣🗣 uma vez 1️⃣1️⃣ insulta o neymar 🙍🏽‍♂️🙍🏽‍♂️ denovo e eu irei incendiar 🔥🔥 sua residência 🏠🏠 com sua família inteira 👨‍👩‍👧‍👦👨‍👩‍👧‍👦 dentro, e depois vou enterrar ⚰️⚰️ os corpos deles, mas deixarei você vivo 😨😨, com a dor 😖😖 da perda 😔😔, pra refletir 🤔🤔 se realmente vale a pena 🧐🧐 insultar o neymar 🙎🏽‍♂️🙎🏽‍♂️, é só um aviso ⚠️⚠️ ┏┓ ┃┃╱╲ AQUI ┃╱╱╲╲ NESTA CASA ╱╱╭╮╲╲ EU E A MINHA ▔▏┗┛▕▔ FAMÍLIA ╱▔▔▔▔▔▔▔▔▔▔╲ SERVIMOS AO ╱╱┏┳┓╭╮┏┳┓╲╲ NEYMAR ▔▏┗┻┛┃┃┗┻┛▕▔ DE MOICANO ║\ ║▒\ ║▒▒\ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║Com esta espada ║░▒║cortarei todos ║░▒║que odeiam o ║░▒║o Adulto Ney ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ ▓▓▓▓ [█▓] [█▓] [█▓] [█▓] ATENÇÃO ATENÇÃO ❗❗❗❗❗❗ POST ANTI-ADULTO NEY🤬🤬🤬😡😡😡😡😡😡🖐️🖐️🖐️ POST DESCONSIDERADO AUTOMATICAMENTE 🖐️🖐️❗❗❗🤬🚫🚫🚫🚫🚫🚫🚫❌❌❌❌❌❌ Dono do post: Neymar: Santos Campeonato Paulista: 2010, 2011 e 2012 Copa do Brasil: 2010 Copa Libertadores da América: 2011 Recopa Sul-Americana: 2012 Barcelona Supercopa da Espanha: 2013 e 2016 Campeonato Espanhol: 2014–15 e 2015–16 Copa do Rei: 2014–15, 2015–16 e 2016–17 Liga dos Campeões da UEFA: 2014–15 Supercopa da UEFA: 2015 Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2015 Paris Saint-Germain Campeonato Francês: 2017–18, 2018–19, 2019–20 Copa da França: 2017–18 Copa da Liga Francesa: 2017–18 Supercopa da França: 2018 Seleção Brasileira Campeonato Sul-Americano Sub-20: 2011 Superclássico das Américas: 2011, 2012, 2014 e 2018 Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 Copa das Confederações: 2013 Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 Artilharias Liga dos Campeões de 2014–15: 10 gols em 12 jogos Copa do Rei de 2014-15: 7 gols em 6 jogos Chuteira de Bronze da Copa do Mundo de 2014: 4 gols em 5 jogos Chuteira de Bronze da Copa das Confederações de 2013: 4 gols em 5 jogos Superclássico das Américas de 2011: 1 gol em 2 jogos Sul-Americano Sub-20 de 2011: 9 gols em 7 jogos Copa Libertadores da América de 2012: 8 gols em 12 jogos Recopa Sul-Americana de 2012: 1 gol em 2 jogos Copa do Brasil de 2010: 11 gols em 8 jogos Campeonato Paulista de 2012: 20 gols em 16 jogos Filmografia 2010 Malhação 2013 Carrossel 2013 Amor a vida 2014 Neymar Jr. (Turma da Mônica) 2015 A Regra do Jogo 2017 XXx: The Return of Xander Cage 2017 Os Parças 2019 La casa de papel 2020 Cura para o corona vírus Este grupo 👤 não aceita NENHUMA crítica 😤😤 ao Neymar ⚽. Aqui vivemos uma monarquia 🏰 onde ele é rei 👑. Ele fala 👅, eu escuto👂. Ele pede 🗣️, eu faço 😳. Ele manda 😎, eu obedeço💪. Aqui a palavra dele é lei 😌📃 e não há democracia. 😈 Por favor amigo😳🤬não brinca com isso👌🏻🤚🏻tem pai de família aqui✊🏻🙏queremos o bem da humanidade🥺🥰por favor não faça mas esse tipo de post😒😒🙁não brinque com minha religião🙏🙏sabe como eu sofro por ser Neymarzete???😔😔🙁🥺🤚🏻🤚🏻👎🏻em nome de todos os neymarzetes eu peço 😎que não brinque mas com o nosso poderoso adulto ney🥺✊🏻👏🏻🙌🏻🥰😳🤚🏻🤚🏻
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2020.08.12 17:25 sneedx Menino Ney 👌🏻

🙏 CÍRCULO DE ORAÇÃO 🙏 🕯 🕯 🕯 🕯 🕯 🕯 Proteger Adulto Ney 🕯 da lesao 🕯 🕯 🕯 🕯 mano😎🤙 só vou falar🗣👂 uma vez1️⃣☝️ insulta😠🤬 o neymar🙍🏽‍♂️⚽️ de novo e eu irei incendiar👿🔥 sua residência🏠🏘 com sua família inteira👨‍👩‍👧‍👦👋 dentro, e depois vou enterrar☠⚰️ os corpos deles, mas deixarei você vivo😨, com a dor😖🥺 da perda😔🕯, pra refletir🤔🧐 se realmente vale a pena🧐🤨 insultar😠🤬 o neymar🙎🏽‍♂️⚽️, é só um aviso ⚠️❗ ║\ ║▒\ ║▒▒\ ║░▒║ ║░▒║ ║░▒║ COM ESSA FACA ║░▒║ CORTAREI TODOS ║░▒║ QUE FALAREM MAL ║░▒║ DO NEYMAR ▓▓▓▓ [█▓] [█▓] [█▓] [█▓] TA AVISADO JÁ Quem é Neymar Jr? Para o cego, é a luz. Para o faminto, é o pão. Para o sedento, é a fonte de água. Para o morto, é a vida. Para o enfermo, é a cura. Para o prisioneiro, é a liberdade. Para o solitário, é o companheiro. Para o viajante, é o caminho. Para mim, é tudo. Se o Neymar acha, eu concordo. Se o Neymar fala, eu escuto. Se o Neymar erra, eu perdoo. Se o Neymar pensa, eu admiro. Se o Neymar tem 100 fãs, eu sou um deles. Se o Neymar tem 10 fãs, eu sou um deles. Se o Neymar tem 1 fã, eu sou esse fã. Se o Neymar não tem fãs, eu não existo. ‪📂Documentos📂‬ ‪ └📂Futebol ‪ └📂Jogadores ‪ └📂Neymar ‪ └📂 Defeitos ‪ └🚫Pasta Vazia‬ Dono do post: Neymar: Santos Campeonato Paulista: 2010, 2011 e 2012 Copa do Brasil: 2010 Copa Libertadores da América: 2011 Recopa Sul-Americana: 2012 Barcelona Supercopa da Espanha: 2013 e 2016 Campeonato Espanhol: 2014–15 e 2015–16 Copa do Rei: 2014–15, 2015–16 e 2016–17 Liga dos Campeões da UEFA: 2014–15 Supercopa da UEFA: 2015 Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2015 Paris Saint-Germain Campeonato Francês: 2017–18, 2018–19, 2019–20 Copa da França: 2017–18 Copa da Liga Francesa: 2017–18 Supercopa da França: 2018 Seleção Brasileira Campeonato Sul-Americano Sub-20: 2011 Superclássico das Américas: 2011, 2012, 2014 e 2018 Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 Copa das Confederações: 2013 Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 Artilharias Liga dos Campeões de 2014–15: 10 gols em 12 jogos Copa do Rei de 2014-15: 7 gols em 6 jogos Chuteira de Bronze da Copa do Mundo de 2014: 4 gols em 5 jogos Chuteira de Bronze da Copa das Confederações de 2013: 4 gols em 5 jogos Superclássico das Américas de 2011: 1 gol em 2 jogos Sul-Americano Sub-20 de 2011: 9 gols em 7 jogos Copa Libertadores da América de 2012: 8 gols em 12 jogos Recopa Sul-Americana de 2012: 1 gol em 2 jogos Copa do Brasil de 2010: 11 gols em 8 jogos Campeonato Paulista de 2012: 20 gols em 16 jogos Filmografia 2010 Malhação 2013 Carrossel 2013 Amor a vida 2014 Neymar Jr. (Turma da Mônica) 2015 A Regra do Jogo 2017 XXx: The Return of Xander Cage 2017 Os Parças 2019 La casa de papel.⚠️⚠️ATENÇÃO ATENÇÃO ⚠️⚠️ ✋✋✋POST ANTI-ADULTO NEY✋✋✋ 🤬🤬🤬🤬🤬🤬 🚫🚫🚫POST AUTOMATICAMENTE DESCONSIDERADO🚫🚫🚫
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2020.08.10 20:00 Legate_Malpais Acho que o garoto, em mim, morreu

Fala gurizada, não costumo escrever textão ou desabafar na internet mas acho que a quarentena finalmente me pegou. Basicamente, estou terminando minha graduação em economia (algo que amo) e estou absolutamente perdido. Sempre estive acostumado com uma carga de estudo bem alta e focado em terminar o curso, mas agora que está acabando me vejo sem nenhum objetivo, nenhum sonho, nada. Quando era moleque tinha vários sonhos "impossíveis" de viajar, sair do país e o caralho, mas agora que "quase" tenho a liberdade pra ir atrás, me sinto apático.
Gostaria de fazer um mestrado, pra continuar meus estudos e tal, mas ficar nesse país sem futuro e viver nessa mesma zona de conforto que as vezes criamos (mesmos amigos, familia , emprego) me deixa triste. Parece que a "aventura" do mundo acabou, tipo quando vamos morar sozinhos em outra cidade e etc, a agora só resta repetição.
Investi bastante em aprender novas línguas (inglês, russo e espanhol), tinha o sonho de estudar na Rússia (Estou bem ciente dos problemas), mas agora parece em vão. Essa merda de vírus não ajuda também. Tendo pais e avós no grupo de risco, sei que é só questão de quando.
Na minha cidade, a uma semana atrás, tinhamos praticamente 100% de ocupação na uti e agora temos 50%, simplesmente porque todas essas pessoas morreram. Queria sair daqui, pode ser escapismo eu sei, e conquistar algo meu, algo único, algo realmente e absolutamente só meu. Mas largar namorada, amigos e familia (aqueles que sobreviverem) não é tão fácil.
Por fim, sinto que meus sonhos se diluíram no tempo e agora só existo. É estranho pra alguém determinado que sempre lutou e foi atrás, ainda mais quando diziam que não conseguiria, não ter objetivo ou propósito. Sinto falta de mim, daquele garoto apaixonado. Lembro de um professor que batalhou a vida inteira atrás de um sonho, mas casou e teve filhos, se divorciou e agora vive sozinho relembrando uma paixão que nunca pode experimentar.
Pela primeira vez em muito tempo não sei mais quem sou. Tenho medo de ser como esse professor. Tenho medo de perder o "trem" da juventude por tentar agradar outras pessoas e fazer oque é "melhor". Hoje, como nunca antes, a incerteza me consome.
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2020.08.10 04:53 hackerDeAraraquara O dia que a igreja fudeu meu futebol

Em 2017 fiz um intercâmbio para Portugal e morei com uma galera de vários países diferentes. Durante a Champions a galera costumava se juntar para assistir as partidas na sala de estar de onde morávamos, compartilhando o computador de um espanhol que tinha um streaming de alta qualidade.
Sou filho de pastores pentecostais e passei mais de 20 anos da minha vida em igrejas dessa vertente. Na época do intercâmbio acho que esse esquema mental ficou mais acentuado, fazendo eu procurar um grupo de pessoas de mesma fé para me sentir acolhido. Talvez seja por isso que comecei a ir em uma igreja pentecostal no país, dirigida na sua maior parte por brasileiros.
Pois bem, no dia 8 de março de 2017 o Barcelona enfrentou o PSG tendo que reverter, em casa, um placar de 4x0. Seria com certeza um jogaço. Mas aí me decidi por ir na igreja naquele dia, que tinha culto de oração. Na minha cabeça essa era uma decisão sábia, já que decidi passar um tempo com Deus ao invés de 'alimentar a carne', como dizem os mais espirituosos.
O problema foi que ao chegar na igreja, o culto de oração não rolou. Fiquei durante 2h ouvindo o pastor - que era brasileiro - falando mal da galera que critica ele e de outros pastores brasileiros, como se eu tivesse ido lá pra isso. Enquanto o culto rolava, o futebol comia solto, com o Barcelona fazendo 6x1 no PSG, o que seria considerado um dos melhores jogos de todos os tempos.
Essa semana assisti um jogo da Champions e relembrei desse fatídico dia. Acho que de lá pra cá isso acabou moldando minha fé, principalmente por ser a segunda ocasião em que um fato assim ocorreu (na final da Copa de 2002 eu tive que ir na igreja pra abrir pro culto de manhã e não vi o restante do penta). Hoje tenho uma fé bem mais humanizada e coerente, o que bate bastante com a igreja presbiteriana que vou hoje.
Mas nem por isso deixo de ficar puto quando lembro dessa merda, vai tomar no cu!
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2020.08.04 05:37 eduardaaq_ A MOÇA CRISTÃ QUE OUVIA ONE DIRECTION

Olá Luba, editores, gatas, possível convidado(que é provável que não tenha, pois estamos respeitando o distanciamento) e turma que está a ver.
Hoje é um tutorial de como ser crente e ouvir One Direction! Brincadeira, mas vou contar o quanto uma família extremamente religiosa afetou minha vida e o quanto eu era privada de várias coisas por não serem de Deus.
Até hoje sou apaixonada por One Direction, principalmente pelo Harry que é meu crush desde que eu tinha 11 anos.
Sempre fui na igreja com minha família, pq minha mãe nunca me deu a opção de escolha se eu queria isso ou não, pois alegava que eu não tinha cabeça para decidir isso quando criança. Porém, em 2012 vi um clipe de uns meninos na praia e quem disse que eu parava de ouvir as músicas deles. Fiquei louca e fanática, ouvia as músicas deles no sigilo por medo de alguém ver eu ouvindo algo que não fosse cristão e ser repreendida por isso.
Meses antes de eu conhecer minha banda favorita, sim gente, eu tenho 19 anos e ainda sofro por One Direction, mas isso não vem aí caso agora, mas meses antes eu assistia uma novela na Disney, Violetta, e tinha muitas músicas em espanhol. Minha mãe viu as músicas em meu celular, me bateu, privou o canal para eu nunca mais assistir e começou a revisar meu celular toda noite para ver o que eu estava ouvindo.
Eu queria ouvir One Direction, meu sonho até hoje é conhecê-los, sempre quis ir em um show. Tive a ideia mais incrível e nunca fui descoberta KKKKKKKKK, alterei os títulos de todas as músicas do meu celular para Aline Barros KKKKKKK ela não ouvia a música, só lia o título.
Agora já se passou muitos anos disso, vivi minha adolescência inteira me privando de muitas coisas que realmente queria fazer por conta da religião da minha mãe. Perdia festas de 15 anos das minhas amigas que não eram da igreja, não pude fazer uma festa para mim de 15 anos e essa foi a minha maior dor. Agora sou uma mulher adulta e não sigo a mesma doutrina, tenho minha casa e meu trabalho, mas só pude ser livre para ser quem sou quando sai de casa.
Beijos Luba, se leu minha história, espero que meu plano infalível seja divulgado para o mundo KKKKKK, se não leu paciência KKKKKK ah se você leu, manda um beijo pro meu filho/gato, o Robert Wilson!
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2020.07.29 20:46 Giosfrxhi Descobrindo o CACD

Olá, acabei de descobrir esse sub e adorei! Não vi nenhum post recente no feed sobre iniciantes e resolvi fazer esse aqui.
Sempre tive em mente a carreira de diplomata como uma das opção para o meu futuro, mas com o tempo livre para refletir sobre a vida durante a quarentena, vem cada vez mais se tornando uma certeza. Estou um pouco distante ainda de poder efetivamente passar no concurso, já que eu acabei de entrar na faculdade, mas pretendo me preparar durante esse tempo que terei até minha graduação adquirindo uma boa base de conhecimento para facilitar as coisas se eu realmente desejar seguir essa carreira lá na frente. Completei 18 anos em 2020 e ainda tenho algum tempo para amadurecer essa ideia, mas pretendo manter os estudos para o CACD como uma das minhas propriedades junto, é claro, da faculdade. Meu curso é em uma Federal bastante disputada, mas não vai me ajudar em nada diretamente no CACD pois é na área de exatas. Pretendia fazer relações internacionais, mas escolhi fazer Nanotecnologia por ser uma outra área de conhecimento que também sou apaixonado e pelo fato do concurso não limitar o requsito de nível superior a determinados cursos. Estou cheio de dúvidas e perguntas com uma mistura daquele estusiasmo de quando você acha que finamente descobriu o que quer ter como profissão.
O que vocês acham? Ter uma gradação relacionada com as matérias do CACD é de extrema necessidade? Ou da pra entrar na "competição" mesmo tendo estudado outras coisas na faculdade? Como foi o aprendizado de vocês em relação as línguas? Fizeram cursinho? Estudaram só para o concurso não focando tanto na conversação? Sou fluente (C1/C2) em inglês e pretendo começar o curso de francês, deixando espanhol mais pra frente já que é mais rápido e de certa forma mais fácil de aprender. É viável essa minha idéia? Conciliar os estudos da faculdade com os do CACD? Ou é melhor focar nas línguas enquanto estiver na graduação e deixar para estudar o resto depois? Vale a pena pelo menos ler a bibliografia enquanto não me formo? O que você gostaria de saber quando começou a estudar pro CACD que não te contaram? Qualquer dica/ajuda/conselho será maravilhoso!
Muito obrigado e já peço desculpas se for contra as regras do sub e pelo tamanho do texto kkkkkkkk
Edit1: Esqueci de perguntar sobre os cursos. Tive o prazer de conhecer o ex professor do Itamaraty Luiz Dolino e ele comentou sobre a existência de diversos cursinhos preparatórios para o concurso e que um em especial era mais concorrido (talvez por aprovar mais?). Vale a pena fazer esses cursos? Que curso de maior destaque é esse? Qual a faixa de preço normalmente desses cursos? Eles aprovam bastante?
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2020.07.23 10:38 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 11 a 4ta fase do CACD e recursos

QUARTA FASE
Em 2011, as duas provas da quarta fase foram aplicadas simultaneamente: questões de 1 a 10 de Espanhol (com dois textos para interpretação) e questões de 11 a 20 de Francês (também com dois textos para interpretação, o que difere da tendência de apenas um texto dos concursos anteriores). Para cada matéria, são cinco questões sobre cada texto, cada questão com valor máximo de 5 pontos. Não há previsão em edital com relação à divisão das pontuações dessas provas, mas, no concurso de 2011, a pontuação foi assim dividida:
- Espanhol: foram quatro critérios de correção com valor de 1,25 pontos cada: CG (Correção Gramatical), CT (Compreensão Textual), OI (Organização de Ideias) e CL (Qualidade da Linguagem).
- Francês: foram três critérios de correção: R (Resposta – adequação do conteúdo da resposta à pergunta, no caso de pergunta interpretativa, ou pertinência da argumentação apresentada nas questões de opinião), G (Gramática – ortografia, verbos, concordância, regência, acento etc.) e S (Estilo – qualidade da redação e da estrutura das frases da resposta do candidato). R vale, em geral, 2 pontos (nas questões interpretativas) e 1 ponto (nas questões de opinião). G vale, sempre, 2 pontos (penalização: -0,25 pontos para erro grave, -0,1 pontos para acento errado ou faltando e -0,5 pontos para palavra inventada). S vale, em geral, 1 ponto (nas questões interpretativas) e 2 pontos (nas questões de opinião). Na prova de 2011, a terceira e a oitava perguntas não tiveram nota S, apenas R (3 pontos) e G (2 pontos), sem motivo explícito para isso.
Muitos preferem escrever apenas as três linhas (que são o mínimo exigido), para evitar o risco de errar. Acho que os pontos que você pode perder por erros em uma linha não compensam os que você pode deixar de ganhar em uma resposta mais completa. No mais, acho que a única recomendação (bem óbvia) é evitar, ao máximo, repetir as palavras do texto. Paráfrase é, sempre, a melhor opção (às vezes, o próprio texto apresenta, em outras partes, sinônimos para uma palavra ou expressão). Cópias do texto podem ser penalizadas.
INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS
Assim que é liberado o gabarito provisório da primeira fase, os candidatos têm cerca de 48h para a interposição de recursos ao gabarito. Os recursos devem ser apresentados de maneira sucinta e objetiva, em até mil caracteres para cada recurso, sem possibilidade de uso de aspas para citações (informações de 2011). Não tenho outra recomendação específica sobre esses recursos, apenas uma informação acerca de uma dúvida comum: os recursos da prova de Inglês (assim como os recursos à correção das provas de Inglês da terceira fase e de Espanhol e de Francês da quarta fase) devem ser escritos em Português.
A correção da segunda fase é dividida, como visto acima, em Gramática e Texto. Como eu havia sido aprovado com boa nota na segunda fase, os professores de Redação aconselharam-me a nem entrar com recurso à nota de texto, ainda que certa nota da parte de texto da redação estivesse, segundo a professora do cursinho, um pouco incoerente em face das notas nos demais quesitos. De todo modo, acabei arrependendo-me um pouco de não haver pleiteado recurso quando vi que um conhecido que também havia ficado muito bem colocado conseguiu mais de um ponto de texto. Faça o que eu digo, não o que faço, e entre com recurso contra tudo o que você achar possível (isso vale para todas as fases do concurso, na verdade). No concurso de 2011, a maior concessão de pontos por recurso à correção da prova de Redação foi de quase cinco pontos, a maior que já vi, o que pode fazer enorme diferença na pontuação final para a aprovação (muitos candidatos não passam por poucos pontos ou décimos). De maneira geral, acho que a média dos candidatos que conseguem alguma coisa é de cerca de 1 a 2 pontos adicionais. Dado o princípio jurídico da proibição da “reformatio in pejus”, o examinador n~o poder reduzir sua nota, se você entrar com recurso; poderá apenas mantê-la ou aumentá-la.
O grande problema para a interposição de recursos na terceira fase é que, à exceção da prova de Inglês, não há nenhuma marcação ou comentário em seu espelho de provas, apenas a nota. Assim, para fazer o recurso, você deve argumentar que a nota obtida não está consistente com a argumentação apresentada, não vejo outro jeito. Acho que, se eles dificultaram nossa vida com isso, temos o direito e o dever de dificultar a vida deles também, solicitando revisão da correção de praticamente todas as questões da terceira fase, de todas as matérias. É óbvio que muitos recursos lhe serão negados, mas só consegue quem tenta. Como você não perde nada por tentar, recomendo que tente tudo o que puder. Fiz recurso para quase todas as questões em que tirei menos de 80% (nas demais, acho que seria pouco provável que me dessem mesmo, então nem tentei). No fim das contas, de 15 recursos, acataram 3, e ganhei 7 pontos a mais (mas um ponto não foi computado por erro do Cespe; como não me fez falta, não tomei maiores providências a respeito). Na terceira fase de 2011, cerca de metade dos candidatos conseguiu aumentar sua pontuação com os recursos. Mais da metade dos que tiveram algum sucesso no pleito ganhou 3 ou menos pontos, e a média de concessão foi de 3,8 pontos. O candidato que ganhou mais aumentou em 13,5 pontos sua nota. Com isso, pode-se ter uma ideia aproximada do que pode mudar com os recursos.
A seguir, algumas indicações e recomendações para os recursos na terceira fase.
Além de não haver nenhuma marcação ou comentário nas provas (exceto na de Inglês), o espaço disponível para recurso é de apenas mil caracteres por questão. O recurso deve, portanto, ser escrito de maneira objetiva e clara. Não adianta nada usar expressões prolixas e vocabulário rebuscado, seja simples e direto. Acho que n~o é um tom muito agradvel dizer algo como “a resposta apresentada cobre, integralmente, todos os pontos abordados pela quest~o” ou coisa parecida. Não tenho experiência com isso, afinal não sou professor e só precisei fazer esses recursos uma vez na vida, mas acho que, se o examinador tirou alguns pontos de sua resposta, é muito pouco provável que ele vá te dar todos os pontos de volta (exceto em questões mais pontuais, como erros de Inglês que são corrigidos ou eventuais contas de Economia corrigidas de maneira errada). Uma vez que você aceita o fato de que é quase impossível que o examinador te restitua todos os pontos que descontou de você, fica mais fcil n~o ser t~o “agressivo”. Acho que um tom bom pode ser algo do tipo: “o candidato reconhece que n~o abordou, integralmente, todos os pontos suscitados pela questão, mas solicita revis~o, por acreditar que a apenaç~o foi excessiva”. Depois disso, é necessário argumentar o motivo pelo qual sua resposta mereceria mais pontos.
Como já disse acima, você tem até mil caracteres para o recurso de cada questão. Nas questões de Inglês, por exemplo, tome cuidado, pois, se você quiser contestar a correção de vários erros de uma mesma questão (da redação, por exemplo), deverá fazê-lo tudo junto, nos mil caracteres. Economizar palavras é, portanto, essencial.
A argumentação deve levantar os principais aspectos tratados em sua resposta que dão conta da proposição sugerida pelo enunciado. Se você não cumpriu parte do que o enunciado pedia, errou conceitos, fatos e dados ou não abordou integralmente algum aspecto, acho desnecessário dizer que não é recomendável citar isso na resposta. Cite apenas os aspectos positivos, aquilo que você apresentou e que responde, satisfatoriamente, ao tópico central da questão. Se o examinador quiser ter o trabalho de ler sua questão de novo, para identificar o que ficou faltando, o trabalho será dele, mas não dê munições para que ele possa, sumariamente, recusar seu recurso.
A argumentaç~o deve ser, preferencialmente, do tipo: “foram abordados os seguintes pontos da resposta: xxxx (linhas 3-5), yyyy (linhas 8-10) e zzzz (linhas 15-25). Além disso, o candidato ainda apresentou discussão acerca da temática kkkk (linhas 30-37), relacionando-a aos pontos anteriormente descritos (linhas 40-50)”. É óbvio que essa n~o é uma fórmula mgica, deve ser adaptada a cada circunstância particular, mas acho importante demonstrar quais são seus argumentos fortes e onde eles estão no texto, para o caso de o examinador querer ler sua resposta novamente. Para ganhar espaço, ao invés de escrever “(linhas 3-5)”, prefira “(l. 3-5)”. Só parafrasear a resposta também não é suficiente. É necessário tentar, na medida do possível, argumentar um pouco sobre os motivos pelos quais aquela resposta deveria ter maior pontuação. A seguir, transcrevo o recurso de minha questão de Geografia que teve a nota majorada em cinco pontos. A questão tratava da navegação de cabotagem no Brasil, e, em minha resposta, fiz algumas referências a hidrovias. Segundo o professor do cursinho de terceira fase, muita gente foi penalizada (até mesmo com a nota zero), por tratar apenas de hidrovias. Como, em meu caso, eu havia tratado não só das hidrovias, mas também da navegação de cabotagem propriamente dita, procurei ressaltar, no recurso, que a menção às hidrovias não está fora de contexto:
Estou ciente de que nem todos os aspectos importantes do tema foram discutidos na resposta, mas, como há diversos elementos de conteúdo relativos à temática, como indicado a seguir, solicito revisão da pontuação atribuída. As hidrovias podem ser consideradas cabotagem quando conectadas a portos marítimos, o que valida a análise apresentada. Entre os aspectos favoráveis à cabotagem no Brasil, destacam-se tópicos como a eficiência energética, menores preços (linhas 38-44) e a alternativa do transporte aquaviário em face das rugosidades dos meios rodoviários, historicamente priorizados no país (linhas 20-29). Por outro lado, como desafios, há a histórica opção rodoviária (linhas 20-29 e 45-47) e a escassez de investimentos de grande porte na infraestrutura portuária (47-49). Nos últimos anos, investimentos no setor têm contribuído para parcial superação de tais dificuldades, ainda que diversos obstáculos ainda persistam à plena expansão do modal aquaviário no país (49-54).
A banca terá de ler dezenas e dezenas de recursos, o que faz necessário tornar o trabalho do examinador mais fácil e menos desagradável. Não se esqueça, portanto, de indicar as linhas em que as respostas indicadas por você podem ser encontradas (não adianta tentar inferir algo e dizer que “est implícito” também; lembre-se de que a banca pode recusar seu recurso sumariamente, sem explicações muito convincentes, então evite motivos para irritar o examinador). Além disso, não acho aconselhável indicar quantos pontos você acha que devem ser majorados ou quantos pontos você precisa para a aprovação, para tentar convencer a banca emocionalmente. Se tem uma coisa que a banca não tem é coração, e esse tipo de informação pode implicar recusa imediata do recurso, com o argumento de que houve identificação do candidato.
Ao fim da resposta, caso ainda haja espaço, você pode indicar algo do tipo: “Por acreditar, portanto, que os pontos acima apresentados foram corretamente discutidos na resposta, solicito, respeitosamente, majoraç~o da nota” ou algo do tipo. Além disso, se você houver tirado menos da metade da pontuação da questão, pode, ainda, alegar que solicita a alteração para maior da pontuação, já que as principais temáticas suscitadas pela questão foram apresentadas, o que não justificaria o fato de a nota atribuída ser menor do que a metade da pontuação máxima da questão. Obviamente, mais uma vez, seja, sempre, cordial.
Quanto ao fato de o recurso ser feito em primeira ou em terceira pessoa, não há diferença, use o que achar melhor (pode, também, alternar). Com relação a alternar o tipo de recurso, vale, também, lembrar que não é recomendável usar a mesma introdução em todos os recursos de uma mesma matéria. Às vezes, o mesmo corretor faz a correção de mais de uma questão de uma disciplina, razão pela qual dois recursos com início idêntico, por exemplo, podem irritar o examinador e implicar recusa dos recursos. Não acho que seja obrigatório citar bibliografia no recurso, a menos que seja para pontos mais específicos. Fazer muitas referências bibliográficas pode parecer que você está tentando ensinar o examinador, o que pode não soar muito bem (embora isso pareça, muitas vezes, bastante necessário).
Os recursos são interpostos por meio de uma plataforma online disponibilizada na página do concurso, no site do Cespe. Você não precisa fazer os recursos todos de uma vez. Pode fazer um, salvá-lo e voltar depois, que os recursos já feitos estarão disponíveis (você poderá, inclusive, editá- los posteriormente, dentro do prazo de elaboração de recursos). Com a divulgação do resultado final da terceira fase, o Cespe também libera as respostas dos examinadores aos recursos pleiteados. Leia todas com atenção para o seguinte: confira, de acordo com as questões em que o examinador disse que iria deferir seu pedido, se sua nota naquela matéria foi, de fato, majorada. Nas respostas a meus recursos de Inglês, os examinadores indicaram que iriam me restituir 2 pontos, mas reparei que minha nota total na prova havia subido apenas 1. Entrei em contato com o Cespe, e fui instruído a solicitar recontagem de pontos pelo SAC, via email (apenas enviei o email solicitando a recontagem, constando, em anexo, cópia do CPF e da identidade). Depois de três dias, responderam que não havia nenhum problema de contagem de pontos, e tornei a entrar em contato, reclamando da contagem errada. No fim das contas, o ponto que me faltou não fez diferença para o resultado final, mas fiquem cientes de que, se isso acontecer com vocês, é recomendável entrar com recurso judicial.
Para a quarta fase, é mais tranquilo fazer os recursos, pois há, teoricamente, indicação clara dos erros e das notas parciais em cada quesito. Caso haja alguma discordância, você pode recorrer facilmente. O problema, na prova de 2011, é que as marcações da maioria das questões de Espanhol estavam ilegíveis. Por isso, não havia como fazer recursos pontuais. O recomendado foi que fizéssemos recursos mais gerais, solicitando revisão das correções atribuídas e recontagem dos pontos. Apesar disso, salvo engano, acho que não houve nenhuma modificação nas pontuações dos candidatos aprovados (os mesmos 26 primeiros colocados após o resultado provisório da quarta fase continuaram em suas posições e foram aprovados).
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2020.07.23 10:19 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 4

Há três tipos de candidatos no CACD: os que sabem muito, os que sabem um pouco e os preguiçosos. Os aprovados vêm, sempre, de um dos dois grupos iniciais (ainda que muita gente desses dois grupos fique de fora, por motivos óbvios de limite de vagas). Os preguiçosos não passam pelo simples motivo de que mesmo uma metodologia de estudos mais objetiva e pragmática, como a que eu indicarei a seguir, n~o tem o objetivo de “levar com a barriga”. Mesmo se você fizer cursinho de todas as matérias e ler todos os textos e livros recomendados, há grande possibilidade de não passar por outra razão também muito simples: o que mais importa é o estudo individual. Sozinho, o cursinho não aprova ninguém. Não ache que só fazer o cursinho adiantará muita coisa. Veja como os cursinhos são lotados e quantos candidatos passam por ali, todos os anos. De todos esses, apenas uma parcela pequena é aprovada, e, sem dúvida, você não encontrará preguiçosos nessa parcela. “Ah, mas eu conheço Fulano que passou, sem estudar muito”. Tudo bem, mas não estudar muito não é sinônimo de ser preguiçoso. Preguiçoso é quem acha que fazer o mínimo já está de bom tamanho, e não está.
Para ser aprovado, saber é importante, mas mostrar que sabe é fundamental. Eu disse que passam dois tipos de candidatos, os que sabem muito e os que sabem um pouco, porque só saber algo também não significa nada. Uma pessoa que soubesse todas as matérias do concurso de cor poderia não ser aprovada, e um sujeito que estudou um pouco de cada coisa pode passar. Para a primeira fase, não há muito segredo. O estilo do Cespe é cruel, e sei que muita gente boa fica de fora, mas são as regras do jogo. Infelizmente, não há melhor estratégia que estudar bastante e resolver provas anteriores. Nas provas discursivas do CACD, o que faz a diferença é sua capacidade de demonstrar conhecimento (mesmo que você não o tenha). Em algumas questões da terceira fase, por exemplo, você para e pensa: “o que é isso? Por onde vou começar? Nunca ouvi falar disso”. É nessas horas que a diferença entre o que você sabe e o que você consegue transmitir importa muito. A forma de apresentação das respostas, a sequência lógica de ideias, sua argumentação, tudo isso pode ser mais importante que o conteúdo que você está transmitindo. Muitos podem achar que isso significa que você tem de “escrever difícil”, o que n~o tem nada a ver. Um texto bom e claro n~o tem de ser difícil de ler e cheio de expressões “eruditas”, pelo contrário. O que, realmente, faz a diferença e garante a aprovação, de acordo com meu ponto de vista, é sua capacidade de demonstrar conhecimento, mesmo que você não o tenha, de maneira clara e sintética. Para isso, há estratégias distintas em cada uma das fases do concurso, o que será detalhado a seguir.
Depois de ser aprovado na primeira fase, você tem muito pouco tempo de estudo até a segunda, o que faz essencial começar a preparação para a prova de Redação o quanto antes possível (assim que você conferir o gabarito provisório e perceber que está próximo à média estimada para aprovação, normalmente acima de 60%, comece sua preparação). Não invente de ler todos os livros clássicos da literatura brasileira nesse período curto de preparação. Seja pragmático: a essa altura do campeonato, acho que apenas apostilas ou livros de ensino médio de Literatura e o Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos (Lourenço Dantas Mota) podem valer a pena. Não li nenhum livro da bibliografia antiga (Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e companhia), só estudei pelos livros indicados acima. Mais detalhes serão dados na Parte IV. Na segunda fase, uma das coisas mais importantes é não errar gramática. Atenção aos três erros mais comuns dos alunos no cursinho preparatório para a segunda fase: regência (incluindo uso do acento grave), colocação pronominal e pontuação (especialmente a vírgula). Para isso, faça todos os exercícios propostos no cursinho preparatório (por mais chatas que sejam as propostas), veja o máximo de espelhos antigos que conseguir (não consegui quase nenhum, apenas alguns muito antigos, que não serviram para muita coisa; de preferência, veja espelhos com vários erros, para você aprender o que não deve repetir).
Aproveitando o assunto “espelhos de prova”, minha opini~o é que s~o muito úteis para as provas de idiomas: Redação/Português, Inglês, Espanhol e Francês. Para as demais provas, acho bastante inúteis. Em primeiro lugar, nas provas discursivas de Política Internacional, de História do Brasil, de Geografia, de Direito e de Economia, não há nenhuma marcação feita pela banca corretora. Assim você não sabe o que está certo e o que não está, o que foi valorizado pela banca e o que foi apenado, nada disso. Para essas matérias, muito mais úteis que os espelhos de prova são as respostas selecionadas nos Guias de Estudos publicados anualmente pelo IRBr (todos os Guias de Estudos, desde o de 1996, est~o disponíveis na pgina do “REL UnB” (http://relunb.wordpress.com). As respostas selecionadas são aquelas que corresponderam ao que a banca julgou ser a melhor resposta fornecida à questão por um dos candidatos aprovados. Assim, você saberá o estilo de escrita, a organização e os argumentos preferidos da banca corretora. Minha recomendação quanto aos Guias de Estudos é: leia, estude e faça um fichamento de todos os guias mais recentes (antes de 2003 não é tão importante, mas pode valer a pena passar o olho nas questões, pelo menos). Esse fichamento será muito útil nos estudos de revisão para a terceira fase. Para a prova de Redação, é evidente que não é necessário fichar as respostas, mas ter uma noção dos conteúdos cobrados pode ser importante. Na segunda fase de 2011, havia uma questão sobre preconceito racial. Como eu me lembrava de haver visto, na prova de segunda fase de 2010, uma quest~o sobre o “equilíbrio de antagonismos” em Gilberto Freyre, adicionei essa referência em meu texto, o que parece ter agradado a banca, já que foi minha melhor nota de texto (fiquei com 18,07/20 nesse exercício – 10/10 em Gramática e 8,07/10 em Texto). O espelho de minha prova de Redação está disponível no “REL UnB”, indicado anteriormente.
Depois que você fizer a segunda fase, terá muito tempo até o resultado provisório, e é fundamental não esperar o resultado final da segunda. Comece a estudar para a terceira fase no dia seguinte à prova de Redação, como se já houvesse passado. É claro que muitos ficam ansiosos com a expectativa do resultado da segunda fase, mas não há mais nada que você possa fazer para essa etapa. As provas já estão nas mãos da banca, o que você precisa e deve fazer é procurar voltar toda a atenção para os estudos das matérias da terceira fase (e da quarta também, obviamente). Deixar para estudar só depois do resultado da segunda fase é enorme perda de tempo. Mesmo que você não seja aprovado, já adiantará os estudos para o concurso seguinte. Conhecimento nunca é perdido.
Passada a segunda fase, acelere o ritmo ainda mais. É muito cansativo e desgastante, mas, depois que a terceira fase começa, o tempo voa. Dividi meus estudos para a terceira fase em dois períodos: até uma semana antes do primeiro fim de semana de provas, continuei sistematizando meus fichamentos, buscando dados mais atuais de Geografia e de Política Internacional, fazendo os últimos fichamentos dos Guias de Estudos antigos etc.; na segunda-feira da semana da primeira prova, comecei a revisão das matérias daquela semana. A seguir, vou dar mais detalhes de minha preparação ao longo das semanas de terceira fase, mas, antes de tudo, deixo claro que a ordem das provas pode mudar de um ano para outro (o que acontece frequentemente).
Nosso primeiro fim de semana de provas era História do Brasil no sábado e Inglês no domingo. De segunda a sexta-feira, estudei apenas História do Brasil dia, tarde e noite. No sábado, após a prova de História do Brasil (todas as provas da terceira fase foram das 9h às 13h), almocei e estudei um pouco de Inglês (apenas revisei alguns exercícios que havia feito no curso preparatório para a terceira fase e gravei algumas palavras e expressões úteis para a redação). Inglês é um conhecimento de mais longo prazo, não senti necessidade de estudar durante a semana. Foquei só em História do Brasil mesmo.
O segundo fim de semana de provas foi de Geografia e de Política Internacional. Como Geografia é bem menos conteúdo, comecei a semana alternando as matérias, com Geografia na parte da manhã e Política Internacional à tarde e à noite. Na terça-feira, percebi que isso não ia dar certo, pois era muita coisa de Política Internacional, então deixei quarta e quinta-feira só para PI, e a sexta-feira foi só de Geografia. No sábado, naturalmente, estudei PI à tarde e à noite.
O terceiro fim de semana de provas foi de Direito e de Economia, somados às duas provas da quarta fase. Como tenho facilidade com Economia, estudei só Direito de segunda a sexta-feira. No sábado, após a prova de Direito, estudei apenas a parte de Economia Brasileira. Espanhol e Francês eu revisei apenas algumas poucas notas do caderno no domingo mesmo, entre a prova de Economia e as provas de línguas.
Nas semanas de revisão, acho que foi fundamental, em primeiro lugar, esquecer a possibilidade de ler qualquer livro novo ou coisa parecida. Eu já estava com todos os fichamentos de livros e de artigos que queria fazer prontos e passei a semana inteira lendo-os exaustivamente, grifando, decorando, revisando os fichamentos dos Guias de Estudos etc. Li artigos novos na semana da prova, sim, porque eu sabia que eram indispensáveis (e todos os que li o foram; li apenas para História do Brasil e Direito, e eles estão indicados na Parte IV), mas ler livros inteiros ou artigos que você acha que podem ser úteis pode ser enorme prejuízo.
Imprimi todos os fichamentos de livros e de artigos que eu tinha e fiz uma apostila enorme que eu carregava para todo lado. Nos dias das provas, lá estava eu com a apostila de fichamentos, lendo até o último segundo antes do início da prova.
Na realização das provas de terceira fase, acho que, em meu caso, duas coisas foram importantes para um resultado positivo: fazer letra pequena e escrever até a última linha, em todas as questões. Ainda que você não dê conta de tudo o que a questão exigia, é mais provável ter alguma coisa ali que salve. Todo mundo está cansado de saber que prova discursiva não mede, necessariamente, quem sabe mais, mas quem, além de saber alguma coisa, faz prova melhor (ou seja, quem sabe demonstrar conhecimento, ainda que não o tenha). Para isso, não há segredo. Vou insistir mais uma vez quanto à letra. Faça letra pequena na terceira fase11! Não precisa ser aquela coisa mínima que ninguém consegue ler, é óbvio, mas não faça letra grande (minha média é de 10-13 palavras por linha, acho que é um tanto razoável; menos de 10 pode ser preocupante). Você pode falar bastante coisa que não tem muito a ver com a pergunta, mas, pelo menos, o corretor verá que há muita informação ali. Lembre-se de que a forma é algo muito importante na terceira fase, tão ou mais importante que o conteúdo. Por isso, não adianta muito só responder a pergunta diretamente. Exemplificar, fazer correlações, mostrar conhecimento é, sem dúvida, muito importante.
Se você ficar nervoso na hora da prova, não sei no que posso ajudar nesse sentido, pois sou bem calmo, não sei o que é ficar nervoso antes de prova, faço-as na mesma tranquilidade que as faria se fossem em minha casa. De todo modo, acho que, se o nervosismo bater, o melhor pode ser pedir para beber água ou para ir ao banheiro, respirar fundo e essas coisas todas que eu não sei se funcionam de verdade, mas tome cuidado com o tempo. Muitos candidatos têm de fazer conclusões apressadas, pois o tempo pode ser escasso. Ao contrário do que muitos falaram, entretanto, tive tempo de sobra em todas as provas da terceira fase, mas reconheço que alguns gastam mais tempo, então cuidado com o relógio.
📷Uma coisa para a qual o cursinho preparatório para a terceira fase foi muito útil foi, especialmente, nas matérias de Política Internacional e de Direito. Os professores Paulo Afonso e Tanguy (PI), do Rio de Janeiro, e Ricardo Victalino (Direito), de São Paulo, deram dicas e palestras fantásticas, aproveitei muito do que me falaram, para responder as questões da terceira fase, ainda que indiretamente. Em Política Internacional, conceitos básicos sobre a política externa brasileira atual e as relações do Brasil com a Argentina e com a China, por exemplo, foram fundamentais em três das quatro questões da terceira fase. Em Direito, algumas considerações a respeito das teorias do Estado Constitucional Cooperativo, de Peter Häberle, e do Constitucionalismo Global, de J. J. Gomes Canotilho, foram muito úteis em duas questões da terceira fase (no “REL UnB”, h alguns artigos sobre essas teorias). Além disso, o Ricardo também sugeriu um artigo excelente, que me foi muito útil para outra questão da terceira fase, que envolvia o Órgão de Apelação da OMC (artigo: Efetividade do Orgao de Soluçao de Controversias da OMC: uma analise sobre seus doze primeiros anos de existencia e das propostas para seu aperfeiçoamento "de Marcelo Dias Varella – foi esse o artigo que, como mencionei anteriormente, li na semana da prova; eu tinha certeza de que seria importante, logo não foi perda de tempo). Nas demais matérias, muita coisa foi útil também (o professor de Economia Daniel Sousa, do Rio de Janeiro, chegou a “acertar” duas questões da prova; o professor de História do Brasil, João Daniel, também havia dado aula sobre todo o conteúdo da primeira questão da prova da terceira fase, além de algumas considerações sobre parte da segunda questão; o professor de Geografia, Thiago, também “acertou” uma questão que resolvi só com base na aula dele e ganhei pontuação integral nela)12.
11 Na terceira fase, só não é necessário na prova de Inglês.
12 Os professores do Rio de Janeiro e de São Paulo a que me referi nesse parágrafo deram aulas e palestras (presenciais ou telepresenciais) no cursinho em Brasília.
Apesar de todos esses aspectos positivos, acho que é fundamental dizer, e os próprios professores dizem isso nas aulas, que cursinho para a terceira fase não é santo milagreiro. Isso significa dizer que, ainda que acertem alguns conteúdos que serão cobrados nas provas, alguma coisa acabará passando, o que implica o fato de que a maior parcela de responsabilidade com relação aos estudos para a terceira fase está com os próprios candidatos. Além disso, mesmo quando acertam o conteúdo das questões, isso pode não significar muita coisa, já que é necessário, também, que os candidatos saibam expressar o que aprenderam de maneira clara e objetiva, nos moldes apreciados pela banca. Algum tempo antes do concurso, eu tinha a ilusão de que o cursinho de terceira fase seria o remédio para todos os males, mas sinto desapontar aqueles que também achavam isso. É importante? Sem sombra de dúvida, sem o cursinho para a terceira fase, meu rendimento teria sido bem abaixo do que foi, talvez nem fosse aprovado. De todo modo, só cursinho não aprova ninguém. A maior parte da responsabilidade pelos estudos está, em qualquer fase do concurso, com você. É exatamente por isso que julgo primordial saber estudar (o que implica saber como e o quê estudar).
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2020.07.23 10:09 diplohora Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Salrios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Salrios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Salrios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo proprietrio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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2020.07.23 10:07 diplohora Bruno Rezende : mesu estudos para o CACD Parte II – O CACD

Parte II – O CACD
O Concurso
O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é, como o nome indica, o concurso público de entrada no cargo de diplomata do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O CACD é, há algum tempo, realizado anualmente, composto por quatro etapas e realizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe – site: http://www.cespe.unb.br). Para poder assumir o cargo, as principais exigências, são: ser brasileiro nato e possuir diploma universitário de qualquer formação (há mais pré-requisitos, mas esses são os mais importantes). Essas exigências, entretanto, aplicam-se apenas aos aprovados, para que possam assumir o cargo. Qualquer pessoa pode, independentemente de já possuir o diploma em mãos, fazer o concurso (isso é comum a pessoas que tentam o CACD durante a universidade, por exemplo). Nesse caso, se for aprovado, o candidato deverá apresentar o diploma. Obviamente, se não o fizer, perderá a vaga.
O CACD é dividido em quatro fases, que são as seguintes:
· 1ª FASE: duas provas objetivas (com questões de Certo ou Errado e de múltipla escolha, com penalização para erros) com questões de: Português, Inglês, História Mundial, História do Brasil, Geografia, Política Internacional, Noções de Direito e de Direito Internacional Público e Noções de Economia6. De 2008 a 2010, a prova valia 80 pontos; em 2011, voltou a valer 65 pontos (o número de pontos equivale ao número de questões; questões de Certo ou Errado são compostas por quatro itens; questões de múltipla escolha têm cinco alternativas). As duas provas são realizadas no mesmo dia, normalmente um domingo, pela manhã e pela tarde. A primeira fase também é conhecida como TPS (Teste de Pré-Seleção), seu antigo nome – que, apesar de abandonado pela banca organizadora, continua no vocabulário dos cursinhos preparatórios e de muitos candidatos.
· 2ª FASE: uma prova discursiva de Português, que consiste de uma redação sobre tema geral (80-120 linhas), com valor de 60 pontos, e de duas interpretações, análises ou comentários sobre temas específicos (15-25 linhas), valendo 20 pontos cada, com valor total de 100 pontos. Para ser aprovado, o candidato precisa fazer, no mínimo, sessenta pontos na prova.
· 3ª FASE: seis provas discursivas de: Geografia, História do Brasil, Inglês, Noções de Direito e de Direito Internacional Público, Noções de Economia e Política Internacional. Essas provas, exceto Inglês, consistem de quatro questões (os números de linhas variam entre as matérias: duas questões de 90 linhas e duas de 60 linhas para as provas de Geografia, de História do Brasil e de Política Internacional; duas questões de 60 linhas e duas de 40 linhas para as provas de Direito e de Economia; uma redação em Inglês de 45 a 60 linhas, uma versão do Português para o Inglês com cerca de 150 palavras, uma tradução do Inglês para o Português com cerca de 150 palavras e um resumo de até 200 palavras de um texto de cerca de 1000 palavras7 para a prova de Inglês). Cada prova da terceira fase tem o valor de 100 pontos. Para ser aprovado na terceira fase e ter suas notas da quarta fase divulgadas, o candidato precisa somar, ao menos, 360 pontos no total das seis provas, independentemente da distribuição desses pontos em cada uma dessas provas. Se não conseguir esse limite mínimo, o candidato está, automaticamente, desclassificado
6 O termo “noções” para as provas de Direito e de Economia n~o significa, obviamente, que sejam provas fceis ou que não seja necessário estudar tanto, apenas indica que a cobrança não é tão aprofundada quanto nas demais.
· 4ª FASE: provas discursivas de Francês e de Espanhol (cada prova contém, normalmente, dez questões de interpretação de texto, cada questão valendo 5 pontos; são, normalmente, um ou dois textos para interpretação; o valor total de cada prova é de 50 pontos, somando 100 pontos as duas provas juntas). Os candidatos devem fazer as provas dos dois idiomas, não é possível escolher apenas um. Não é necessário atingir um mínimo de pontos na quarta fase, raz~o pela qual ela é chamada de “classificatória”, n~o “eliminatória”. Nos últimos concursos, entretanto, essa fase tem tido grande relevância, sendo decisiva para definir os aprovados no concurso e a classificação final no certame. Passar para a quarta fase não significa estar aprovado no concurso (afinal, há um limite de vagas). É necessário somar as notas da segunda, da terceira e da quarta fases, para obter a pontuação final do concurso e para calcular a colocação final.
Logo após a primeira fase, o Cespe libera o gabarito preliminar (cerca de dois dias após a realização da prova). Após a liberação do gabarito preliminar, os candidatos têm, normalmente, outros dois dias, para elaborar os recursos ao gabarito preliminar das questões (na última seção da Parte III, tratarei dos recursos mais detidamente). A banca examinadora do concurso leva cerca de três semanas, para, então, divulgar o gabarito definitivo e o resultado final da primeira fase do concurso. Questões anuladas têm a pontuação concedida a todos os candidatos, e questões com alteração de gabarito também têm efeito para todos os candidatos (ou seja, sua nota pode variar para cima ou para baixo entre o gabarito provisório e o gabarito final da primeira fase, de acordo com as modificações no gabarito).
É desnecessário dizer que não há como prever qual será a nota necessária à aprovação na primeira fase, uma vez que são aprovados, como regra geral, os trezentos primeiros candidatos (em caso de empate na última colocação, são convocados todos os candidatos empatados com aquela pontuação). Desse modo, antes da divulgação dos resultados finais da primeira fase, não há como ter certeza da aprovação para a próxima fase. De qualquer forma, veja a porcentagem mínima (valores arredondados da nota do 300º colocado) para aprovação na primeira fase dos últimos concursos realizados na tabela ao lado. Vale observar que, em 2007, não houve questões de Economia e de Direito na primeira fase, o que pode justificar a nota de corte mais elevada em relação aos demais anos.

Os cursinhos costumam elaborar rankings (também disponíveis em grupos como o “Instituto Rio Branco”, no Facebook, e o “Coisas da Diplomacia”, no Orkut) com as notas obtidas pelos candidatos, de acordo com o gabarito preliminar. Esses rankings, obviamente, não são precisos, e, visto que grande parte dos candidatos em condições de ir à segunda fase fica com pontuações muito próximas (no chamado “limbo”), passar ou n~o passar pode dever-se a poucos décimos (ou seja, para muitos, as mudanças no gabarito oficial fazem toda a diferença). Apesar disso, com base nesses rankings, é possível ter uma noção de como o candidato está em relação aos demais, para saber se deve estudar para a segunda fase. Isso é extremamente importante, pois o resultado oficial da primeira fase sai, normalmente, na mesma semana da prova da segunda fase. Assim, se o candidato não começar a preparar-se com antecedência, não terá tempo suficiente para fazê-lo apenas após o resultado oficial da primeira fase.
7 Os números aproximados de palavras das traduções e do texto para resumo foram baseados na prova de 2011. Nada impede que esse valor mude de um ano para o outro. Em concursos anteriores, já houve textos maiores e menores. Vide provas anteriores (todas as provas de 2003 para c est~o disponíveis no “REL UnB”: http://relunb.wordpress.com).
Os cursinhos preparatórios também costumam divulgar uma previsão de margem de erro (ex.: de x% a y%, há alguma chance; de y% a z%, há boas chances etc.). Mesmo que você não tenha feito cursinho (ou queira saber as médias dos candidatos de um cursinho que você não frequentou), basta ligar em algum deles e perguntar. Outros candidatos disponibilizam essa informação na fóruns virtuais como a comunidade “Coisas da Diplomacia” (Orkut) e o grupo “Instituto Rio Branco” (Facebook). Se vir que tem alguma chance de ser aprovado, não perca tempo e comece a estudar para a segunda fase (especialmente para a segunda fase, considero o cursinho essencial, mas digo isso apenas com base em minha experiência; cada um, é claro, deve saber o que é melhor para si, dentro de suas condições). Acho que é melhor estudar e não ser aprovado que não estudar e ser aprovado no susto, desperdiçando a oportunidade. De qualquer modo, não é conhecimento perdido. Ainda que não seja aprovado, você já adianta os estudos para a segunda fase do concurso seguinte. Há, também, alunos que, mesmo sabendo que não passaram (ou mesmo nem havendo feito o concurso), matriculam-se nos cursos intensivos, para não ter de fazer os cursos regulares, que duram vários meses.
Na primeira fase, o Cespe divulga os nomes e as pontuações apenas dos aprovados. Teoricamente, as folhas de respostas de todos os candidatos também são divulgadas. Para as fases seguintes, os respectivos resultados finais apresentam os nomes e as notas de todos os candidatos que foram aprovados para aquela fase, ainda que não tenham obtido a pontuação mínima exigida. Erro comum (principalmente de amigos e de familiares desavisados) é achar que só porque o nome do candidato saiu na relação do Cespe significa que foi aprovado naquela fase. Não é bem assim. Na segunda e na terceira fases, é necessário fazer o mínimo de 60% na nota total da respectiva fase. Além disso, o resultado final do concurso também apresenta as notas finais dos candidatos classificados, com a respectiva classificação. Ser classificado não significa ser aprovado no concurso. É necessário observar o número total de vagas oferecidas. O número de candidatos classificados é divulgado em edital (em 2011, 60 candidatos foram classificados), o que significa que, caso haja uma expansão das vagas, o número máximo de convocados será igual ao número de classificados (em 2011, houve grande expectativa em relação a isso, já que, com a iminência de aprovação de um projeto de lei que prevê a expansão das vagas para a carreira diplomática, os candidatos classificados no concurso – aqueles que não foram aprovados, mas que ficaram entre a 27ª e a 60ª colocação – poderiam ser chamados8).
Com relação à segunda fase, se você olhar os resultados dos últimos concursos, verá que uma “simples” prova de Redação pode ser muito mais complicada do que parece. Não vou me estender quanto às idiossincrasias da banca, disponíveis aos montes em vários fóruns na internet. Ressalto apenas o seguinte: não se deixe enganar, achando que Redação é algo tranquilo ou que “se n~o sou bom em Português, compenso em outras matérias”. Na segunda fase, isso n~o é possível. Muita gente boa não passa na segunda fase por um motivo que, no fim das contas, é relativamente simples. A segunda fase não é uma prova que testa toda a criatividade e a capacidade inventiva dos candidatos. Pelo contrário, é uma prova bastante técnica. Você não está fazendo uma redação para entrar em uma universidade, ocasião em que se quer provar sua capacidade de raciocínio e sua criatividade, cobrando-se narrações, fábulas ou dissertações politicamente engajadas. Trata-se de uma redação para ser admitido em um concurso público, e, como tal, a avaliação visa a verificar a capacidade de os candidatos lidarem com a modalidade culta da língua portuguesa de maneira (por falta de termo melhor) “diplomtica”. Isso envolve, entre inúmeras outras coisas, n~o usar linguagem conotativa, evitar preciosismos, ter argumentos claros e explícitos em cada parágrafo etc. Olhe as melhores respostas dos Guias de Estudos dos concursos anteriores, para ter uma noção do “estilo” de escrita preferido pela banca (todos os Guias de Estudos podem ser encontrados na pgina do Instituto Rio Branco, no site do Cespe ou no “REL UnB”9, uma página com diversos textos úteis sobre Relações Internacionais e sobre o CACD – falarei mais sobre essa página na seção de leituras recomendadas, na Parte IV).
8 Até o fechamento deste documento, não havia maiores novidades com relação a esse tema. O Projeto de Lei que cuida dessa temática é o PL 7579/2010. Atualmente (agosto/2001), o PL está em tramitação na Câmara dos Deputados.
Entre a realização da segunda fase e o início das provas da terceira fase, há um intervalo relativamente grande, de quase dois meses. Nesse período de tempo, ocorrem: correção da prova da segunda fase, divulgação dos resultados provisórios, período para interposição de recursos à correção, análise dos recursos interpostos e divulgação do resultado final da segunda fase.
Os candidatos aprovados na segunda fase (ou seja, aqueles que fizerem mais de 60 pontos de 100 na prova de Redação) passam à terceira fase, na qual são avaliados conhecimentos mais específicos nas seis provas que a compõem. A terceira fase é aplicada, normalmente, em três finais de semanas consecutivos, com uma prova no sábado e outra no domingo. Assim, esgotam-se as seis provas. A aplicação da quarta fase costuma ser concomitante à da terceira (em 2011, por exemplo, as duas provas da quarta fase foram aplicadas na tarde do último domingo de provas da terceira fase, mas isso pode variar; em 2010, por exemplo, as duas provas foram feitas em dias separados) – embora só sejam divulgadas as notas das provas da quarta fase dos candidatos que obtiverem o somatório mínimo de 360 pontos na terceira fase, como já indicado anteriormente. Em síntese, a terceira e a quarta fases são aplicadas em três finais de semana consecutivos, mas a ordem das provas costuma variar todos os anos.
O resultado final do concurso é dado pelo somatório das notas da segunda, da terceira e da quarta fases (como se pode ver, a nota da primeira fase é descartada, contando apenas como último critério de desempate, após vários outros). A seguir, veja uma tabela com as pontuações de alguns candidatos dos últimos concursos realizados. Estão discriminadas as pontuações totais dos candidatos que ficaram no 1º, no 25º, no 50º, no 75º e no 100º lugar, nos últimos seis concursos.

Dúvidas Frequentes: o concurso
- Ainda há entrevista/prova oral? Não existe mais.
- É possível passar no concurso enquanto trabalha 8h por dia? Já vi vários casos assim. É óbvio que isso deve requerer uma disciplina ainda maior, estudos ainda mais puxados etc., mas nem todo mundo que passa no CACD teve tempo de estudos integral. Casos de quem é aprovado com 6 ou 8 horas diárias de trabalho são mais frequentes do que se imagina.
- Quanto vou gastar com cursinho? É impossível fazer uma estimativa, tudo depende muito de diversos fatores, entre eles: a quantidade de matérias que você irá cursar, o cursinho que irá frequentar (há grande diferença de preços e de qualidade, não necessariamente proporcionais), o tempo gasto até a aprovação, as eventuais despesas de morar fora etc. Mesmo se alguém quiser só uma estimativa, uma margem de gastos, não tem como dar. Você pode gastar R$2.000, R$10.000, R$20.000 ou mais só com cursinho, então, infelizmente, essa informação é muito relativa.
- Vou começar a estudar do “zero”. Por onde começo? Não sei o que dizer nessa situação. Talvez, por História Mundial. Fazer uma prova de primeira fase antiga, só para ter uma noção geral do nível da prova, pode ajudar (mas também pode desanimar, e muito). Tente equilibrar as coisas: um pouco de História, Geografia e Português (que são revisões dos tempos de colégio), passe para as demais disciplinas (Economia e Direito) e acho que Política Internacional pode deixar para começar um pouco depois, já que muita coisa depende de conhecimentos de todas as outras disciplinas. Só não se esqueça de dar atenção, também, às línguas: Inglês, Francês e Espanhol têm sido essenciais. Não as despreze.
- Posso ter tatuagem? N~o h nenhuma proibiç~o. Alguns diziam: “mas eles podem implicar na hora da entrevista”. Problema resolvido, pois n~o h mais entrevista. H, apenas, exame médico e psicológico, que só impedem a posse se houver alguma doença séria que incapacite o candidato ao eficaz exercício da profissão.
- Preciso fazer Direito ou Relações Internacionais? Não. Qualquer curso superior reconhecido pelo MEC é válido. De todo modo, acho que predominam, entre os aprovados, os formados nessas áreas. Em 2011, foram 9 graduados em Direito e 7 graduados em Relações Internacionais. Apesar disso, houve, também, aprovados graduados em: Filosofia, Comunicação, Psicologia, Publicidade, Antropologia, Economia, Jornalismo, Administração e Letras – Alemão.
- Se eu tiver mais de uma graduação/especialização/mestrado/doutorado/PhD, levo vantagem no concurso? Não. Ter mais de uma graduação, especialização, mestrado, doutorado, PhD, experiência profissional, tudo isso não acrescenta nada à pontuação do candidato no concurso. A única coisa que conta para a aprovação é a nota nas provas do concurso e ponto. Não sei se existe uma estatística quanto à parcela dos aprovados que tem um adicional à formação do curso superior, mas eu, mesmo, não tenho nada além de minha graduação e não acho que isso tenha prejudicado ou dificultado em absolutamente nada minha preparação.
- No CACD, é possível escolher entre Francês OU Espanhol? Não! Francês E Espanhol. Não sei se muitos se confundem porque, há alguns anos, era diferente, mas ambas as línguas são obrigatórias na quarta fase (em 2011, as provas das duas línguas foram realizadas simultaneamente, com as questões de 1 a 10 de Espanhol e de 11 a 20 de Francês).
- Há cotas no concurso? Mais ou menos. Não há reserva de vagas para afrodescendentes, se é o que você pensou. Em 2011, o concurso passou a contar com um bônus para afrodescendentes. No momento da inscrição, os candidatos podiam declarar-se afrodescendentes. Além de convocar para a segunda fase os 300 candidatos mais bem colocados na primeira fase, os próximos 30 candidatos que se houvessem declarado afrodescendentes também foram convocados, com um total de 330 aprovados na primeira fase (mais os aprovados portadores de deficiência, mas eles têm reserva de vaga, os afrodescendentes não). Da segunda fase em diante, não houve qualquer vantagem para os candidatos afrodescendente que foram aprovados na primeira fase entre as trinta vagas adicionais, competindo de igual para igual com os demais.
- E as bolsas de estudos para afrodescendentes? Todos os anos (normalmente, no segundo semestre do ano), o Instituto Rio Branco realiza um processo seletivo para candidatos à carreira diplomática que se considerem afrodescendentes e que necessitem de ajuda financeira, para bancar os estudos (“Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia”), que d bolsa de estudos de R$25.000 aos selecionados. Maiores informações podem ser conseguidas na página do Instituto Rio Branco (http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-bprograma_de_acao_afirmativa.xml) ou no site do Cespe (página do processo de 2010: http://www.cespe.unb.bconcursos/IRBRBOLSA2010/)
Várias outras perguntas frequentes são respondidas no site do Instituto Rio Branco, no endereço: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-bperguntas_freq%C3%BCentes.xml
Consulte, também, a “FAQ do Godinho”, indicada anteriormente e disponível no endereço:
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2020.07.07 09:04 tmendoza23 In need of someone to practice with

Oi meu nome é Thelma e eu sou um estudante universitário da Califórnia. Eu estudo português há alguns meses e fiquei bom em minha compreensão e habilidades de escuta, mas preciso praticar a fala. Minha mãe fala português, mas ela não é um falante nativo e às vezes acaba falando portunhol porque espanhol é o que falamos em casa. Se alguém estiver interessado em me ajudar pelo menos uma vez por semana, entre em contato. Obrigada!
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2020.06.30 00:53 hachikenyuugo Achei que era meme, mas a realidade é até mais zoada. (Longo)

INTRODUÇÃO Saí da minha cidade e fui morar do outro lado do país. Onde nasci e fui criado, fazemos piadas a respeito da imagem esteriotipada que as pessoas das outras regiões do país tem da gente. Como é tudo uma brincadeira, não imaginamos que seja realmente assim, afinal estamos em 2020, globalização e internet e tal.
PRIMEIRO DIA NA NOVA CIDADE No meu primeiro dia na nova cidade, no pensionato onde passei a morar, ao dizer de onde eu era, os outros moradores (de várias partes do Brasil e um estrangeiro) me perguntaram se eu já tinha comido cobra ou outros animais exóticos, se eu já havia ido em uma tribo. Questionaram minha cor de pele, se eu já havia estudado com índios. Enfim, muitas perguntas sobre índios, meu sotaque e meu dialeto. Respondi todas. Alguns esteriótipos tinham um fundo de verdade, porém estavam um pouco exagerados.Outros eram bem absurdos, mas tratei de desmentir a maioria (alguns absurdos eu deixei como verdade só de zoeira).
INÍCIO DA QUARENTENA Poucos dias depois de chegar na nova cidade, lá no final de março, a quarentena se intensificou na cidade. Logo me vi preso em um pensionato com pessoas que eu não conhecia, que tinham uma cultura diferente da minha e ainda tinham uma imagem bem "exótica" de mim. As pessoas me trataram e me tratam super bem, apesar de vez ou outra haver um ou outro problema de comunicação devido a diferença das palavras que usamos para a mesma coisa ou até mesmo diferença de hábitos. Saí pouquíssimas vezes desde que cheguei aqui, pois estou respeitando a quarentena e não quero, por ventura, infectar meus colegas de pensionato. Portanto, não tive contato com mais ninguém fora eles.
FUI AO BARBEIRO Depois de três meses sem cortar o cabelo (quarentenando), ele já estava muito grande. Nunca havia ficado tanto tempo sem um corte. Resolvi quebrar a quarentena (todo equipado com máscara e álcool em gel) e fui no barbeiro. Ao chegar lá, o barbeiro, que tinha uns 30 anos de idade, percebe que não sou da cidade. Segundo ele, porque eu tenho sotaque. Já achei estranho por que apesar de ter sim um sotaque, ele é muito sutil. Minha fala é bastante neutra. Já ele tinha um sotaque muito carregado e estava falando como se ele não tivesse um e eu tivesse. Até aí ok. Acontece né. Ele perguntou de onde eu era e eu respondi. Aí ele veio com a seguinte pérola: "Nossa, seu português é muito bom!". Eu não soube o que dizer e fiquei olhando para ele com cada de confuso. Aí ficamos em silêncio por alguns minutos, até que resolvi dizer: "Eu nasci e vivi a vida toda na capital, acho que as pessoas que você tá pensando são as que vivem na fronteira, eles falam suas línguas nativas, alguns falam até espanhol, mas acredito que quase todos TAMBÉM FALEM PORTUGUÊS". Aí ele continua: "Ah, achei que vcs não falassem português, achei que era tupi-guarani". Eu disse que não. Que no máximo tínhamos uma ou outra palavra de origem indígena no nosso dialeto, sendo que eu nem sei a origem, pois existem VÁRIAS línguas indígenas diferentes. Aí ele perguntou quais seriam essas palavras: dei um exemplo pra ele e ele começou a me chamar dessa palavra. Virou meu apelido durante o tal corte de cabelo. Ele perguntou o que eu tava fazendo na cidade. Eu disse que pretendia fazer cursos de especialização e turistar um pouco, mas com a pandemia eu havia ficado preso na cidade Ele perguntou se eu era formado e eu disse que sim. Perguntou em que área e eu disse Design. Perguntou se era Design de Interiores e eu disse que não, que eu tinha feito Design generalista e pretendia fazer uns cursos para me especializar em Design de Experiência do Usuário. Ele ficou confuso, pois não sabia o que era. Resolvi simplificar e disse que eu tava estudando para "mexer em aplicativos" (doeu em mim falar isso, pois é um pecado tratar UX Design como se fosse isso, mas enfim, tava tudo muito bizarro já). Aí ele perguntou se eu tinha feito federal, como que eu decidi fazer isso e onde que eu ouvi falar dessa área lá onde eu vivia. Eu respondi que primeiramente nós temos faculdade de Design, e que eu fazia curso técnico de Mecatrônica no ensino médio, mas durante as feiras de tecnologia que participávamos eu havia me interessado mais pela parte de design das interfaces e da experiência de uso dos produtos do que pela parte de mecânica da coisa. Ele olhou pra mim e falou: "Nossa, só coisa difícil daí". Perguntou se eu pretendia voltar pra minha cidade. Eu, que já estava meio incomodado com a situação toda, menti. Disse que provavelmente voltaria. Aí ele começou a fazer perguntas absurdas. Vou listá-las abaixo e as minhas respostas
Acredito que haja tribos cuja divisão do trabalho é diferente da que consideramos comum e isso faz parecer que só a mulher trabalha. Na capital, vida urbana, não é tão incomum que as mulheres trabalhem mais que os seus maridos e contribuam mais para a renda familiar. Aqui deve ser diferente.
(Joguei pra ele, pois ainda tô descobrindo o que é igual ou diferente entre a nossa cultura né)
Algumas tem sim.
EU ACHO que casar pode, dependendo da tribo, pois cada uma é diferente e tem formas diferentes de se relacionar com pessoas de fora do meio. Morar lá eu não sei. ACHO que não. NUNCA OUVI FALAR de alguém que tivesse saído do meio urbano para morar e viver plenamente numa sociedade indígena isolada.
(Pra mim é natural saber que existem tribos e tribos, povos e povos. Uns isolados, outros semi-isolados, outros integrados a nossa sociedade. Têm os ribeirinhos, têm os misturados com todo tipo de gente do resto do Brasil e do mundo. Tem os que transitam entre sua tribo e as cidades. Tem aqueles que vivem em cidades do interior, têm ascendência indígena, mas vivem uma vida moderna. Ou seja, todo tipo de combinação possível. Falar TRIBO INDÍGENA como se fosse uma coisa só é bizarro, até pq, pelo que percebi, na cabeça dele basta a pessoa ser da minha região para automaticamente ser de uma tribo)
(Essa daí eu nem entendi direito a pergunta.)
Respondi que existe índio gay sim, mas não faço ideia de como CADA POVO lida com a questão.
É a coisa que mais sinto falta, pois a comida daqui é boazinha, mas não tem muito gosto não. Falta tempero sabe.
Não. Lá é pensionato. Só alugam o quarto e as áreas compartilhadas, não dão comida. Eu como as marmitas daqui. Elas são boas, mas não tem aquela riqueza de sabor que a nossa comida tem.
(Eu me calei pq o moço simplesmente ignorou a resposta anterior e assumiu que eu passava fome)
(Depois de uns minutos de silêncio desconfortável, ele tava fazendo o "acabamento" no meu cabelo)
Eu nunca disse que eu era índio, moço. Mas na verdade, sou misturado com cearense e vivo na CAPITAL.
(Mais minutos de silêncio e fim do corte. Paguei e fui embora.)
Achei que era meme a imagem que as pessoas tem do meu Estado/cidade. Mas a realidade é até mais zoada.
OMITI DE ONDE EU SOU E PRA ONDE EU VIM PARA QUE VOCÊS ADIVINHASSEM. DEIXEI O DIÁLOGO ENTRE MIM E O BARBEIRO BEM NEUTRO PARA NÃO ENTREGAR A RESPOSTA. DIVIRTAM-SE.
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2020.06.23 16:00 drimougui Meus White problems

Olá Luba, editores e turma, Luba por favor leia essa história com um sotaque não xenofóbico do interior de Goiás. Em 2016/2017 ganhei uma bolsa de estudos em Portugal e, como típica intercambista BR aproveitei pra fazer um mochilao de uns 15 com moedinhas contatadas, como disse, era bolsista e não rica.
Em Roma, acabei conhecendo uns amigos de uma amiga, também brasileiros, me diverti muito com eles e caminhamos por toda a cidade no meu primeiro dia lá, no segundo, fomos ver o papa. Não sou católica, mas fui pelo rolê. Depois da missa, nos separamos, eu peguei um metrô pelo Coliseu e Fórum romano. Comprei o ingresso para as duas coisas e comecei a visita pelo coliseu.
Eu tava lá andando de boas parei pra tirar uma foto.... CADÊ meu celular? Imagina o desespero dos minutos seguintes. Tentei falar com um guarda, mas ninguém falava português ou inglês. Tentei falar com uma guia italiano que falava português, mas ela só virou pra mim e disse que eu deveria ser mais cuidadosa. No meio do meu desespero, eu não conseguia falar com ninguém e ainda fiquei perdida lá dentro, aquele lugar era redondo e perfeitamente simétrico e não importava em qual direção eu fosse eu não conseguia sair dali. E aí passou uma família norte americana que tentou me ajudar, me tranquilizaram e saíram em busca da administração. Nesse meio tempo, alguém passou e me disse, por gestos, que tinha encontrado meu celular e deixado em algum lugar. Nisso o casal norte americano voltou e me levou pra ligar pra polícia, como interprete, uma pessoa que falava um espanhol precário se apresentou. Eu cheguei a falar com a polícia antes de conseguir explicar que alguém havia encontrado meu telefone e deixado em algum lugar. Quando expliquei isso, finalmente me levaram pra um lugar onde alugavam guias eletrônicos e meu celular estava lá. Parece um belo final feliz né?
Bem, tudo esse drama era por um telefone que estava sem chip europeu, sem touch e que só servia para fotos. Sim, eu gosto de fotos. Minha comunicação com o mundo nesses dias se dava com um tablet que eu tinha na época, apenas em locais com WIFI grátis. Em fim, depois desse apuro o fórum já estava fechado e eu não pude aproveitar meu ingresso, mas continuei passeando pela cidade até que choveu e tive que voltar pro hostel molhada em pelo inverno europeu. No hostel, eu doei meu ingresso pro fórum romano e descobri que meu passaporte tinha molhado e borrado a foto.
Aquele era meu último dia na cidade e eu já tinha desocupado minha cama pela manhã e não poderia nem tomar um banho. Mas o cara do hostel foi muito legal, me fez um chá e me deixou ficar por lá, na sala, até o momento em que meu ônibus por aeroporto chegasse. Meu plano anterior era “dormir” na estação de trem.
Quando finalmente cheguei no aeroporto, fui toda feliz pegar meu avião pra Paris, próximo destino. Passei minha passagem no leitor e….vermelho, tudo bem, tentei mias uma vez e… vermelho novamente. Fui tirar a dúvida com o rapaz da ryanair. Perguntei pra ele o que tinha de errado e porquê minha passagem não estava passando. Ele pegou ela, olhou e olhou e de repente encontrou o problema:
_ Its to 26, today its 27.
Exatamente, e deveria ter ido embora da cidade no dia anterior. Para piorar, o custo da passagem emergencial era de 90 euros (a passagem mais cara que eu tinha comprado até então foi 25 euros e já era o dobro da maioria).
Sentei num canto e fui pensar no que fazer. Depois de Paris meu próximo destino era Milão, então eu resolvi que iria direto para Milão de ónibus. Consegui conversar com aqueles amigos do começo da história e eles concordaram em guardar minha mochila onde estavam hospedados. Feito isso, olhei meu mapa (de papel) para a rodoviária e pensei: Posso chegar lá de a pé. E fui. Obviamente eu me perdi. Fui parar num bairro com nome da rodoviária, mas não na rodoviária. Um moço na rua me disse que eu iria ter de pegar o metrô, mas eu não precisava gastar 4 euros com um mero metrô.
Na universidade de Roma consegui internet e descobri o local exato da rodoviária. Salvei o trajeto e fui. O caminho até lá incluía um looongo caminho por uma highway com uma calçada estreita. Caminhei vários quilômetros com nada mais por perto além de carros em alta velocidade até chegar até tipo uns 50 metros da rodoviária. Mas entre eu e ela tinha um viaduto. Um viaduto sem calçada, sinal ou faixa de pedestre. Não vi como passar por ali sem morrer. Então eu voltei por todo o caminho até a estação e peguei um metrô até a rodoviária. Comprei passagem para Milão saindo as 23h.
Aproveitei que tinha comprado um passe diário do metrô e fiquei indo em todos os pontos turístico nas redondezas das estações. Lá pelo final da tarde, percebi que meu pé estava apodrecendo dentro da bota de inverno úmida (lembra da chuva e do fato que eu tinha ficado a noite toda na sala do hostel?).
O importante é que em algum momento eu comi uma bela pizza e a despeito de tudo eu resolvi que conseguiria passar pelo bairro medieval de roma e ir para o vaticano de à pé. Obvio que eu não consegui. Estava muito cansada e resolvi pegar um ônibus. Esperei o que pareceram quarenta minutos sozinha por ele, já no escuro, tudo para ver as luzes na basílica. Peguei o ônibus, ele atravessou a ponte , virou a esquina e chegamos. Sim, eu poderia ter chegado de à pé tranquilamente.
Tirei minhas fotos do vaticano, tomei um susto acha no que tinha perdido as fotos, chorei um pouco. Peguei o Metrô e voltei para o hostel dos meus amigos para recuperar minha mochila. Na estação de trem mandei mensagem para eles e fui. Cheguei e sentei na porta, ninguém. Esperei e esperei. Não podia tocar a campainha pq tecnicamente não era para as minhas malas estarem lá. Nisso, um homem começa andar calçada em frente a casa de um lado para outro. Eu abracei minhas pernas e comecei a chorar, cansada e com medo. Depois de um tempo o homem vem até mim e diz:
_Quer que eu chame uma ambulância? (Já nem me lembro em qual idioma)
Eu recusei e agradeci e fiquei mais tranquila. Os meninos no hostel finalmente viram minha mensagem vieram abrir a porta. Por sorte eles conseguiram até mesmo me fazer tomar banho e secar um pouco minhas botas com um secador de cabelo.
Voltei para rodoviária e peguem meu ônibus noturno. Eu entrei logo e levei minhas mala junto. Estava de chinelos pois não conseguia calçar as botas de tão machucados que estavam meus pés. Contrariando minhas expectativas o ônibus estava cheio. Não tinha um banco vago. E também não tinha um único italiano. Todos mundo ali parecia estar vindo de outro país e tentando a sorte. Por minha burrice em não guardar a mala tive que passar as nove horas seguintes com uma mochila pesada no colo. Mas sinto pena mesmo de quem estava por perto das minhas botas, que como podes imaginar fediam como a morte.
Cheguei em Milão pela manhã, faziam 2 graus e eu ainda de chinelo. Um rapaz que viajou no mesmo ônibus que eu até mesmo se ofereceu para me comprar um tênis, mas expliquei para e ele que não poderia calçar um. No fim deu tudo certo uma vez no hostel, dormi pelas próximas 24h.
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2020.06.19 17:50 panda_estrelar Eu sou o babaca por pedir pro professor parar de reclamar?

Oi gente, eu sou o kim tenho 13 anos e a minha história aconteceu ano passado.
Eu era do 7º ano e como eh o normal, tinha aulas de inglês, mas o problema estava no professor.
Ele era extremamente rude, e gritava com todos pelo mínimo que fosse, e ele passava muito tempo da aula reclamando com pessoas que conversavam ao invés de dar sua aula.
Um dia, chegou o horário da aula dele e ele entrou na sala, mas quando chegou, duas garotas estavam conversando e foi ai que tudo começou. Ele ficou reclamando com elas por muito tempo, dizendo que era um absurdo e um desrespeito a ele elas estarem assim, e que se elas não quisessem assistir aula a porta estaria aberta e bla bla bla, e ele passou cerca de 30 minutos falando disso. Eu, não sou bom em inglês e precisava daquela aula para melhorar minhas notas que estavam vermelhas, então, como já estava com muita raiva de sempre ser assim, decidi reclamar, então eu disse "Professor, pfvr para de reclamar delas e dá sua aula, eu preciso dela pra passar, você já tá a mais de meia hora reclamando" E nesse momento ele virou com uma cara em fúria pra mim e disse com seu sutaque espanhol (ele eh argentino) "Você eh muito mal educado! E você vai aprender a ser educado fora da minha sala de aula! " E me tirou de sala. 
Nisso, eu fui pra coordenação e lá entenderam meu lado e por eu ser um bom aluno e pessoa muitíssimo educada, não levei nenhuma punição, até pq foi a primeira vez na vida que fui tirado de sala. Depois do ocorrido, algumas pessoas ficaram contra mim, e outras a favor.
Mas e então, sou o babaca por ter falado isso?
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