Como fazer amigos quando você tem ansiedade social

6 Dicas para fazer amigos se você tem ansiedade social Concorde em discordar de seus pensamentos negativos. Uma das primeiras linhas de defesa quando se trata de situações sociais para pessoas com ansiedade social é colocar imediatamente um muro de pensamentos negativos, como “vou me humilhar”. É uma reação automática. Como Fazer Amigos Quando Você não é muito Social. Não é só por não ser a pessoa mais sociável do mundo que você não tenha a necessidade de amor, afeição e companhia — assim como todo mundo! Mesmo que não perceba, você tem dentro de si a... Ansiedade social – Entenda o que é e como pode te afetar ... faz lergunta para mim eu vejo todo mundo me olhando e sempre a mesma coisa não consigo pensar claramente e fico com ansiedade,ou quando eu erro uma pergunta eu fico com mais vergonha ainda.E toda vez que eu ia ficar com alguma menina eu horas antes passava mal muito mal com ... Mesmo que você não tenha ansiedade social, a ansiedade pode fazer você subestimar sua importância para os outros. 5. Sua ansiedade faz você se prender a padrões não realistas. Acredita-se que 1/3 das pessoas com ansiedade social passam 10 anos ou mais sem ser diagnosticadas. O transtorno pode fazer a participação em ocasiões comuns parecer uma tarefa insuperável. Pessoas com distúrbios de ansiedade social têm um medo acentuado e sentem medo e vergonha de situações sociais ou de desempenho. É o medo extremo de ser examinado e julgado pelos outros. Eles temem passar vergonha e rejeição ou até mesmo ofender as outras pessoas. O transtorno de ansiedade social pode causar muitos problemas nas vidas […] Como Saber se Você Tem um Transtorno de Ansiedade. A maioria das pessoas sente ansiedade de vez em quando, mas ficar ansioso todos ou quase todos os dias pode indicar que você tenha um transtorno de ansiedade. Ao suspeitar que precisa de... Sempre tem um que fala; Você é tão calada ,muitos me acham metida ,não tenho amigos ,já tentei sair para encontros íntimos, mas quando me encontro ,não sei o que dizer ,não tenho assunto ,a pessoa se esforça para conversar, e as vezes me pede pra falar, eu não sei o que dizer ,eu não tenho vida social normal ,o que posso dizer a ela ... A ansiedade social, também conhecida como fobia social, é um transtorno de ansiedade que acomete as pessoas diante das chamadas “situações sociais”, ou seja, situações que envolvem outras pessoas.. Embora seja normal se sentir nervoso antes de uma situação importante, como uma entrevista de emprego ou apresentação de um trabalho, as pessoas que sofrem de ansiedade social sentem ... Quando você tem ansiedade, porém, talvez receie que expor aquele seu lado complicado, verdadeiro, não tão bonitinho assim, possa fazer a pessoa amada gostar menos de você. Não se deixe levar ...

Ultimo desabafo

2020.09.21 13:50 FlavioKD9 Ultimo desabafo

Bom, essa é a última vez que venho desabafar aqui no reddit, primeiro porque nem eu me aguento mais aqui, e segundo porque eu não aguento mais viver.
Vamos começar com toda razão do problema, eu tenho sido uma pessoa completamente frustrada, não tento mais realizar nada. Até porque o meu real sonho, eu não posso alcançar. Tenho o sonho de trabalhar com música, ser famoso, ter sucesso, poder marcar o meu nome na história da música brasileira. Sonhos de adolescente de 15 anos, eu sei. Só que, não sei cantar bem, não sei tocar um instrumento a nível profissional, não sou bonito, não tenho a voz boa, não sou popular e não sou inteligente. Ou seja, é tudo um sonho que vai viver na minha cabeça me consumindo. Só que eu amo música, eu consumo música como um bêbado consome cachaça, vou dormir, fazendo comida, tomando banho, até pra escolher música eu coloco alguma primeiro pra não ficar em silêncio. Eu tenho tido várias ideias pra letras/clipes de músicas, sigo anotando todas, se não fizer sucesso enquanto estiver vivo, quem sabe alguém acha depois que eu estiver morto, grava e faz sucesso. A vontade de ascender a classe social é outro sonho que não é tão alcançável, queria muito poder não me preocupar com dinheiro e poder ajudar os meus pais e outras pessoas, ou qualquer coisa do tipo.
Segundo ponto é a ansiedade, desde que começou a quarentena (março) eu não saio de casa, eu já não saia normalmente, por ser bastante antissocial. Mas, no fim de semana, sempre ia no Shopping olhar as coisas que queria comprar e não tinha dinheiro. Eu sempre fui uma pessoa ansiosa, mas nunca tinha tido uma crise de ansiedade, durante a quarentena tem dias que tenho 2 ou 3. Sinto palpitação no peito, dores de cabeça, começo a chorar, começo a suar, falta de ar, dormência nas pernas e tensão no corpo todo. E como sempre fui uma pessoa muito solitária, ninguém sabe dessas minhas crises. Nesses últimos dias, tenho sentido uma vontade enorme de cometer suicídio. Simplesmente, vou dormir todos os dias sonhando em não acordar no outro dia. Só que eu não posso ter essa escolha, porque minha mãe se sente sozinha comigo vivo. Eu não escolhi nascer, não escolhi ser uma pessoa sozinha, eu só quero que essa dor que eu sinto no meu coração, como se tivesse uma bola de fogo dentro do meu peito derretendo tudo e prestes a explodir. Queria que meus sonhos se realizassem, mas eu sei que nada nessa vida é como a gente quer. Queria poder ser rico, ter uma vida boa, poder dar uma vida boa para os meus pais, poder ajudar pessoas de alguma forma. Eu não consigo mais ficar na companhia de alguém por muito tempo, porque desde os meus 11 anos (acho) eu sempre fiquei sozinho praticamente o dia inteiro, não tinha irmão, não tinha amigos na escola, sempre foi um problema.
Um outro problema durante essa quarentena problemática do caramba, é que eu me apaixonei por uma mulher famosa, a qual eu acompanho o trabalho dela fazem 9/10 anos. Eu como um adolescente sentia atração por ela. Só que teve um hiato em que eu deixei de acompanhar, e esse ano, eu voltei a ver ela mais frequentemente nas redes sociais e em qualquer lugar. E não é mais atração que eu sinto por ela, é algo mais apaixonado, eu sonho com a gente tomando vinho, com as amigas(os) dela em uma sexta feira, sonho com a gente escrevendo músicas, olhando o pôr do sol numa tarde de domingo, contando histórias um pro outro, se divertindo, aproveitando a vida, ela mudando de cor e tamanho de cabelo o tempo todo, a gente meditando junto. Quando eu fecho os olhos agora, só consigo pensar no sorriso dela, e tudo que eu faria pra manter aquele sorriso no rosto dela pra sempre. Eu nunca a conheci pessoalmente, mas sinto uma ligação entre a gente (eu sei, é bobo e eu preciso de tratamento psicológico urgente). Só que eu acredito na merda do destino, mas também acredito que o destino não vai entregar tudo comigo parado em casa.
Vamos pra outro problema. Ela tem um crush em ninguém mais, ninguém menos que Jaden Smith. E eu não consigo competir com ele, eu sou gordo, feio, tenho mordida aberta (ou seja, meus dentes são fudidos) e tenho uma puta vergonha do meu corpo, e com isso tenho medo de me relacionar.
OBS!!!! Se você não quiser ler sobre meu corpo estranho e meu medo de se relacionar com alguém sexualmente, pule um parágrafo. Obrigado.
Sexta feira vou fazer 22 anos, e eu nunca me relacionei sexualmente com alguém antes, primeiro porque ninguém é louco o suficiente pra fazer isso, segundo porque mesmo que tivesse, eu não aceitaria porque tenho vergonha de lá de baixo também. Primeiro que ele não é grande e é fino, segundo porque como eu sou gordo, e tenho a parte em cima do pênis, gorda também, o que deixa ele menor ainda, terceiro, eu sou mono bola, ou seja, só uma desceu. Tenho medo de me relacionar com alguém, e a pessoa começar a rir na hora ou até fazer alguma coisa pior, sei lá.
Continuando, como começaram essas crises de ansiedade, eu comecei a meditar, e isso tem me ajudado um pouco, mas não dá pra meditar a cada 1 hora. Então tem alguns momentos em que eu fico com a pouca ansiedade, eu consigo relaxar o corpo e a mente. Outra relação com a meditação que tem me ajudado também, é que quando eu vou tomar banho, eu desligo as luzes, e começa a entrar uma luz natural pela janela (não tomo banho durante a noite, porque só tem uma banheiro que fica do lado do quarto dos meus pais, e eu não poderia acender velas nem tomar banho com luz desligada porque eles iam achar que eu estou maluco, não que eu não esteja, mas é meu momento de paz) e eu também coloco uma música pra relaxar. Aquele momento, é o melhor do meu dia, é o momento em que eu fico mais em paz. Nada pode me tirar do sério, meus pensamentos vão embora junto com a sujeira. Só que quando saio, passa uma hora e volta tudo ao normal. Também tem a meditação da caixa infinita, me vejo em uma caixa enorme que eu não consigo ver o fim, só que tem vezes que eu não consigo enxergar nada, é tudo escuro e frio. Tem vezes que é claro como o dia, eu consigo me ver realizando os sonhos que estão na minha cabeça, consigo ver tudo que eu mais queria. Consigo ver o rosto dela dentro da minha cabeça.
É isso, eu não sei mais o que fazer, estou pra fazer 22 anos, já sou frustrado, tenho certeza que nenhum dos meus sonhos vão se realizar, e queria poder ter a livre escolha de morrer. Não é que eu não ame a vida, eu amo demais, eu amo olhar pra lua, amo escutar música, amo sentir o cheiro de pão saindo do forno, amo ver o sorriso da pessoa que eu nunca vou me relacionar, amo meus pais (mesmo sendo problemáticos, o que é normal, porque todos somos), amo o som do mar e a música que a natureza cria.
Eu sinto que faltou muita coisa que eu não escrevi aqui, é que na verdade, minha cabeça tá uma bagunça, são tantos pensamentos, tanta ansiedade. Sei lá, desculpe se alguma coisa ficou confusa, ou sem sentido. Qualquer coisa me avisa aqui que eu tento explicar melhor. E obrigado separar um tempo pra ler essa epopeia enorme. Você é incrível.
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2020.09.14 15:11 FlavioKD9 Estou desistindo de mim

Bom, cá estou eu novamente desabafando porque não tenho com quem conversar sobre isso.
Esse fim de semana foi a gota d'água, e acho que não só pra mim, pela primeira vez eu vi minha mãe chorar e dizer que não consegue ser feliz no trabalho nem em casa. Eu tentei (e consegui) por muito tempo fingir que eu estava bem, só que as coisas estão piorando, noites sem dormir, várias vezes quando meus pais estão em casa eu vou no banheiro pra chorar, e não ando tão animado assim quando eu era há uns 5 anos atrás.
Tenho tido várias crises de ansiedade, começa a me faltar o ar, coração acelera, e eu começo a chorar. Todo dia tenho uma, só que durante a semana, meus pais trabalham a maior parte do dia, basicamente só vejo eles de noite, então dá pra esconder. Já pensei várias vezes em me matar, porque seria a opção mais rápida e fácil.
Eu fui criado em uma família evangélica, sempre acreditei em Deus e tudo. Só que estou sentindo que se ele existiu e existiram vidas passadas, eu fui uma pessoa que jogou pedra na cruz. Nasci com uma pancada de problemas respiratórios, vivi minha infância toda indo no hospital, meus pais não tinham casa própria, eles moravam com minha avó, que na verdade era um quarto que cabia uma cama e algumas outras coisas. Meus pais passaram por muitos problemas, e eu me acho um lixo por estar pensando em me matar hoje, sendo que eles passaram por coisas piores. Só que eu sinto uma dor que não dá pra explicar, e eu só quero que ela suma pra sempre.
Sou uma pessoa muito sonhadora e odeio isso. Sonho em namorar uma cantora famosa que eu acompanho a quase 10 anos. Sonho em compartilhar coisas maravilhosas da vida com essa pessoa. Sonho em viver de música, poesia, arte, atuação, produção pra rede social. Sonho em ser rico e poder ajudar pessoas que não tem condição de ter um prato de comida na mesa. Sonho em ajudar pessoas com a arte, porque muitas pessoas me ajudam hoje, acredito que a arte é o que me mantêm. Sempre fui ligado a música, nesse momento enquanto escrevo esse post, estou escutando música. Parece que é um filme, e a trilha sonora tá tocando sempre.
Só que ao mesmo tempo, há outros empecilhos que me frustram e pensam que eu nunca vou conseguir realizar um sonho. Tenho mordida aberta, e consequentemente problemas na fala, odeio minha voz, odeio minha aparência, na verdade, não gosto de nada em mim. E já não é de hoje. Eu sempre quis ser muito sociável, mas nunca consegui manter amigos. Hoje, me vejo sozinho e nem estou aberto a ser sociável.
Vivi mais de 10 anos da minha vida fazendo tudo sozinho. Eu aprendi a ficar sozinho, tanto que hoje, eu não consigo ficar tanto com meus pais, e eu sei que isso machuca eles. Eu tento ficar, mas logo surge um comentário racista, uma piada sem graça, ou então ficam reclamando do trabalho. Eu sinto que eu sou o problema, porque se eles não tivessem um filho pra cuidar, eles não teriam que se matar de trabalhar, meu pai poderia ter seguido o sonho dele, minha mãe podia ter estudado.
Eu sei que sou uma pessoa ingrata, que tem um bilhão de pessoas em situações milhões de vezes piores que a minha. Só que eu também sei que eu tenho uma data limite, que eu to chegando nela. Eu tô desistindo de mim, quando começo alguma coisa, no começo eu fico empolgado, só que logo penso que nunca vou ser bom naquilo, e logo desisto. Como já falei dos sonhos, eu penso neles, mas logo vem o famoso "você nunca vai conseguir isso, nem tenta", e cada vez que isso acontece, parece ser mais certo que não vai acontecer.
Tenho 22, era pra mim estar começando a realizar meus sonhos, mas eu estou aqui, sem conseguir conversar com alguém que não seja uma pessoa desconhecida na internet, sem conseguir forças pra levantar da cama de manhã. Eu comecei a meditar semana passada, e foi uma das poucas coisas que aliviou um pouco minha ansiedade. Mas, depois de uma hora, ela volta e volta pior. Resumidamente, eu não sei mais o que fazer, eu to desistindo de mim mesmo, vendo meus sonhos fugirem pela janela, vendo o tempo passar, vendo as pessoas realizarem os sonhos delas. Nem sei porque estou escrevendo esse post, se daqui 1-2 dias tudo vai voltar a estaca zero.
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.08.02 22:09 TheGoldenMorn Me sinto um acessório pra garota que eu gosto

Hey, gente! Tentando desabafar por aqui de novo e, bem, cá estou. Bom, em março engatei numa webrrelação (coisa que nunca imaginei fazer) e sempre tive minhas dúvidas em como iria funcionar. Como no começo da pandemia toda relação deveria ser uma webrrelação (em teoria), decidi dar uma chance. Passados alguns meses de muita harmonia e contato, ela voltou a trabalhar no final de junho, coisa que já tínhamos tentado estipular como seria, então eu tinha alguma confiança de que saberíamos lidar com a mudança de rotina.
Pois bem, a coisa tá bem diferente do que eu imaginava. Digo, ela tem o cotidiano dela, tem os amigos dela, a rotina dela e isso não é errado de maneira alguma, é só que... Isso tem me afetado. Ela é rica, bem rica, vive fazendo coisas ricas e comprando coisas ricas. Eu sou um cara de classe média baixa (essa classificação existe?), desempregado, nem bico posso fazer como antes por conta da pandemia, sustentado pelos pais. Então, bom, ela tá lá, trabalhando, curtindo eventos, saindo pra casas de amigos e conhecidos ricos, passeando de lancha, indo pra festinhas e eu tô basicamente isolado na minha casa. Os pais dela são separados e ela vive indo dormir na fazenda enorme do pai no tempo livre. Quando tento sugerir da gente separar um dia "pra gente", conversar, se relacionar, assistir algo, provocar um ao outro, ela diz que acha essa ideia muito engessada, que prefere a gente vendo espaço na agenda e coisa do tipo. Eu super concordo com isso normalmente e é como sempre tentei guiar meus relacionamentos, mas eu percebo que isso não vai funcionar. Não agora.
No fim, ela tá vivendo a vida dela normalmente e eu tô sempre na expectativa da gente fazer algo "como um casal", coisa que aconteceu acho que 3 vezes no último mês. A gente mora a mais de 1000km de distância e as aulas da faculdade dela ainda vão ser retomadas agora em agosto. Me sinto só, mesmo num relacionamento. Já sei o que fazer, com certeza, mas vou tentar ter uma conversa como ultimato e explicar o quanto isso tá me fazendo mal. Eu sei que não deveria ficar pensando "nossa, ela é rica e faz coisas, eu sou fudido e tô sozinho" durante um relacionamento, mas isso acaba brotando na cabeça eventualmente. Quando se tá numa relação, você acaba criando expectativas, mesmo que mínimas. Aquela mensagem de boa noite, aquele compartilhamento de cotidianos e momentos engraçados, faz falta, não dá pra simplesmente a gente ficar no "eu te amo" e não brotar na vida do outro. Ou só brotar quando sobra tempo.
E, vou falar pra vocês, é MUITO ruim tá namorando alguém de uma classe social muito diferente da sua quando você tem depressão/ansiedade. Ainda mais pela internet. Ainda mais quando você é um "fudido" na visão da sociedade e sabe que ela tá cercada de pessoas bem sucedidas. Ainda mais homens bem sucedidos e solteiros. Já tomei porrada demais pra saber que não é só amor que constrói uma relação.
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2020.07.28 23:11 gushatt criei uma bolha... e não consigo sair dela

alerta de textão, btw
desde final de 2018, eu me sinto muito sozinho mesmo estando perto de outras pessoas. uma ansiedade desconfortável surge quando eu tô em qualquer ambiente social, então eu fui cada vez mais me fechando. por causa disso, muita coisa ruim foi acontecendo, e acabou que, desde que a quarentena começou, eu tenho falado beeeem pouco com os meus amigos da escola
mas tem um porém: eu comecei a gostar de ficar sozinho. me conheci mais (em todos os sentidos), comecei a ver mais animes e a fazetrabalhar com coisas que realmente gosto... tá sendo uma aventura muito louca, mas tem sido bem saudável pra minha mente... só que o sentimento de solidão e de que eu nunca vou conseguir fazer novas amizades da mesma forma de antes ainda me atormenta, e hoje foi o ápice disso
eu percebi o quanto os servidores do discord são meio que ocupados por pessoas que já são amigas delas mesmas. são grupinhos que já se estabeleceram neles e barram qualquer outra pessoa nova que chega, ou pelo menos é o que acontece comigo. eu nunca fui bom e interagir em espaços assim, e a forma como o pessoal trata as pessoas novas não me ajuda nem um pouco. não tô falando que é obrigação das pessoas de acolherem outras, mas se a dona do servidor disse que o servidor dela é um espaço friendly pra novas pessoas, então as pessoas deviam pelo menos tentar, não?
é engraçado que eu sei exatamente, por experiência própria, como construir uma boa amizade e fazê-la prosperar, é quase como uma fórmula, mas as minhas habilidades sociais medíocres e a minha ansiedade de merda afundam por água abaixo qualquer chance mínima de eu fazer novas amizades.
eu não quero que você, leitor, dê um papo de "ah, pode me chamar na dm se quiser fazer amizade pipipi popopo", porque isso não funciona, pelo menos não pra mim. eu só queria desabafar isso em algum lugar sem ser julgado. obrigado por ler até aqui.
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2020.07.15 22:04 Debora_yah A saga do celular: Era só um joguinho, virou uma operação

Olá a todos, meus queridos leitores e/ou telespectadores. Hoje eu irei contar uma história que envolve drama, dor de cabeça, ideias malucas e muito desespero. Desculpa o textão gente é que eu gosto de dar detalhes.
Tudo começou em meados de Maio/Junho deste ano, quando eu estava navegando no Twitter e me deparo com uma thread com apk de vários aplicativos show e pensei: “Hm viva a pirataria, não é mesmo?”. Em resumo, apk é basicamente o aplicativo modificado, que te dá vantagens em algumas coisas, como dinheiro infinito, conteúdo premium etc. Até então estava bem tranquila, por que já tinha baixado alguns desses apk’s e nunca tive problemas.
Decidi que iria baixar os jogos Harry Potter: Hogwarts Mystery - com dinheiro e energia infinita - em uma thread e Idol Mensal - também com dinheiro infinito - em outra. 0 problemas até o momento. De repente começa a aparecer propagandas no meu celular, mas não dentro dos aplicativos e sim no meu telefone em geral, por exemplo, eu desbloqueava a tela e PÁ uma propaganda, abria o google PÁ toma outro anúncio, como aqueles pop-up de sites, sabe?
Eu tenho consultas online com a minha psicóloga (#FICAEMCASA) e no meio da vídeo chamada surgiam vídeos de anúncio e abas de propaganda que chegavam a travar meu celular e atrapalhar tudo era um inferno. Logo pensei que isso era devido aos joguinhos aparentemente “inocentes” e obviamente deletei eles a fim de solucionar o problema. Bom, você provavelmente pensou que isso deu certo, né? ERRADO, até por que se tivesse dado certo eu não estaria aqui compartilhando essa história.
Imaginei que talvez eu devesse apagar as pastas nos downloads, já que as vezes, mesmo que você delete o aplicativo a pasta ainda fica lá guardada em algum canto. Dei uma de RAKER (meme man voice on) e busquei em todos os lugares possíveis para deletar tudo o que parecia suspeito pra mim, isso poderia ter me causado outros problemas mas felizmente não apaguei nada importante do sistema. Até conectei meu celular no notebook para ter uma visão melhor das coisas e continuei deletando mais e mais arquivos suspeitos. Deu algum resultado? Óbvio que não. Então bateu o desespero, pensei: “F*deu, vou ter que resetar o celular”. Me preparei psicologicamente para isso e comecei a fazer os backups necessários de tudo e passar para o notebook, detalhe que essa parte também foi uma confusão, cheio de altos e baixos e muito tempo até me dar conta, que, na real era mais simples do que eu achava. E lá fui eu resetar o bendito telefone.
Já tinha um pouco de experiência nisso, visto que, resetei o telefone da minha mãe e um meu algumas vezes. Fiz o procedimento de apertar o botão de volume + e o de ligadesliga, achei que seria de boa, porém eu não contava com uma surpresa. Na hora que o celular desligou e foi para a parte de reset apareceu uma tela azul com o robozinho do android que eu nunca tinha visto antes na minha carreira de resetgirl. Ao invés de soltar os botões, eu apenas continuei segurando como se não houvesse amanhã. Foi aí que a m*rda aconteceu: o telefone simplesmente TRAVOU TUDO, nada funcionava. A parte de reset não aparecia nunca, o telefone não ligava de novo, botão nenhum funcionava. Desesperei, quase chorei e bateu a ansiedade desgramada.
Procurei tudo quanto é vídeo no Youtube, logicamente para ver se me dava uma luz no fim do túnel, nada. Pesquisei diversas coisas no google, 0 resultados. Foi então que eu dei a louca. Nesse ponto eu preciso adicionar que à algumas semanas eu estava assistindo vídeos de conserto de coisas e pessoas abrindo e consertando celulares. Motivo? O tédio na quarentena. Pois bem, isso me deu uma ideia: “Porque não abrir meu telefone? Nada de ruim pode acontecer, afinal eu sou praticamente uma ás em tecnologia, certo?” Errado mais uma vez, isso foi uma p*ta ideia burra.
Hoje em dia celulares não são fáceis de abrir a parte de trás, onde fica a bateria, como os de antigamente (ok, boomer de 18 anos). Como nos “tutoriais” fui pegar o secador para derreter a cola. Nesses vídeos eles usam cartas de baralho ou sei lá pra ajudar abrir, mas obviamente eu não achei nenhuma. No desespero usei cartela de remédios, minhas próprias unhas (acabei queimando o dedo rs) e até uma faca. Depois de quase uma hora nessa batalha árdua e muita crise consegui abrir o pobre coitado que estava sendo submetido a uma cirurgia de última hora. Me senti uma tekinic di informatik excelente, iludida demais eu sei. Fiz todo o processo e retirei a bateria na esperança dele desligar. O bicho continuava ligado. A bateria não desconectou por completo, ela fica presa por um parafuso também. Vida de consertar celulares não é fácil, viu?! Com mais uma das minhas ideias perspicazes, peguei novamente a faca para desparafusar o coiso do parafuso mas ele era muito pequeno, pequenino, little tiny tiny. Parti novamente para o alicate de unha. Nada do arrombadinho sair, a tela continuava azul, f*deu mais uma vez.
Desisti da operação e tentei fecha-lo, entretanto como a cola já havia secado não colou por completo. Já tava revoltada e falei “F*dasse essa merda, perdi meu celular”, dramática? Não, não imagina. Foi então que minha mãe, que acompanhava essa saga desde o começo falou: “Porque você não deixa pra falar com um técnico (de verdade) amanhã de manhã?” pessoas foi nesse instante que eu percebi pela milésiva vez que mães existem para te criar, educar, amar e provar sempre que você está fazendo coisas claramente estúpidas. Mães acima de nós e de tudo, amém. Depois que ela me disse isso eu já tava: “Meu pai eu fiquei nesse desespero todo para p*rra NENHUMA”. Como uma pessoa com tag (transtorno de ansiedade generalizado) eu obviamente não esperei até o dia seguinte, fui no site da Samsung e graças aos céus eles tem atendimento 24h (era mais de meia noite nesse momento). Lá fui eu falar com uma pessoa real (fobia social yay), e fiquei igual criança sem baver escrever, essa é uma informação importante, acredite.
Nessa conversa aconteceram algumas coisas. Eu expliquei que avia resetado o celular, ele tinha dado tela azul e tudo mais, porém o moço na sua inocência entendeu que eu queria resetar e me passou os processos básicos para isso, procedimentos esses que já havia feito, afinal meu problema era outro. Certo ponto ele me diz para apertar o botão de volume - e liga/desliga por 15 segundos (ele ainda me ensinava como resetar, eu não expliquei o que realmente queria rs), fiz isso. Segurei 10 segundos e TÁ-DÁ ele magicamente liga e finalmente aparece a tela que eu queria aee, pensei logo “ início de um sonho // deu tudo certo”. Bom, não exatamente.
Decidi que seria uma ideia melhor resetar só o sistema e não de fábrica (que era meu plano inicial) então fiquei com uma duvida e fui perguntar ao moço mas não lembrava como colocar o ponto de interrogação, lembra que disse que estava igual uma criança que não sabia escrever? Pois é. No meu notebook o ponto de interrogação fica junto com a letra W. Apertei crtl W e a aba do chat com o cara da Samsung SIMPLESMENTE FECHOU. Entrei em desespero pela 283902 vez. Nesse meio tempo fui ver se o reset tinha dado certo e se as propagandas (lembra delas?) tinham sumido. Para a minha surpresa elas tinham sumida, mas felicidade de pobre dura pouco de 5 minutos depois elas surgem DE NOVO. Fiquei p*uta pela 627393 vez. Doida das ideias resetei o celular no modo de fábrica como tinha planejado e f*dasse essa m*erda toda.
Enquanto o reset acontecia eu fui pesquisar no tio google como botar o tal ponto de interrogação e me dei conta que o certo era apertar Alr Gr W e na[ão Crtl W. O que o desespero não faz com a pessoa. Beleza celular resetou bonitinho, algumas das minhas coisas sumiram, normal era só fazer o processo de backup reverso e olha o milagre as propagandas SUMIRAM TAMBÉM irra. Mas então surge outro problema, sim mais um. Ó DEUS PORQUE?
Lembra que eu tinha aberto a parte de trás do celular? Pois é. Ela ainda estava aberta, sendo segurada pela capinha de proteção que eu uso. Pensei “ E agora Cleytinho? A casa caiu.” fui eu lá de novo no google pesquisar como fechar essa p*rra. De volta aos vídeos de consertos de celular, que ao mesmo tempo eram uma maldição por me fazer abrir o celular a toa, são uma benção por me ensinar que eu deveria usar uma cola especial para fechar. De boa. Sabia que precisava da cola B7000. Era madrugada de sábado para domingo, ou seja eu só poderia pedir para comprar essa cola na segunda, certo? ERRADO, de novoo. Por causa do CoroPARADEMEFERRARna virus o comércio não podia abrir mais dia de segunda. P*ta que pariu, em.
Show, espera até terça. O cara que ia comprar para mim não achou a cola. Espera até quarta. Ele acha a cola mas minha mãe não me avisa e fica mais um dia sem colar. Quinta, e eu descubro que a cola tá aqui em casa. Bate a preguiça. “Deixa pra fazer amanhã”, pensei. Passa sexta, sábado e o dia de domingo, nada de eu fazer. Domingo à noite eu falo; “Chega, vou colar isso hoje.” Lá vou eu me sentar na mesa da cozinha, tiro a capinha, abro a tampa e...Problemas no paraíso. CHEGAAAA!!!!!
Para passar a maldita cola eu tinha que tirar a velha que estava seca, e aí talvez alguns de vocês devem estar pensando: “Ah isso é bem fácil, né” Não. Para remover essa cola eu precisava de álcool isopropílico, mas acontece que esse álcool NÃO É VENDIDO EM LUGAR NENHUM. Pensei pela 932098 vez “Ok, f*deu”, mas a vida é como o meu humor: às vezes tá bom, às vezes tá ruim, eu tive um momento de luz e o moço conseguiu achar essa porcaria de álcool. E adivinha onde ele achou? Adivinha não por que eu vou dizer. Ele encontrou em uma farmácia de manipulação. Isso mesmo eu tive que pedir para manipular um ÁLCOOL.
Nesse momento eu tenho um vidro de álcool isopropílico de 500ml e uma cola pra colar a tal tampa traseira de meu celular. Isso já era final de junho. Bom a pergunta agora é: Débora você finalmente colou a tampa? (Que tampa? A do teu cu HAHAHA Humor & Piadas. Desculpa). Bom a resposta é: Óbvio que não. Porque? Bem, eu poderia inventar um monte de desculpas, mas a verdade é que eu esqueço e quando lembro fico com preguiça. Agora é metade de Julho e ela continua lá meio colada meio aberta. Quando eu vou colar? Não sei.
Em suma, eu comecei isso tudo baixando um joguinho apk na inocência da pirataria e terminei com um monte de dor de cabeça e uma tampa descolada. Fim da história, irra.
E para provar que tudo isso é real aí vai as fotos do álcool, da cola e da tampa do teu cu, quero dizer, do meu celular (repeti a piada, foi mal).
É isso amigos, se eu to aqui é pra mostrar que as coisas são bem fáceis de resolver, então não de a louca que nem eu e saia fazendo operação em celulares, não precisa. Beijinhos se vocês quiserem e tchau < ou = a 30.

https://imgur.com/Zgn98nChttps://imgur.com/9DBgAAb https://imgur.com/kzxLrOy https://imgur.com/bsJgnIP
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2020.07.12 14:04 Ellienstfs Minha psicóloga tá me incentivando a fazer exatamente aquilo que me dá medo

Eu tenho pouca habilidade social e estou procurando superar isso na terapia. Tem me ajudado, me dou super bem com a psicóloga e estou de acordo com a abordagem dela. Acho que fez sentido o conselho que ela me deu, mas está me dando muita ansiedade. Contextualizando, eu sou bv "fora da idade" como muitos aqui, e já sabem toda a insegurança q isso traz. Fora que eu sofri abuso na infância e vejo a minha sexualidade de uma forma meio negativa. Além disso, pra me comunicar mesmo eu tenho dificuldade, exceto com amigos próximos. Mas eu sou muito tímida, muito fechada, de uma maneira geral. E aí ano passado eu me apaixonei por um cara da faculdade. Deixei as coisas passarem como sempre, até que no começo do ano eu resolvi mandar uma msg anônima pra ele no Spotted da facul, falando q eu gosto dele mais sou tímida e tals. Por conta da pandemia a msg foi publicada em junho, no meio da quarentena Então ele respondeu mto simpático, dizendo q eu podia falar com ele. Eu já tenho ele no insta faz tempo, no face também. A hora que eu quiser dá pra puxar assunto. Mas coragem eu não tenho não. Falei com a terapeuta e ela disse que eu posso falar com ele, que tá tudo bem conversar, que eu tô pronta pra isso.
Falei com meus amigos sobre, eles também me incentivaram e tal... Eu estou dormindo mal com isso, na verdade eu já tinha decidido deixar as coisas passarem de novo como sempre, até mencionar isso pra minha psicóloga na última consulta. Eu achei que ela ia dizer algo tipo "Não se preocupa com isso agora, vai quando estiver pronta, no seu tempo" não achei que ela ia dizer "você tá pronta"
É claro que conversar é só conversar, mas eu fico nervosa com isso porque eu vou ter que me abrir, demonstrar que eu sinto alguma coisa por alguém e isso me dá um sentimento ruim.
E tem mais, se pelo menos eu ficasse a fim de uma pessoa mais parecida comigo, mas ele não é nada tímido, nem sei se tenho alguma coisa em comum com ele, mas suponho que não. Mesmo que for pra não dar certo, me pergunto se vai me fazer bem falar com essa pessoa. Porque daí eu vou estar enfrentando um medo, acho que essa é a ideia. Mas não sei...
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2020.06.21 05:55 Shinvk Fui babaca por cortar raízes e relações com amizades de mais de 10 anos? Conflitos, novelas e tragédias.

Aviso de gatilho:
• Chantagem emocional.
• Abuso psicológico +.
• Menção a problemas de saúde mental tais como: ansiedade, depressão e +.

Primeiramente, olá Lubisco, editores, gatinhas e Turma.
Bom, a história é longa e cheia de drama então take a seat que lá vem história.
Editores, se puderem, por favor, censurar meu user, eu agradeço.
Eu sou S, F25 e os envolvidos dessa história são C - F24, G - F25, e E - M20, mas você pode chamar todo mundo de Calrs se quiser.
Pra contexto, vamos voltar alguns anos. Eu conheci a C a quinze anos atrás e nos tornamos melhores amigas desde então, well, ela era minha melhor amiga, eu era apenas mais uma no círculo infinito de amizades dela, já que ela adora colecionar cartinhas.
A G eu conheci a 10 anos atrás, e o match foi perfeito, éramos inseparáveis e honestamente, acho que tive uma crush pesada nela por todos essas 10 anos, acho não, tenho mesmo, mas isso não vem ao caso agora. Quando apresentei a G para a C, C se tornou estranhamento possessiva da G e meio que queria roubar a atenção dela totalmente, e já adianto, conseguiu. Se eu e G éramos o match perfeito, C e G eram carne e unha, inseparáveis.
Eu conheci o E a minha vida toda, praticamente, ele é primo do meu primo então em todas as reuniões de família acabávamos nos encontrando, mas nunca fomos muito próximos. Porém, no natal de 2018 acabamos ficando inseparáveis porque finalmente resolvemos conversar e percebemos que tínhamos tudo a ver um com o outro, mesmos gostos, mesmas ideologias e etc, e hoje nos perguntamos, por que não nos falamos antes? Como fomos burros hã?
Agora vamos a história, em Novembro 2018 eu me formei na universidade, me especializei na área que eu queria e estava com a vida engatilhada, recebi algumas propostas de emprego absurdamente incríveis e ainda mais, tinha planos até de sair da minha minúscula cidadezinha para tentar a vida na metrópole.
Veja bem, a vida que levei nunca foi fácil, aqui em casa sempre vivíamos com o básico, me formei com bolsa integral e se não fosse por isso, jamais teria oportunidade de fazer uma faculdade. Tenho uma vida muito simples e sonhos muito grandes. Mas nem tudo foram flores por um longo tempo, minha infância foi difícil, sofri traumas e certos tipos de abuso (os quais prefiro não mencionar aqui) que ficaram em silêncio por muitos anos, e que deixaram cicatrizes muito profundas. Tive depressão crônica por anos, tentei tirar minha própria vida algumas vezes e desenvolvi transtornos ainda piores em todo esse processo, um deles é pânico social e ataques de pânico contínuos. Tive muita dificuldade para lidar com meu passado mas de alguma forma, ao longo desses anos de faculdade, consegui me perdoar e fazer as pazes comigo mesma, e finalmente, entender que o que aconteceu comigo, não foi culpa minha. Em 2018, eu finalmente estava em paz comigo mesma, comecei a manter uma dieta mais saudável e fazer exercícios diariamente, sei que quem sofre de tais transtorno entende o quanto uma rotina dessas ajuda no processo de cura. E minha atividade preferida, era andar d bicicleta. Eu andava todos os dias, eu moro perto da cerra de Minas, o ar é maravilhoso, a vista é linda e o cheiro de terra somado com o vento no rosto quando se desce a montanha, é inigualável, e isso, me fazia feliz. Eu sou mais cega que um morcego, infelizmente, tenho mais de três graus de miopia e em um desses passeios, começou a chover muito, meu óculos embaçou e bom, você já deve imaginar, eu não enxerguei a pista e na tentativa de limpar a lente, não vi uma vala e sofri um acidente.
Geralmente meu irmão ia comigo, mas como a vida gosta de ser engraçada, naquele dia eu estava sozinha. Digamos apenas que o pneu da frente da bicicleta ficou preso na vala e eu virei 180 graus, cai de gostas e o guidão bateu com a força de uma bigorna no meu peito. Como eu estava sozinha, chovendo e pra melhorar, escurecendo, desentortei o pneu do jeito que dava, coloquei a correia de volta e voltei pra casa pedalando, quase 10km.
No dia a gente não sente, mas no dia seguinte, aaaaah meu amigo, acordei praticamente gritando de dor, em plena madrugada fiz meus pais levantarem em desespero, e para a surpresa de ninguém, quando fomos olhar, meu peito do lado direito estava praticamente preto, roxo e azul, um azul que já te digo, nem um pouco normal. Fomos pro hospital e após alguns exames, o diagnóstico foi três costelas quebradas. O médico disse que pela posição, elas calcificariam naturalmente e não precisaria de cirurgia, o que foi um alívio. Fiquei em observação e praticamente sedada em morfina por alguns dias, porém, quanto mais esses dias passavam, a dor piorava e piorava até chegar ao ponto de ser insuportável.
Meus pais marcaram outros exames, como ultrassonografia, exame de sangue e etc, e após tais, o médico da clínica disse que o trauma tinha sido severo, que meus músculos e nervos haviam absorvido completamente o impacto e bom, tive lesões extremamente severas, estiramento muscular, o tendão que se prende ao osso descolou completamente, os nervos intercostais que ficam entre as costelas tiveram ruptura, rasgaram e inflamaram, e a recuperação, disse ele, seria de 6 a 8 meses.
Para você ter uma noção, a dor, é indescritível, é de gritar e acordar chorando, não da pra respirar, não da pra andar, não da pra sentar, se movimentar, não da pra dormir. O peito parece que queima, parece que vibra de tanto que dói, as vezes acho que levar mil facadas no mesmo lugar doeria menos do que isso, e não é exagero. Eu fiquei praticamente o ano de 2019 inteiro de cama, acordava chorando dezenas de vezes por noite, as vezes chorava de exaustão e frustração porque dormir era impossível. Meus sonhos, você pergunta, todos descartados no lixo. Eu me sentia completamente entorpecida, era como um cadaver vivendo dentro de uma casca. Esse acidente literalmente acabou com a minha vida, se eu não podia sentar na mesa para almoçar com a minha família, imagina trabalhar, mudar pra outra cidade, fazer as coisas que eu sonhava? Essa experiência foi e continua sendo um inferno, porque até hoje eu estou no mesmo ponto, vivendo dia a dia com uma dor que não passa, só se aprofunda, não cura, não melhora, apenas atormenta e eu? Bom, não sobrou muito daquele eu feliz de 2018, voltei pro ponto zero.
Eu te pergunto, depois de uma experiencia dessas, depois de 1 ano e oito meses que estou vivendo esse inferno, isso não muda uma pessoa? Pois bem, muda sim.
Minha depressão voltou mais forte do que nunca, já não sentia mais vontade de fazer nada, parei de falar com as pessoas porque eu simplesmente não tinha mais forças, comecei a me isolar, a evitar contato, já não entrava mais em rede social, não sentia, não sinto, vontade de viver, de conversar de existir, e é nessas horas que a gente percebe quem realmente importa.
Meus pais e meu irmão estavam e estão do meu lado sempre, sempre que tenho febres, sempre que preciso de ajuda pra fazer alguma coisa; comer, ir de um cômodo para o outro e etc. E o 'E', o E me visita sempre que pode, vem nas férias, feriados e as vezes finais de semana, me ajuda, me distrai e é o amigo que eu não mereço, é praticamente meu outro irmão e eu agradeço a Deus até hoje por ter me dado esse presentinho mais que especial que eu amo mais que a vida. Tiveram noites que ele acordou de madrugada pra ver se eu estava com febre, computou todos os horários das minhas medicações pra me lembrar de tomar os remédios, quando ele não estava na minha casa sempre perguntava se dormi o suficiente, se comi o suficiente, se bebi água o suficiente. Ele me fez assistir Jojo inteiro e me aguentou todas as vezes que eu quis assistir Mo Dao Zu Shi de novo e de novo e de novo, tanto que agora é o anime preferido dele também e eu que sei, obrigada.
G, G foi um anjo também, ela ligava quando eu não conseguia dormir e assistia anime comigo, vinha vez ou outra e me tirava de casa, tinha toda a paciência de esperar eu andar devagar, sempre com a mão segura dentro da minha e bem, sempre perguntava se eu estava melhor, se estava bem e se precisava de alguma coisa, ela foi um amor, e dela não tenho nada a reclamar, será?
C, bom, C nunca perguntou nada, nunca quis saber como eu estava, apenas mandava mensagem quando precisava de alguma coisa, pediu que eu fizesse o design de uma tatuagem pra ela e mesmo com dor, sentei por horas e fiz, mandei pra ela e ela além de não agradecer, fez pouco caso e disse que tinha desistido de fazer. Okay, passou. C veio duas vezes pra cidade, até porque, a família dela mora aqui, ela faz faculdade em outra cidade e vez ou outra vem pra cá. Duas dessas vezes ela me chamou pra ir na casa dela, e eu idiota que sou, me arrumei e fui com dor mesmo, até porque, estava com saudades. Porém, o dizer da experiência? Uma pessoa com dor crônica involuntariamente geme toda vez que faz algum movimento, e comigo não é diferente, eu tento segurar mas as vezes o corpo responde e reage por si só, e C, ela sempre tinha uma piadinha na ponta da língua, "Nossa fia, não para de gemer não?", "Vai gemer a noite inteira? Não pode dar dois passos que geme." e caía na risada, instigando as outras amigas dela a fazerem o mesmo, e eu me sentia humilhada, e não era de menos. Da segunda vez que ela veio, ela me mandou a seguinte mensagem: "Quer vir aqui? Eu tinha chamado a Calrs, mas como ela não vai poder vir estou sozinha e entediada." e eu falei que ia, pra ela responder com "Então passa no mercado e compra pão de hambúrguer." era eu ou era o pão que ela queria a presença? Fica ai o questionamento pra vocês.
A noite prosseguiu com as mesmas piadinhas sem graças da outra vez e etc. Nunca mais mandou mensagem depois disso.
Inclusive, várias pessoas já me falaram que ela não era boa coisa, minha mãe principalmente, nunca gostou tanto dela, até meu ex, detestava ela com tudo que tinha, e eu sempre a defendi com unhas e dentes pra todo mundo que pensava em bufar um A contra ela. Até porquê, ela era minha melhor amiga.
A G, veio me ver uma noite, saímos e acabamos ficando e foi só aí que eu percebi que estava apaixonada por ela, fiquei dias juntando coragem pra confessar ou simplesmente esclarecer se poderia rolar algo ou não entre a gente, e já estávamos planejando de ficar de novo quando ela viesse da próxima vez.
No natal, as duas vieram pra minha cidade, e eu ia passar em casa com o E, já que minha família ia passar em outro lugar. O clima estava tenso passei a noite de natal com febre, deitada no sofá e praticamente evitando olhar pro E porque eu sabia que ele estava engolindo o choro, e sabe? Ele disse depois que doía me ver do jeito que eu estava e que ele simplesmente não conseguia não sentir, que se ele pudesse dividiria a dor comigo. Um anjo? Sim.
Na mesma noite recebi uma mensagem da C, perguntando se eu queria passar o dia 25 com ela e a G, elas iam subir uma trilha e passar o dia no rio, e obviamente eu respondi que não tinha condição, que se elas quisessem passar aqui em casa depois e passar a noite, a porta estava aberta, mas não, eu não podia ir, mas ela queria ir pro tal rio e tentou me convencer de todas as formas possíveis, e quando eu dei meu não definitivo, ela simplesmente não respondeu mais, e eu não me dei o trabalho de responder também. 'E' ficou revoltado e disse que a falta de caráter e a audácia dela era de dar ódio, que só eu não via o quão manipuladora ela era, e realmente.
Eu piorei depois disso, estava com uma ressonância marcada em São Paulo, e só de pensar nas agonizantes horas que ia ter que passar dentro do carro pra ir e voltar, já era o suficiente para me causar uma crise de pânico atrás da outra, e a partir daí comecei a me isolar completamente. Meu pânico de contato começou a se agravar, eu comecei a ter medo de falar com as pessoas e ter que explicar, ter ou que mentir que estava bem ou desmoronar quando dizia que não estava, e num desabado, postei em uma das minhas redes sociais que doía, doía estar presa dentro de mim mesma, doía não estar dando o melhor de mim pras pessoas que eu amava, doía não estar sendo boa o suficiente, e que tudo que eu pedia, era que não desistissem de mim se eu por algum motivo, eu me perdesse.
Dez minutos depois C respondeu ao desabafo, e essas foram as seguintes mensagens:
"A pessoa fica falando que os amigos abandonam ela mas ela mesma faz todo mundo se afastar, eu mesma já desisti, se faz pouco caso comigo, também faço pouco caso com ela. Se faz de vítima do cacete mas só faz merda. Reveja seus conceitos."
"Ain, não me abandona, mas quando eu tentava manter contato se fingia de morta, quando eu convidava pra sair sempre dava uma desculpa. Você está jogando todos os nossos anos de amizade no lixo e a culpa é sua SIM. Minha parte eu fiz, seu vitimismo e seu drama não me afetam mais."
Na mesma semana, um perfil sem foto e sem seguidores, basicamente uma conta fantasma, me mandou uma solicitação de mensagem e dizendo que me conhecia e conhecia tanto a C quanto a G e que essa pessoa não achava justo o que elas faziam; parece que C e G falavam de mim pelas costas, falavam pros outros que eu inventava essa dor simplesmente para chamar atenção, que provavelmente eu tinha até inventado esse acidente pra poder me fazer de coitada, que era puro drama e novela barata.
Eu não sei quem era, depois fui entrar nessa conta de novo e o perfil havia sido deletado. Só sei que nunca mais mandei mensagem pra nenhuma das duas, nunca mais vou também, não quis saber se era verdade ou não, simplesmente apaguei números, conversas e tudo que tinha relação com as duas, até porque, pelas mensagens que a própria C postou, bem provável que seja tudo verdade realmente, o que apenas dói mais ainda. Da C eu esperava, da G, não. Infelizmente, meu coração ainda pertence a ela mesmo depois de tudo, o que só piora as coisas pra mim.
Bom, só sei que precisava tirar isso do peito e perguntar para vocês, fui babaca por ter me isolado da forma que me isolei e ter permanecido em silêncio em momentos que eu estava em agonia? Fui babaca por não ter dado a atenção e o cuidado necessário pras minhas amizades quando eu deveria? Porque mesmo depois de muito tempo ainda sinto que é culpa minha isso ter chegado onde chegou, ao ponto que chegou. Eu sei lá, não quero conversar com elas porque sei que é caso perdido, o máximo que vou receber é desdém e sarcasmo, mas isso me perturba, talvez eu seja trouxa? Bem provável.

Enfim, era isso, mais um desabafo que um julgamento. Pra status, não consegui fazer a ressonância por conta do isolamento e meus pais acham que é arriscado me levar no hospital num momento desses. Esse mês faz um ano e oito meses que eu estou com essa dor contínua e não tenho prazo de melhora, mas sigo indo e sobrevivendo.
Lubisco e turma, obrigada por lerem minha trágica história. Dói um pouquinho menos depois de ter escrito tudo isso. E ah, não posso ir embora antes de coagir vocês a assistirem meu anime preferido, então anota Mo Dao Zu Shi aí e da uma olhada, melhor anime ever com o melhor ship LGBT do universo, recomendo ler o novel depois de assistir o anime e depois assistir o anime de novo porque tem muito detalhe que passa despercebido. Esse novel ganhou uns 500 prêmios e tem mais adaptação que o caralho, e é a única coisa que me trás um pouco de alívio e paz nessa situação, e espero que traga pra alguém nessa quarentena também.
Um grande beijo, S.
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2020.06.06 22:25 Muuchholokko Desculpe se ficar muito grande. :)

Olá Luba, editores, possível convidado e todos que aki estão a ver!
Título: Prazer, Cifé.
Vou tentar dar o contexto, mas sou atrapalhada, então vamos lá, (Moro na PB, mas sou paulista ent pode fazer um sotaque misturado). Tinha uma guria que ficava mto no meu pé, (Vou chamar de GrudiGrudi) tipo, mandava Oi a cada hora, e todo dia, isso no Insta, e eu não respondia, pois acho né que é um direito meu?! Então ela foi mandar mensagem pelo Whatsapp, aí eu respondi de forma deselegante pq eu fiquei estressada "se eu não estou respondendo no insta, acha que vou querer responder pelo wpp" aí ela respondeu uns blá blá blá, e foi chorar pra minha ex amiga (essa ex amiga tentava controlar minha vida, até o tempo que eu ficava com alguém, não queria que eu fizesse outros amigos, e a gente sempre discutia por causa disso, e toda vez era ela quem começava, sempre por rede social, depois no dia seguinte a gente se via e ela fingia que nada tinha acontecido, até que chegou uma vez que eu parei de ficar aceitando, e disse que não queria mais contato com ela), a Nice Friend, que criou um grupo pra me encher o saco. Obs: Isso foi nas férias do final do ano passado, e eu já estava passando por várias crises de ansiedade. E isso me deixou bem mais bolada. Obs²: Tem uma parte em que falo "nunca liguei pra amizade" pra dar contexto, acredito que as pessoas têm um tempo pra ficar na sua vida, te ensina e dps o tempo faz com que cada um vá pra um lado, ent sou bem desapegada em questão a amizade, enquanto dura eu gosto, amo e tals, mas quando vejo que já é hora da pessoa ir eu não prendo, ou fico tentando insistir. Como ela já sabia não ficava estranho, mas pra vocês entenderem, tá aí explicado. E depois eu só decidi provocar, pois já estava putassa. Obs³: Essa semana ela veio pedir desculpas, disse que amadureceu, que tava arrependida e tals, não respondi, mas se for verdade fico feliz e boa sorte pro próximo que passar na vida dela. Segue os print...
Aproveite
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2020.06.05 09:16 amornostemposdequa Quase azul

Dizem que a linguagem universal é o amor ou a música. Mentira. É a solidão. Clara se revirava na cama como fritura no óleo quente. Estava frio e chovia lá fora mas mesmo assim o sono não vinha. Logo hoje que precisava acordar cedo para faxinar a casa dos outros. Sentiu raiva, muita raiva daquela primeira dama que matou o filho da empregada. — Presidente filho da puta, pensou quase em voz alta, tudo culpa dele. O telefone ao lado chamava para mais uma espiadela nas redes sociais. Não queria mais, estava cansada daquela linha do tempo surreal. Seu estomago revirava, azia talvez. Tinha comido outro x-tudo ao invés de jantar. Era a terceira vez na semana que pedia lanche. Ah, foda-se a vida já perdeu qualquer sentido mesmo.
Tirou as meias dos pés que roçaram no lençol limpo. Os pelos das suas costas se eriçaram e ela lembrou das noites voluptuosas em que seu ex fazia massagem nas suas costas depois do sexo e do seu cheiro de água pós banho de maracujá. Como ficou tão só em tão pouco tempo? Se perguntava e se revirava na cama. Frigideira da noite em claro. Olhos abertos iluminando o teto que fazia chuaaa nas telhas de amianto. O vento na janela e o gato que dormia sossegado no outro canto do quarto escuro. Ela era o centro do mundo. O centro da solidão era suas mãos que desciam a calcinha puída, a outra no bico do peito rejeitando os vídeos pornográficos. Não, não era exatamente tesão. Era só para passar o tempo. Alguma diversão.
Acabou rápido. Agora sim estava excitada. Seu sangue latino circulava rápido pelo seu corpo. Seu coração no clitóris pulsava lentamente como uma bateria de cool jazz e bossa nova. Poderia mamar dez agora mas apenas se virou novamente e pegou o celular instintivamente. Rede social. Queria alguém para conversar sobre qualquer coisa. Ninguém que ela conhecia online. Tantos amigos e ninguém disponível para conversa. Porque é tão difícil viver na era moderna? A linha do tempo descia com o passar de seu polegar enquanto sentia a vida passar como a chuva que molhava o asfalto lá fora fazendo correntezas que entupiam os bueiros na boca da noite.
Levantou de súbito. Seus pés macios a levaram até o banheiro tocando o chão gelado. Mijou e limpou com papel higiênico dupla face. Coisa de adulto sentir orgulho do papel higiênico. Coisa de gente madura apertar duas vezes o spray de bom ar depois de dar descarga mesmo que não tenha mais ninguém em casa. Mesmo que seja só você e o gato que te esnoba todo o tempo que não está com fome. — To acostumada mesmo, pensou enquanto colocava ração para o felino que comia sentado de tanta preguiça. Mentira. Não estava não. Ninguém se acostuma com a solidão. Nem eu, nem você, nem o gato. Ninguém é feliz apenas com a mão. E depois as conversas? E depois as brigas? E depois o reconciliamento? Porque ele foi embora mesmo? Sei, lá fazia tanto tempo, ou parecia fazer. Não queria lembrar e eu não pude pegar essa lembrança dela. Eu também não quis pra falar a verdade. Isso também me deixava quase triste. Saber que no fundo no fundo estávamos todos procurando a mesma coisa. Procurando sentido nas cinzas das horas. Desculpa Bandeira, meu cigarro acabou e agora eu preciso roubar alguma coisa de alguém já que não posso mais soprar minha vida pela janela do quarto enquanto escrevo alguma história que reflita minha própria solidão. Sou um gerador de lero lero enquanto ouço uma bossa, atrás da porta um bolero.
Volto ao universo simulado de Clara e ao seu quarto escuro e chuvoso. Ela sim é feliz. Mais do que eu talvez. Ainda tem seus cigarros para lhe acompanhar. Ainda tem seus múltiplos orgasmos para se aliviar. Deitou novamente na panela antiaderente e fria que ela chamava de cama. Uma última olhadinha na rede com a luz azul que lhe roubava o sono em troca de ansiedade, raiva e revolta contra o caos social. Aquilo não lhe fazia bem. Ela sabia. Até o gato sabia mas não deixava de ver e saber das notícias e das opiniões que não fariam diferença nenhuma na manhã seguinte quando tivesse que levantar e pegar o ônibus para ir limpar a casa da classe média no centro da cidade. Então porque insistia? Queria conhecer alguém ou algo que lhe impulsionasse na vida. Na verdade, Clara queria era uma noite de sexo pesado e sem presa. E conversar. E ser conversada. E ser conquistada palmo a palmo. Mas estava só naquela noite que não terminava nunca e seus pensamentos tanto quantos os meus não paravam. Giravam e giravam em volta do que poderia ter sido. Do que poderia ter acontecido. É o caos, é o caos. É-O-CAOS. E de todas as possibilidades porque fomos escolher logo essa? Não sei, só sei que foi assim e cá estou pensando no que ela pensa até onde ela me permite. Até onde eu me permito e sei de sua alma feminina no meu peito que também dorme sem camisa na noite veloz roubando as rimas do poeta que um dia eu li na adolescência e nunca mais esqueci. Roubando toda a beleza dos amores que nunca vivi.
A mente de Clara cansa da solidão e de funcionar a cem por cento quando deveria estar quieta e silenciosa. Sem perceber a voz em sua cabeça vai ficando cada vez mais longe mais longe até que as lembranças da vida e simulações de tudo que poderia ter acontecido se confundem no fundo de seu inconsciente. Seu corpo nu da cintura para baixo começa a esquentar enrolada na coberta. Sua respiração, agora pesada como o sexo que imaginou horas antes deixava seu corpo delgado relaxado e imóvel finalmente. Tudo escuro no quarto. Até que para dormir não é ruim estar só. Não, mentira. Todo dia eu também acordo e pergunto: meu amor, onde está você?
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2020.06.05 02:33 99287593 Eu não sei o que fazer

Oi, alguém
(Esse desabafo vai ser grande,só pra avisar msm e desculpa se tiver erros de ortográfia)
Aos 10 anos eu fui assedia(hj tenho 16)por um cara bem mais velho que eu,minha mãe me disse que eu cheguei em casa correndo desesperada com o rosto roxo e o corpo frio,eu que era uma criança que fazia amizades com qualquer pessoa e era super extrovertida e animada com todo virei muito anti-social extremamente tímida para tudo (nessa parte de ser tímida eu já melhorei bastante hoje em dia) não sei como explicar essa parte,eu nunca fiz parte de um "grupinho" na escola nunca me senti à vontade em nem um lugar não conseguia sentir abraçada nem por minha família o único lugar que eu me sentia "livre" era meu quarto lá eu podia ser eu. Mas eu segui minha vida,mesmo que todos a minha volta não se importassem comigo eu simplesmente fingia que não me importava,só no ano passado que entrei em uma nova escola para fazer o ensino médio eu pela primeira vez me senti acolhida em tantos anos fiz meus primeiros amigos e desistir de negligenciar a minha saúde mental e fui procurar um psicólogo depois de alguns meses eu via que não mudava muito coisa a minha psicóloga me recomendou o psiquiatra e ele disse que tinha um início de depressão e ansiedade, quando voltei para a escola no mesmo dia eu acho q foi uns dos momentos mas emocionante da minha vida,todos meus colegas começaram a grita pois eu tinha indo a aula,eu quase chorei pois na minha escola passada quando disse que eu não ia estudar na mesma escola que todos meus antigos colegas eles nem ligaram sendo que literalmente qualquer favor que me pedisem eu fazia ( tenho esse problema de não saber disser não) quando alguém tinha dúvida em alguma matéria eu ajudava as vezes nem precisa pedir eu ia lá e fazia o favor mas quando uma outra colega minha (que hoje é minha melhor amiga) foi todos se humilharam para ela não ir (sim,eu fiquei com inveja) então quando vi que eles sentiram minha falta?Nossa!isso foi muito importante para mim. Comecei a tomar os remédios que o psiquiatra me receitou ele disse algo que eu sempre escuto ao contrário que sou corajosa por procurar eu mesma ajuda,já faz uns meses que tomo os remédios mas não mudou muito coisa,eu pensei em me suicida isso só não aconteceu pois no mesmo dia morreu a avó e minha vizinha de um amigo meu então não deu muito certo.A cada dia que se passa eu fico mais deprimida nem consigo chorar mais,tudo é tão sem graça e sem vida para mim,meus amigos não ajudam muito também,mas eles não tem culpa nisso eu que não gosto de falar sobre meus sentimentos então não tem nem como eles saberem.
Eu acho q esse texto ficou um pouco sem sentido, desculpa aí mas o motivo de eu fazer ele é que eu não consigo falar meus sentimentos com ninguém sem ser com a minha psicóloga (as vezes nem com ela) então eu achei que qualquer pessoa que tivesse coragem de ler tudo isso podesse me ajudar,como eu faço para me sentir melhor?eu não sei pq eu me sinto assim tenho todo do bom e do melhor tenho amigos,pais que me apoiam minha família é muito amorosa comigo eu realmente não tenho com o que reclamar mas pq eu não me sinto bem com td isso?pq parece que tá faltando algo? Se você poder me ajudar eu agradeceria muito e nossa vc realmente gosta de ler ou de ajudar ao próximo se vc leu tá isso parabéns eu te acho uma pessoa incrível só por ter lido muito obrigado.
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2020.05.30 00:43 Skyggen-Kriger Acho que desperdicei minha vida e não consigo sair de casa para mudar isso

Tenho 17 anos. Quando a minha apatia começou, eu não compreendia o que me fazia ver tudo de forma tão vazia. Talvez tudo tenha se originado dos meus problemas na escola. Sempre fui um covarde, e eu não conseguia por um fim no tormento que outros alunos me acometiam. Eu achei que trocar de escola fosse resolver o meu problema, mas o ambiente da escola religiosa cujo entrei posteriormente era tóxico demais pra mim.
Nunca fui religioso. Sinto que meu ateísmo - algo tão desprezado pela sociedade - me acompanha desde meu primeiro questionamento metafísico sobre a natureza da moralidade humana. Na época, ainda nem entendia o conceito dessas palavras. Seja o fato de ser ateu em uma escola religiosa ou meu comportamento inocente que me acompanhava desde a infância, essa nova escola ainda me trouxe problemas.
Nunca tive muitos amigos. Alguns posso dizer que eram pessoas de bem. A maioria eram apenas oportunistas ou pessoas que eu julgava agradáveis o suficiente para não me encrencar como de costume. Nessa escola, não foi diferente, e o constante conflito de ser obrigado a frequentar um lugar a qual eu desprezava repleto de pessoas que eu desprezava ainda mais fez com que minha ansiedade atingisse um pico cujo tornou meus problemas na escola o menor deles.
Acho que o principal agravante da minha ansiedade e depressão foram as preocupações infundadas. Transtornos psicológicos podem trazer diversas somatizações ao corpo físico, e meu cérebro estava incessantemente buscando algo para me preocupar. Esses sintomas físicos em resposta a minha condição mental me fizeram crer que eu estava com alguma doença, e em pouco tempo minha ansiedade se agravou ainda mais com essa condição hipocondríaca absurda. Isso aumentava a somatização dos meus sintomas e esse processo se retroalimentava. Até hoje me preocupo se algo ruim pode acontecer. E não parou nas doenças.
Com o tempo, cada vez mais coisas ínfimas se tornavam uma tempestade caótica na minha cabeça, mesmo sobre coisas que fogem do meu controle. Questionamentos filosóficos simples que qualquer pessoa teria sobre a "origem do universo", ou algo do tipo, tomam proporções emocionais da descoberta de uma doença terminal. Não são crises existenciais. Eu lido bem com a insignificância em relação ao universo. O que me aflige é a maldita sensação de que eu não compreendo as coisas. Seja uma dúvida simples que pode ser saciada lendo um livro científico, seja um questionamento metafísico que está além das minhas capacidades, mesmo sendo irrelevante para minha sobrevivência, isso me quebra mentalmente. Eu não sei lidar com dúvidas. Eu preciso encontrar um sentido nas coisas, algo que um raciocínio lógico possa resolver, e as vezes esses questionamentos sobre coisas irrelevantes e que eu sei que são impossíveis de serem compreendidas acabam se tornando debates intermináveis e torturantes na minha cabeça. Penso que talvez seja um tipo de TOC, mas não ouso afirmar algo sem o conhecimento devido.
Algo irônico sobre isso talvez seja meu ceticismo. Por mais que procure respostas, eu nunca me contento com qualquer uma. Por isso não sou religioso e provavelmente nunca serei, desde que mantenha meus questionamentos dentro do limite falseável.
Enfim, sem divagar. Eu falei que a escola era ruim, não é? Pois é, eu a larguei antes de começar o ensino médio. Isso foi a primeira coisa que me fez questionar se já é tarde demais pra garantir um bom futuro na minha vida. Sei que há formas alternativas de terminar o ensino médio, - e é isso que irei fazer - mas o grande problema que me acompanha atualmente é a apatia total. Antes, eu não tinha interesse em sair de casa, coisas simples. Hoje, não consigo assistir um filme, ler um livro, praticar exercícios, e o máximo que consigo com todo o esforço que me resta é tentar estudar algo de relevante, mesmo que um pouco. E, curiosamente, não é o peso de ter que estudar todo o ensino médio sozinho e depois ter de fazer duas provas para garantir que aprendi que me motiva. Em meio a situação atual do país, no desgoverno que estamos enfrentando (se você é fanboy de político não enche o saco), a pseudo-ciência está imperando nas redes sociais, e quanto mais eu vejo pessoas de influência divulgando palhaçadas conspiratórios como terra plana, anti-vacina e negacionismo climático com mais raiva eu fico: o mais próximo de um sentimento normal que eu tenha atualmente. Mas é uma faca de dois gumes: se por um lado isso me impulsiona a alguma motivação, a raiva acaba agravando minha ansiedade, o que me faz questionar o que devo fazer: me manter antenado nas redes sociais para garantir um último resquício de sentimento que eu tenho ou me abster de acompanha-las para que meu nervosismo não piore? Pode haver um meio termo entre isso? Eu não sei.
Mas o pior de tudo, fica para o final. Toda essa apatia me tirou tudo que eu tinha, e o resultado? Eu estou preso em casa a mais de dois anos. Por um lado, acho engraçado as pessoas reclamando de alguns meses em casa nesse período de quarentena. Por outro, me sinto um merda por isso. Eu não falo com ninguém que não seja minha mãe ou meu pai a tanto tempo que perdi a conta. Por mais que eu odeie admitir, contato humano está fazendo falta agora, e eu não posso evitar isso. Somos primatas, e primatas são animais sociáveis. E por isso as vezes sinto que eu nasci no corpo errado. Por que não um tigre? Uma onça? Ou um leopardo? Acho que ser um grande felino solitário não me faria lamentar minha péssima habilidade social e meu desejo de ter algum amigo de verdade para conversar.
Eu sei o que estão pensando. "Ah, você ainda tem seus pais". É verdade, mas não posso deixar de culpa-los por grande parte dos meus problemas de hoje. Desde meus primeiros sintomas de ansiedade no meu primeiro colégio, eles sempre estavam lá para me culpar pelos meus problemas sociais. A atitude arrogante e irritada do meu pai e a hipocrisia vitimista, manipuladora e conflituosa da minha mãe sempre me incomodaram. Pessoas imutáveis que nunca aceitam que estão erradas me irritam demais. E eles não estão realmente preocupados em ajudar, então eu estou sozinho. A menos que comprar remédios seja alguma ajuda da minha mãe, mas considerando que dos vários que já tomei NENHUM teve efeito algum, eu acho que posso ignorar isso.
E depois desse longo texto que ninguém irá ler a minha dúvida é a seguinte: eu perdi a minha adolescência sem trocar palavras com ninguém ou realizar algo desde os 15 anos. Ainda há esperanças para mim? E se eu resolver sair de casa quando esse caos pandêmico acabar, a onde eu deveria ir? Eu não tenho amigos, com quem eu poderia me encontrar? COMO eu posso encontrar alguém para me relacionar naturalmente e ONDE? Eu não tenho IDEIA de como humanos constroem relações sociais... Porra. Por que eu tinha que ser um humano?
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2020.05.04 16:30 kamov172 (Nofap) uma reflexão sobre a masturbação

Olá a todos!
Eu queria deixar uma reflexão para todas as pessoas que têm um passado como o meu, quero deixar conselhos, e ajudar as pessoas que estão na mesma situação.
Vou começar por falar um pouco sobre mim.
Sempre fui um rapaz normal. Tinha o meu circulo social, amigos, familia, e levava uma vida como quase toda a gente. Estava nos meus 10-11 anos e como todos nós, comecei a interessar-me por sexo e por relações sexuais. Era aquela altura em que era um tema que nos interessava, e a certo ponto, todos nós, ou quase todos somos introduzidos à pornografia. Quem é que nunca viu vídeos pornográficos não é verdade ?
Pois bem, o que a maioria das pessoas não sabe é que ver pornografia torna-se um cancro. Por volta dessa idade comecei a masturbar-me, tal como todos nós e levei essa rotina durante anos.
Aquilo que muitos não sabem, é que o cérebro adapta-se a tudo. A pornografia é um atiçador em especial do nosso circuito de recompensa: a Dopamina. A dopamina é libertada quando fazemos algo que gostamos, é a substância do prazer. Os estimulos da pornografia estão disponiveis com um simples clique, podemos ter uma "nova parceira", qualquer um de nós pode ficar a clicar por horas e experimentar muito mais estimulos em dez minutos do que qualquer um dos nossos antepassados puderam experimentar durante uma vida inteira.
O consumo excessivo (sexo ou masturbação) é o sinal do nosso cérebro primitivo de que nós conseguimos alcançar o "prémio evolucionário", os estimulos constantes saturam e a descarga de dopamina que recebemos é cada vez menor. Quantos casos de pessoas há que vêm pornografia hardcore ? Isso não é ao acaso. No inicio a maioria das pessoas procura pornografia leve, mas com o passar do tempo evoluem para algo mais perturbante.
Mas o que é que torna a pornografia tão especial ? Eu explico. Ao contrário do vício em comida ou até drogas, onde temos sempre um limite para consumo, não existe nenhum limite p´ratico para o consumo de pornografia, e aí é que reside o problema.
Explicação à parte, agora dirijo-me para as pessoas que se masturbam compulsivamente e vêm pornografia a mais, por acaso têm estes sintomas?
- Impotência copulatória (disfunção erétil), ser capaz de obter uma ereção a masturbar-se e a ver pornografia mas não com uma parceira real ?
- Ansiedade social ?
- Ansiedade ? Depressão ?
Aquilo que eu quero que vocês percebam, é que hoje em dia há um enorme aumento de jovens que relatam ter algum tipo de disfunção erétil, e isso não é ao acaso, o fácil acesso à pornografia faz com que tenhamos uma anestesia ao prazer. Eu próprio passei por isso, quando tive a minha primeira vez senti imensa dificuldade em ter uma ereção, já me aconteceu ele nem sequer levantar, o que as pessoas não associam é ao facto de que a maioria destas pessoas, inclusive eu, vêm demasiada pornografia e masturbam-se demais.
O Nofap é um movimento que foi criado depois de algumas pesquisas e estudos sobre a pornografia e o efeito que tem no nosso cérebro. O Nofap NÃO É um movimento que proíbe a masturbação, a masturbação NADA tem de mal, excepto, quando é praticada em demasia, e pior ainda quando é praticada com PORNOGRAFIA.
Os sintomas que muitas pessoas sentem, apesar de às vezes não se aperceberem deste problema/vício, é que 90% das pessoas que têm esta rotina ou tiveram durante anos têm graves problemas sociais, problemas psicológicos, falta de motivação, afinal, porque é que devemos ir atrás de parceiras reais quando podemos estar na cama, masturbar e ao mesmo tempo ver aquelas modelos top ? Quantos de vocês que levam esta rotina é que têm uma vida sexual ativa ? Quase nenhum certo ?
Esta é a minha experiência. Aos 16 anos descobri o Nofap, pesquisei, ví vídeos, artigos, li diversas opiniões e de certa forma relacionei-me com o problema que foi exposto, o consumo excessivo de pornografia e masturbação excessiva, e o modelo que o Nofap propõe para dar aquilo que o movimento chama de "Reboot" é parar durante 90 dias a masturbação e parar de ver pornografia.
A verdade é que muitas só percebem que têm um problema/vício quando tentam parar, e esse foi o meu caso. Nessa altura consegui passar mais ou menos 50 dias sem masturbação e pornografia, admito, foi díficil, e muitos de vocês podem brincar com isto, mas eu não me importo, aquilo que muitos brincam para outros pode fazer uma diferença brutal, senti uma melhora significativa nas minhas interações sociais, senti menos ansiedade, mais confiança, e sobretudo ao fim de tanto tempo sem masturbação e pornografia comecei a sentir que as mulheres na vida real me excitavam muito mais do que antes.
E isto deve-se a quê ? Quando paramos a masturbação e pornografia cortamos pela raiz uma das maiores fontes de dopamina. E nós somos caçadores de dopamina por excelência. É para isso que vivemos, é para isso que acordamos. Quando acabamos um projeto que nos demorou imenso tempo recebemos uma recompensa, a dopamina, e é isso que nos mantém motivados, focados para ter aquilo que queremos. Quando nos masturbamos e vemos demasiada pornografia recebemos tanta mas tanta dopamina que sentimos como se nada tivessemos a alcançar, afinal, eu consigo obter tanta satisfação sem fazer nada, porque raio haveria eu de ir atrás dos meus objetivos ? Quando cortamos esta fonte de dopamina, principalmente a satisfação sexual que é proveniente da masturbação e da pornografia, ao fim de um tempo o nosso cérebro adapta-se, e como seres sexuais que somos, estamos constantemente à procura de sexo, é natural. Percebam a diferença, quando nos masturbamos e vemos pornografia não temos a minima vontade de ir atrás de uma parceira real, quando cortamos essa rotina, aos poucos a sensibilidade volta, e começamos a prestar mais atenção às mulheres.
O que eu quero dizer é, a masturbação é saudável, quando praticada moderadamente.
A grande verdade é que a pornografia de nada trás de bom. Nunca pensaram porque é que a pornografia é grátis ? É fácil de chegar a uma conclusão.
Aquilo que vos quero dizer no fundo é que espero que este tópico por ser longo espero que ajude as pessoas que estão neste problema, e que comecem a ter noção de que a pornografia e a masturbação excessiva é prejudicial, e trás consequências.
https://www.youtube.com/watch?v=wSF82AwSDiU
Têm aqui um vídeo de um especialista que explica muito bem o que a pornografia muda no nosso cérebro, é uma palestra interessante e deviam ver.
Obrigado por lerem.
Cumprimentos.
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2020.03.30 15:37 SamuraiBrz COVID-19: stress, ansiedade e incertezas

Meu post não é um desabafo, mas uma tentativa de dar uma resposta mais organizada e completa em relação a dicas que eu tenho passado aqui para várias pessoas. Espero que não tenha problema.
TLDR: Dicas baseadas na minha experiência sobre como lidar com o lado psicológico dessa crise, incluindo coisas como meditação que eu sempre recomendo aqui.
Link pra quem quiser acessar no site (acabei de criar pra facilitar o uso futuro do texto, espero que esteja funcionando): https://sites.google.com/fco.net.barquivo-de-pensamentos/in%C3%ADcio
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Minhas dicas de como lidar com stress e ansiedade
A crise atual do coronavírus (COVID-19) já está afetando o estado emocional e mental de muita gente, e a situação deve ainda permanecer preocupante por um tempo.

Por conta disso, resolvi compartilhar um pouco da minha experiência em relação ao combate a stress e ansiedade, na esperança de que minha experiência possa ajudar outras pessoas. Minha vida foi marcada por vários momentos estressantes, incluindo uma longa carreira em finanças, um período de crise pessoal em que realmente quase morri, e atualmente fazendo o doutorado nos EUA (que recentemente se tornou o país com maior número de casos da doença). Isso fez que que ao longo da minha vida, eu desenvolvesse maneiras de lidar com stress, ansiedade, entre outras coisas.

Meu foco vai ser em versões mais simples e básicas daquilo que eu faço. Todos esses itens podem ser ampliados e melhorados ao longo do tempo, mas o objetivo maior é ajudar quem está começando.

1 - Meditação.

Meu caminho para a meditação não foi muito tradicional, então minhas dicas podem ser um pouco diferentes. Na época que eu comecei, a internet ainda estava começando, não existia muita informação facilmente disponível ou aplicativos pra isso.

1.a) Comece pela respiração.

Em uma posição qualquer que considere confortável, respire fundo. Procure respirar lentamente, absorvendo o máximo de ar que conseguir, e depois soltando o máximo de ar que puder.

Apesar de respirarmos o tempo inteiro, o estilo de vida moderno faz com que na maior parte do tempo a gente respire de maneira muito superficial. A gente não está acostumado a realmente respirar de maneira a dar mais oxigênio para o corpo. A exceção é quando fazemos exercício, mas aí respiramos mais forte porque o corpo está pedindo muito mais ar mesmo.

Respirar profundamente ajuda a dar mais condições para a mente e o corpo fazerem seu trabalho direito.

Respirar é fácil, todo mundo faz, então é um jeito bom de iniciar. Eu vejo muita gente preocupada sobre como começar a meditar, qual seria o jeito certo, e isso acaba aumentando o stress ao invés de ajudar. Mas respirar fundo não tem muito o que errar.

1.b) Encontre um ponto de foco.

Meditação está relacionada a desenvolver foco e concentração. Isso pode levar um tempo, até porque não estamos mais acostumados a parar pra prestar atenção em algo. Tudo bem se não conseguir. Perder o foco e tentar recuperar o foco é parte natural do processo.

Para ajudar no foco, as pessoas podem encontrar algo para se concentrarem durante a meditação. Isso varia muito de cada pessoa, então às vezes tem que tentar algumas coisas diferentes pra ver o que funciona pra você.

Algumas possibilidades:

Foco no movimento. Apesar da imagem da meditação ser algo feito com a pessoa sentada e parada, isso não precisa ser assim. Para algumas pessoas, o movimento ajuda na concentração. O pessoal que faz yoga e tai-chi, por exemplo, usa muito isso. Mas os movimentos malucos de yoga assustam quem está começando, e não precisa ser assim. Você pode usar movimentos simples. Alguns exemplos são o movimento de abrir e fechar a mão, o movimento de girar o pescoço, o movimento de contar com os dedos, entre outros. Escolha um movimento ou uma combinação de movimentos, e preste atenção em como o corpo reage e realiza os movimentos. Fechar os olhos costuma ajudar nesse processo.

Foco na fala. Outra prática comum é falar durante a meditação. Não precisa ser necessariamente falar, pode ser apenas fazer o som de "hhhmmmmmm". Outras possibilidades são mantras e orações. O que importa é que seja algo que facilite sua concentração.

Foco na escuta. Muita gente usa sons para meditar. Isso pode incluir sons suaves (ASMR se tornou uma tendência), sons naturais do ambiente em que você está, ou música. De novo, o importante é ver o que facilita a concentração. Tem gente que se dá muito bem com músicas calmas, e tem gente que odeia, por exemplo, e medita até melhor com um heavy metal.

Foco visual. Já outras pessoas conseguem se focar melhor quando elas olham para alguma coisa. Isso é muito usado na hipnose, por exemplo, quando se pede pra pessoa se concentrar em um relógio, em um pêndulo, ou um disco hipnótico. Fotos também funcionam bem, especialmente fotos que passam uma sensação que lhe agrada.

1.c) Indo além.

O que eu escrevi nos itens (a) e (b) devem ser o suficiente pra quem está começando melhorar bastante o estado mental. Eu não quero ir muito longe aqui, mas também acho bom deixar um espaço pra se pensar, caso a pessoa decida levar a prática para a vida toda (o que eu recomendo, me ajudou demais ao longo da minha vida).

O que eu passei até agora seria basicamente oxigenar o cérebro e o corpo, e se focar em algo. Isso tem como consequência principal limpar a mente, e deixar ela em um estado mais calmo. Muita gente costuma dizer que seria "esvaziar a mente", mas isso seria algo meio enganoso porque não é realmente deixar a mente vazia, é deixar ela mais limpa.

É como se a mente fosse um computador ou um smartphone, que com o tempo fica acumulando muita coisa ruim e inútil, e daí de vez em quando é bom dar uma limpada.

Técnicas mais avançadas podem ir além disso. Ao invés de apenas limpar o computador da mente, podem "atualizar" o sistema operacional, e podem "desinstalar e instalar os programas", mudando a forma da pessoa pensar, agir e perceber o mundo.

Outra coisa é que as dicas que eu dei podem levar um bom tempo. Ficar respirando fundo, se deixar levar por uma música, esse tipo de coisa pode exigir um bom tempo até conseguir manter o foco. Ainda mais se a pessoa não tem experiência e está com muito stress acumulado. Para muitas pessoas, pode ser a primeira vez que elas se sentem calmas em muito, muito tempo, então é natural continuar nesse estado de transe por um tempo.

Técnicas mais avançadas também podem acelerar esse processo. O que pode ser útil naquelas fases da vida em que a gente não tem tempo pra nada.

2 - Arte.

Como diz o velho ditado, quem canta os males espanta.

As artes de maneira geral podem ter uma série de benefícios na saúde mental, como aliviar o stress, melhorar o autoconhecimento, aumentar a capacidade criativa, organizar os pensamentos.

A não ser que a pessoa já seja artista, a maioria das pessoas não está mais acostumada a ativar as partes do cérebro correspondentes a isso. Antigamente, era mais parte da tradição social alguma forma de arte, com pessoas desenhando, cantando, dançando, contando histórias, tirando fotos, etc. Isso se perdeu um pouco, e com isso também se perdeu uma maneira de melhorar a saúde mental.

Um dos maiores obstáculos quando eu recomendo a prática da arte pra alguém é que a pessoa se diz incompetente de mais. Que ela não sabe cantar, que ela desenha muito mal, etc.

Só que lembre-se que o objetivo aqui não é fazer de ninguém um artista profissional. É usar a arte como forma de aliviar o stress e a ansiedade. Não interessa que o desenho seja bom ou ruim. O desenho pode ser péssimo, mas pelo menos pode servir como uma válvula de escape, uma maneira de pessoa organizar e canalizar as suas emoções de maneira mais positiva (ao invés de sair comendo tudo que vê pela frente, ou descontar nos outros).

Além disso, hoje em dia a tecnologia ajuda muito. Com o que existe hoje em dia de programas, aplicativos e equipamentos, dá pra fazer música sem entender muito de música, desenhar sem saber muito de desenho, e por aí vai. Tem até jogo de PS4 pra quem quer criar seu próprio jogo de vídeo-game sem ser profissional (Dreams).

Por exemplo, depois de décadas, eu voltei a escrever histórias em quadrinhos. Eu gosto de escrever, mas não sou bom o suficiente no desenho. Só que agora existem programas que ajudam nisso.

3 - Atividade física.

Como dizem, mente sã em corpo são. É difícil a mente estar bem, sem o corpo estar bem. Uma coisa está ligada à outra.

Eu nunca fui fã de exercícios físicos, academia, esse tipo de coisa. Mas também não precisa ser rato de academia pra atividade física ajudar a lidar com estresse.

Essa é a parte que eu menos posso ajudar, mas está cheio de material na internet, vídeo no YouTube, etc. Até pra quem é preguiçoso, dá pra fazer alguma atividade física até sentado no sofá assistindo Netflix.

4 - Vida social.

Com o pessoal fechado em casa, essa é uma parte que tem pesado muito na saúde mental. Até pra quem está na cadeia, a solitária é uma das punições mais severas, por conta do distanciamento social.

Só que eu acho que tem uma coisa importante a se lembrar. O que está acontecendo agora é principalmente um distanciamento físico. Ou seja, isso não significa que a gente tem que se tornar distante em termos de comunicação, ou em termos emocionais, por exemplo.

Em termos físicos, eu estou milhares de quilômetros distante de quase todo mundo que eu conheço. Isso não significa que eu tenha que perder a conexão com as pessoas. A situação atual tem se revelado até uma forma de aumentar a conexão. Pessoas que estavam mais distantes se aproximaram, conversei com gente que eu não falava fazia anos, e assim por diante.

Muita gente tem afastado outras pessoas nas redes sociais, que se tornaram muito mais um ambiente negativo. Mas isso não precisa ser assim.

Vou aproveitar o exemplo de um amigo meu, que se mudou pro Canadá. Esses dias eu vi ele falando que estava pensando em fazer um jogo de D&D online. Esse tipo de conexão social ainda existe, o tal distanciamento social do coronavírus não impede nada disso.

E, no caso das famílias, que mantém a proximidade física, também dá pra buscar maneiras positivas de lidar com isso. As dicas que eu dei de meditação, arte, e atividades físicas, por exemplo, podem muito bem se tornarem coisas pra família. Antes dessa situação toda acontecer, uma vez eu fiz uma sessão de meditação junto com a minha mãe e minha fílha. Também comprei argila pro pessoal fazer esculturas.

Então, claro que a crise existe, que vários problemas estão acontecendo e vão acontecer. Mas, quanto mais fortes estivermos mentalmente, mais podemos enfrentar e superar. Eu tenho um amigo que é muito diferente de mim, e uma vez a gente estava conversando sobre como a nossa amizade se desenvolveu e ficou tão forte. E a gente falou que parte da razão foi ver que, nos períodos difíceis, a amizade nunca se abalou e saiu até mais forte. Então, eu acho que muitas relações também podem sair fortalecidas, mesmo em uma situação de distanciamento social, se a gente souber lidar com isso.
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2020.02.06 08:34 VivendoNoLimbo Pegação VS Sinais Confusos

Olá, pessoal dos desabafos! Tudo bem? Bem faz um bom tempo que não desabafo aqui então vamos direto ao ponto:
Conheci uma garota linda perto do parque da minha casa que corre por lá de vez em quando. Tomei a atitude de chamar ela pra sair. Ela foi super simpática e topou. Como tenho ansiedade social, não foi uma tarefa fácil para mim mas já aprendi a lidar melhor com o meu problema e já converso com pessoas do meu interesse com certa facilidade. Mas o encontro rolou. Gostei apesar de não ter beijado ela de primeira (só uns selinhos). No encontro, fomos no Subway, jogamos basquete naquela sala de jogos que todo shopping tem e tals e por fim, fomos tomar um sorvete no Burguer King. Ela me pareceu bem receptiva mas discreta. Sinto que ela vale a pena o investimento.
Depois, nos encontramos novamente no já citado parque perto de casa. Ficamos. Apesar de uns momentos bobos de minha parte como por exemplo falar que eu era estranho por causa da ansiedade social, ela levou de boa. Eu quis andar de mãos dadas com ela e ela disse educadamente que não queria. Senti nela muito a vibe "quero ficar com você mas não quero que ninguém saiba." Ela estava com medo até de uma vizinha fofoqueira para vocês terem noção. Mas enfim, gostei de ficar com ela. Muito. Foram só uns beijos. De todo modo valeu a pena.
Antes disso, ela aceitou de muito bom grado participar de dois projetos meus que mesclam cultura Geek com psicologia e filosofia. Fiquei muito feliz.
Mas...
Fazia um pouco mais de uma semana que ela sequer me mandava mensagem ou visualizava meus status no WhatsApp. Antes, ela fazia isso com frequência. Ontem, chamei para conversar numa boa e perguntei se queria ir na livraria que falei em uma de nossas conversas. Ela disse que talvez ia sair porém que podia talvez ir sim. Senti sinceridade. Então falei que se quisesse só amizade, tava tudo bem porque me parece bem desinteressada. Gosto dela e tê-lá como uma verdadeira amiga seria bacana. Maaas se quiser continuar ficando comigo tá valendo. Ela ainda responderá.
Se eu não procuro ela... Ela não me procura mais. Antes, ela disse que não "esqueceu de mim." Sinais de interesse e desinteresse juntos... Me deixam mal.
Nota fundamental:
Compartilho essa experiência aparentemente "boba", mas com muito valor para mim, com o objetivo maior de "resignificação." Ajudar tanto a mim mesmo como quem ler esse texto e possivelmente se identificar. Quero ser em um futuro próximo psicologo. Aqui, acredito poder fazer a diferença tanto me expressando de maneira saudável quanto ajudando com uma publicação ou comentário sincero quem desabafa. Quem sofre. Nada do que eu disser óbvio, substituí um tratamento médico. Psicológico. Mas já ajuda né não?! E desculpem qualquer erro na minha escrita haha...
ATUALIZAÇÃO:
Ela não sentiu que temos muita química. E de verdade, muito obrigado pelos comentários positivos! Vida que segue.
Ela disse que podemos ser amigos. Bem, verei se a amizade dela vale a pena mas creio que não. Não ficarei alimentando nenhuma esperança. Como já dito, vida que segue. Mereço bem mais ahhh se mereço.
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2020.02.02 07:02 Error_Wolf47 Eu me odeio... Fazer o quê?

Bem, eu não faço idéia do porquê que eu estou aqui, criei uma conta só porque eu vi uma postagem... whatever... Ultimamente tenho tido umas crises, eu não sei se é Depressão, ansiedade ou frescura — provavelmente a terceira opção. — mas, eu quase não estou conseguindo fazer nada. Eu sou estudante, e estou de férias porém, como qualquer filho responsável e obediente, faço as tarefas de casa e ajudo minha mãe e meu pai com o que precisam; mas acho melhor começar do começo... Não quero revelar minha idade, sou adolescente e estou cursando o ensino médio, sou levemente introvertido porém, me coloque em um grupo que me identifico e quero toda a atenção do mundo enquanto eu falo. Se eu utilizar o verdadeiro significado da palavra "amigo", companheiro que vai sempre tentar me ajudar nos momentos difíceis, eu não tenho nenhum mas, é claro que tenho vários colegas na qual converso e jogo jogos eletrônicos via internet juntos. Acontece que, como eu falei antes que não tenho muitos amigos, eu não tenho praticamente empatia nenhuma por ninguém, eu não consigo me colocar no lugar da outra pessoa. Pra mim, um conselho amigável e um xingamento forte não são de calibres tão distantes. Okay, acabei me distanciando do assunto... Eu sou muito bipolar, o que torna essa característica um pouco mais relevante, já que não me seguro quando estou bravo e, quando estou calmo ainda pareço grosso. Eu não tenho culpa disso, eu simplesmente penso comigo mesmo: "Como assim? Eu não entendo! Eu não falei nada errado." Coisa que para outra pessoa seria bem pesado, assim como piadas de humor negro que eu faço. Eu me sinto extremamente culpado por isso, eu tento mudar, já fiz várias "experiências" para melhorar — com experiências, quero dizer: conversar com pessoas na internet de diversas maneiras diferentes para ver qual é a menos grosseira. — Motivo número um explicado, agora falta o resto... Eu sou um pouco inteligente, até demais. Em alguns testes de QI, tipo, uns dez, todos deram acima de 140, sendo este o menor valor e 155 o maior. "São testes de internet, não relatam coisas reais." Sim, foi a pior forma de começar o parágrafo. A escola é o ambiente que eu mais gosto e odeio. Porque eu mais gosto? Estudo, as aulas. Porque eu mais odeio? Social, os colegas. Well, eu sou bom em matemática, tanto é que eu tirei, literalmente, doze notas 10 seguidas, sendo três para cada bimestre. Eu também gosto de ciências, agora como física e química, amo do mesmo jeito, e línguas. Eu aprendo extremamente rápido, depois de prestar na explicações dos professores e realizar as atividades eu já tenho decorado para o resto do ano aquele conteúdo específico. Uma prova é que eu estou escrevendo naturalmente esse texto, não estou forçando. Até aí, okay. Família legal, convívio mais ou menos, aluno exemplar. Não. Eu odeio ser inteligente. Eu odeio ser eu mesmo. Eu odeio a mim com todas as minhas forças. Sério, se fosse só isso tudo bem, um psicólogo ou menos já ia resolver — mas o retardado aqui tá escrevendo isso e nem procurou um médico! — mas, tem que ter a cereja do bolo. Como se não bastasse o ambiente que eu mais gosto ser tedioso: esperar a próxima atividade, ajudar o colega, terminar por primeiro a prova; eu não consigo conviver comigo mesmo. Eu tento controlar meus impulsos mas, não consigo, dou um corte seco, ofendo alguém. Porém, deixa eu voltar para o assunto escola. Eu não faço esforço pra nada, fico jogando Battle Royale no meu PS4 em casa o bimestre inteiro, durmo tarde e acordo cedo, fico desenhando nas atividades, e o que? Nota 10, nota 9! "Todo mundo tirou abaixo de 7, menos dois alunos, fulana 7 e Wolf 10. Tô cansado disso, até na prova do instituto federal, você tem noção? Na prova do instituto federal eu não estudei nada, zero horas, fiquei o ano inteiro jogando Video Game e eu faço a prova: dezessete de vinte questões, e todos os meus colegas acertaram dez, oito, três perguntas, e eles acrescentaram: "Estava difícil para um inferno!" E eu nem hesitei em responder nenhuma pergunta. Outra prova difícil, da OBA, fiz de olhos vendados e acertei 17 das 18 e ganhei medalha de ouro, primeira vez na olimpíada. Eu não mereço, não, pelo contrário, eu nem devia ser cogitado para ganhar Altas Habilidades na genética. Eu simplesmente não entendo, não entendo porque eu, que tem os sonhos mais fracos, nenhuma ambição e que desperdiça a vida fazendo nada tem isso e outra pessoa não tem. Porque justo eu? Aprendi a tocar piano sozinho, sou quase fluente em inglês e nunca fiz curso, estou aprendendo japonês e programação, e faço desenhos e umas pinturas de vez em quando. Eu não consigo entender. Até aí, frescura clássica, eu já tô cansado de fazer drama, chega! Bem, como eu fico entediado a única coisa que me deixa entretido ou é conversar com alguém ou irritar alguém, e sabe na desgraça que a segunda opção me fez, não é? Eu me odeio tanto por ter esse pequeno lado sádico, mas eu me odeio mais ainda porque eu sem querer machuco as pessoas e eu faço nada como se eu não me importasse com as outras pessoas mas, não importa, não importa se é um empurrão ou uma discussão, cinco segundos depois eu só queria gritar "desculpe-me" ou "me perdoe" mas eu só seria fraco sendo o cara que pede desculpa a cada cinco minutos. Já teve milhares de vez que qualquer coisa que eu fizesse de errado eu queria pedir desculpa. "Me perdoe por ser ruim; me perdoe por ser falho; me perdoe por existir". Eu início uma discussão e quando eu perco eu continuo para dar um "empate" e eu esperar me sentir satisfeito com o resultado, mas a cada frase que eu recebo eu percebo que tudo isso é em vão e eu tento segurar o argumento apenas para não "perder" e mostrar que sou idiota ou fraco. Eu já perdi a conta de quantas vezes eu repeti as frases na minha cabeça: "Você não vale nada!", "O que você está tentando provar?", "Desista!". Eu não gosto de nada do que eu faço. Eu faço um desenho ruim e uma pessoa fala: nossa, que incrível! Eu faço uma música chata e minha colega fala: que música legal! Eu conto um projeto de Fanfic que eu tinha só que bem ruim e o pessoal comenta: legal, adoraria ver essa história! Eu tenho mil projetos e eu não continuo nenhum, eu dou o meu melhor mas eu não consigo ficar satisfeito com o "meu melhor". Eu dou corpo e alma pra fazer tudo e não chego no resultado que eu quero, e o resultado que eu obtive, foi apenas um fracasso, tempo jogado fora, assim como qualquer coisa que eu faço na minha vida. Visto de fora parece que eu sou bom em muitas coisas mas, não, eu sou ruim em tudo o que eu faço, e isso não vai mudar, não importa o quanto eu tente. Tudo o que eu faço é desperdiçar água chorando de madrugada com o sono desregulado enquanto me encho de comida tentando encher esse falso vazio por afeição que eu nunca obtive, apenas esperando a morte me levar porque eu não tenho coragem de fazer um ato covarde...
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2019.12.30 04:05 M18H7 Higurashi é bom sim, e eu lhe explico o porquê!

Spoilers da Primeira Temporada do anime "Higurashi no Naku Koro ni"!
Primeiramente, agradecia que o caro leitor lesse primeiro o meu post anterior, visto que é necessário para ajudar entender melhor aquilo que escreverei neste post: https://www.reddit.com/useM18H7/comments/egl5vi/o_porqu%C3%AA_de_animesfilmess%C3%A9ries_que_incluem/
A primeira vez que me apresentaram Higurashi, eu fiquei com um hype enorme! Tinha acabado de ver Neon Genesis Evangelion, outro grande anime psicológico, e por isso fiquei com muito hype para ver outro anime que abordasse bem o psicológico dos personagens. Para além disso, quando vi pela primeira vez a imagem de Higurashi, me fez lembrar Madoka Magica! Quando vi aquelas crianças aparentemente felizes e inocentes pensei "Hmm, onde será que eu já vi isto aqui?" xD
Higurashi é um show e uma chapada na cara de todos aqueles que desprezam ou ignoram os efeitos da esquizofrenia! Isso mesmo, estamos a falar sobre um dos transtornos mais conhecidos, mas ao mesmo tempo mais desconhecidos dos últimos tempos! Vocês até já podem ter ouvido falar sobre este transtorno, mas se eu vos perguntar se sabem do que é que se trata, a maioria das respostas será não!
Ver Higurashi sem saber o básico sobre esquizofrenia é como ver o filme "Avengers: Endgame" sem nunca ter visto outro filme da Marvel!
Por isso, tendo isso em mente, veremos primeiro as definições sobre este transtorno e as suas variantes:
Esquizofrenia: Esquizofrenia é uma perturbação mental caracterizada por comportamento social fora do normal e incapacidade de distinguir o que é ou não real. Entre os sintomas mais comuns estão delírios, pensamento confuso ou pouco claro, alucinações auditivas, diminuição da interação social e da expressão de emoções e falta de motivação.
Paranoia: Paranoia é um instinto ou processo de pensamento que se acredita ser fortemente influenciado pela ansiedade ou medo, muitas vezes ao ponto de delírio ou irracionalidade. O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração. A paranoia é frequentemente acompanhada de acusações falsas e falta de confiança na generalidade das pessoas.
Podemos concluir então que estas duas perturbações mentais nos conectam a um único transtorno, que define aquilo que Higurashi é: PSICOSE!
Psicose: Psicose é uma perturbação da mente que causa dificuldades em determinar o que é ou não real. Os sintomas mais comuns são delírios (convicção em falsas crenças) e alucinações (ver ou ouvir coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem). Entre outros possíveis sintomas estão discurso incoerente e comportamento inapropriado para a situação. Entre as causas mais comuns, temos a esquizofrenia, e alguns transtornos como o de bipolaridade. Um dos principais sintomas da Psicose é a Paranoia!
Analisemos então a definição de Psicose: ."Psicose é uma perturbação da mente que causa dificuldades em determinar o que é ou não real" -> Só esta frase já define aquilo que Higurashi é: Um anime onde nós, que estamos a assistir, temos de estar sempre a tentar perceber se o que estamos a ver é ou não a realidade! E, tal como eu falei no outro post, o facto de o anime ter de nos fazer pensar se o que estamos a assistir é ou não real, leva ao mesmo a ter de ser confuso algumas vezes (leiam o meu outro post, está la tudo!) ."Entre outros possíveis sintomas estão discurso incoerente e comportamento inapropriado para a situação" -> "discurso incoerente" justifica todas as vezes que parece que os personagens estão a dizer coisas sem sentido ou pouco normais, bem como pode justificar a "reação" meio "meh" deles ao verem que um/a amigo/a matou alguém!; "comportamento inapropriado para a situação" justifica todas as vezes que os personagens agiram agressivamente ou mataram alguém... Quem não ficou meio incomodado com aquela cena da Shion (disfarçada de Mion) a atirar e bater na Satoko, porque ela fazia "sofrer o irmão", no penúltimo arco do anime? E se olharem para essa cena com esta característica da psicose... Não fica meio diferente? Não fica um pouco menos artificial e um bocado mais realista? Ou todas as vez que um personagem matou alguém, como quando o Keichi matou a Rena e a Mion no primeiro arco do anime, ou quando a Shion matou um monte de amigos e familiares também no penúltimo arco do anime, ou quando a Rena fez todos de refém no último arco do anime... Só esta característica da Psicose, juntamente com a característica da Paranoia que diz "crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração", que leva a pessoa a naturalmente querer defender-se de tais "perseguições ou conspirações"... Só estas duas características justificam todas as ações dos personagens ao longo do anime (E por isso. para toda gente que diz que o anime é forçado nesse aspecto, está aqui a prova que talvez não seja bem assim)
Mas claro, para justificar estas ações dos personagens temos primeiro de justificar que estes mesmos personagens possuem estes transtornos... Para isso eu já falei no outro post, mas falarei neste outra vez: Todo o conceito da "Maldição de Oyashiro-Sama" (estou a falar da "maldição" que faz os personagens ouvirem passos, vozes, e sentirem que estão a ser perseguidos ou vigiados)* não passa de uma grande metáfora sobre a esquizofrenia e, consequentemente, psicose! Pensem comigo: .Os personagens ouvirem passos, vozes e sentirem que estão a ser perseguidos e vigiados correspondem ás "aluçinações e delírios" que são referidos na definição de esquizofrenia, bem como as "alucinações auditivas" também presentes nesta mesma definição (ou ainda na definição de psicose que diz "alucinações (ver ou ouvir coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem)")! .As inúmeras vezes em que os personagens acham que estão a ser perseguidos ou que alguém está a conspirar contra eles, está também presente na definição de Paranoia: "O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração"! -> Nós podemos ver isso quando o Keichi começa a ser perseguido pela Rena e pela Mion quando "descobre" que elas estão por detrás de vários assassinatos que ocorreram, quando mais tarde no anime é provado que afinal aquilo foi tudo das alucinações do Keichi (eu já volto a falar sobre esta cena tão importante), ou quando a Rena acha que a família Shonozaki está por detrás de um plano maligno que vai afetar toda a aldeia, quando isso n passava da paranoia dela, etc...
Agora que está provado que estes personagens possuem estes transtornos, podemos justificar várias coisas: Primeiro, que estão justificadas todas as ações dos personagens que o pessoal achou "Forçado"... Segundo, sabemos agora que não só os personagens estão na posse de esquizofrenia, como também NÓS estamos! "Ai, como assim Mágico? Não estou a perceber..." calma, amigo, que eu já explico!
O grande diferencial em Higurashi, o GRANDE fator que levou muita gente a não perceber o anime e, consequentemente, não gostar do anime, foi exatamente o facto do anime ter esse problema de ser """"Confuso""""! Confuso entre muitas aspas, porque o anime não é confuso! -> Eu já expliquei isto no meu outro post, mas eu explico aqui outra vez: Tal como eu já disse, nós, o pessoal que está a ver o anime, estamos sobre o efeito de esquizofrenia! Tal e qual! Há cenas que nos parecem extremamente absurdas para serem verdade, mas ninguém nos diz se é ou não... Há cenas que parecem que não fazem sentido, e por isso parecem "mal feitas", quando na verdade elas foram propositalmente assim feitas... E isto é algo que eu quero que vocês percebam: Qualquer show que aborde a Esquizofrenia, qualquer mesmo, vai ser um show no mínimo "confuso" para muitas pessoas... Já com o novo filme "Joker", que saiu em 2019 foi a mesma coisa, pois tive vários amigos meus que disseram que não gostaram do filme porque o acharam confuso, e outros que gostaram pois perceberam aquilo que o filme queria dizer... O problema é que a esquizofrenia no filme "Joker" é extremamente fácil de se perceber, visto que está colocada de forma bem óbvia no filme! O problema é que "Joker" é como um gatinho perto do leão que é Higurashi, no que diz respeito à esquizofrenia! Em Higurashi é tudo feito de maneira a que nós fiquemos propositalmente confusos, indecisos, e curiosos pois tudo parece mistério, tudo parece que vai ser revelado no fim, quando na verdade tudo não passava de uma alucinação... Não é genial? Ser enganado assim, levar-nos a crer que a Rena era uma demônio e serial-killer como ela aparentava ser no primeiro arco do anime, quando na verdade ela era dócil e bondosa, tal e qual ela parecia ser... "AI O QUê QUE MENTIRA MI MI MI A RENA É UMA ASSASSINA OLHA O QUE ELA FEZ NO FINAL LALALA" Calma, calma rapaz, eu vou falar sobre isso agora! Então senta-te na cadeira e lê atentamente:
Primeiro Arco do Anime: Ai, ai como eu adoro este primeiro arco! A primeira vez que o vemos ficamos com a cabeça a andar à roda... e depois que vários arcos vão passando, começa a parecer que afinal o primeiro arco foi esquecido, ou então tinha pouca importância na história... Até que chega aquela cena do último episódio onde o Keichi se lembra de tudo, e nos é mostrado que afinal nada daquilo tinha ACONTECIDO!!! : A Rena e a Mion nunca tinham ameaçado o Keichi! A Rena nunca tinha tentado assustar o Keichi! A Mion nunca tinha tentado matar o Keichi injetando algo nele (se repararem, é nos mostrado que afinal ela nem tinha usado uma agulha mas sim uma caneta!)! E aquela cena da Rena a dizer "Por favor acredita em mim"... Mano, eu não estou a chorar, tu é que estás... XD
Essa pequena cena do FlashBack do Keichi prova tudo o que eu escrevi neste post: Todos os Personagens de Higurashi sofrem de Esquizofrenia, Psicose e Paranoia! O Keichi lembrar-se que todas as ameaças e tentativas de homicídio das amigas n passavam de ilusões e alucinações criadas pela cabeça dele comprova exatamente que ele tem esquizofrenia: "comportamento social fora do normal", "incapacidade de distinguir o que é ou não real", "delírios" e "alucinações"... A razão destas alucinações? A paranoia do Keichi, por pensar que a Rena tinha realmente matado alguém e que agora andava a persegui-lo: "O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração"!
A Rena, por outro lado, ela acreditava que um grande desastre que incluía uma doença iria eclodir em Hinamizawa! E, para além disso, ela acreditava que a família da Mion, a família Shonozaki, estava por detrás deste futuro desastre, visto que era uma das 3 grandes famílias e a principal que governava a aldeia... Por isso, a Rena começou a ficar paranoica, visto que, para além desta conspiração toda, acreditava que ela mesma possuía esta "maldição"... Porque? Bem, isso vocês devem ter percebido: Para além de também ouvir passos e sentir-se perseguida e vigiada, quando a Takano Miyo lhe empresta o livro de anotações dela, ela lê uma parte lá que falava sobre uns "bixos", ou insetos, tipo uns parasitas,cujas pessoas que tinham a "maldição" possuíam... Bem, isso era uma das teorias da Takano: um tipo de vírus alienígena residia em Hinamizawa e era o grande responsável por tudo relacionado à "maldição de oyashiro-sama" (ouvir passos, etc...)! Agora chegamos a um possível "furo"... Sim, possível! Visto que a Rena ela já "via" este parasita a sair do corpo dela quando coçava as feridas que ela tinha! Agora vocês me perguntam: "Então como é que a Takano acertou uma coisa que podia ser uma possível alucinação da Rena?"... E agora eu respondo: 4 de 1: Ou vocês escolhem por pensar que é uma simples conveniência do plot, o que pode ser um possível ponto negativo a mais para que os haters ainda odeiem mais o anime (Enfim...); Mas eu não gosto de pensar por esse lado, aliás até acho que seja o lado mais incorreto! Por isso, se quiserem podem pensar que é apenas mais uma alucinação da Rena, e que na verdade nada disso estava lá escrito no livro de anotações (também não é o que eu escolho, mas também é possível, visto que o anime nos deixa em branco quanto a isso...); Ou podem ainda pensar que a Takano foi analisando todas as pessoas com a "maldição de oyashiro-sama" (e se vocês acham que a maldição de oyashiro-sama é outra conveniência, por ser algo sobrenatural posto no anime só para fazer andar o plot, então estão bem enganados... Não quero dar spoiler, visto que este post é só sobre a 1ª temporada, mas esta "maldição" está explicada na segunda, n se preocupem), e foi percebendo que o avistamento de parasitas no sangue era uma das alucinações que as pessoas tinham (no 1º episódio da segunda temporada é revelado que a Takano tinha inúmeros livros, com várias teorias, por isso não é impossível que ela tenha pegado em todos os tipos de paranoias e alucinações e depois escreveu sobre cada um); Ou então podem ainda esperar e ver se o anime dá alguma explicação no futuro, nomeadamente na segunda temporada (eu ainda n terminei a segunda temporada, então quando terminar analiso se tem alguma explicação e completo melhor este post)! Terminando, a Rena ter feito o sequestro na escola no último arco do anime é justificado visto que ela tinha em posse a "maldição de oyashiro-sama", e por isso ela ficou paranoica em relação a tudo e todos, chegando ao ponto de desconfiar dos próprios amigos! Pois se repararem, teve um momento em que o Keichi, a Satoko, a Rika e a Mion disseram à Rena que ela não precisava de esconder segredos deles pois eles eram amigos e os amigos serviam para se ajudarem uns aos outros... Mas depois foi simplesmente preciso a Rena desconfiar um pouquinho que seja da familia Sonozaki, e depois a Mion ter movido os cadáveres (aqueles dois que a Rena tinha assassinado) de local sem autorização da Rena, para ela perder totalmente a confiança em toda a gente, até mesmo dos próprios amigos! Pois por mais que a Mion estivesse a dizer a verdade quando ao facto de ela ter movido os cadáveres sem qualquer má intenção, a Rena n iria acreditar nela visto que a paranoia dela já estava em um estado tão avançado! Para além disso, lembram-se da Rena ter pedido ajuda à polícia para a proteger dos Sonozaki? Pois, é depois aí mais tarde que descobrimos que os Sonozaki não tinham qualquer má intenção com a Rena, e que afinal ela é que estava a delirar (Mais uma vez, a Paranoia representada em Higurashi é de topo de gama, a melhor que já vi!)!
Até mais e obrigado por ter lido tudo até aqui... E lembre-se: Confie em mim, pois somos amigos, certo? :p
Notas (spoiler da segunda temporada de Higurashi):
*Mais tarde descobrimos que essa maldição é na verdade uma doença/síndrome que todos os habitantes de Hinamizawa têm... Apanharam? Doença que faz os personagens ficarem paranoicos e terem alucinações --------> Esquizofrenia meus caros...
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.08.11 19:52 Fischer320 Fobia social absurda: estou sem saídas.

*Texto bem longo à frente (escrito em 11/08/2019)*
-> Oi, me chamo Fischer, moro no sudeste, tenho 24 anos e venho descrever parte de um enorme problema pelo qual passo e, ao final, *propor algo bastante ambicioso para alguém em situação análoga.*
Já digo, de antemão, que muitos se irritarão com meu jeito de ser ou de pensar. Desculpe ser rude, mas eu não quero conselhos ou sugestões de como agir, não vão adiantar comigo: meu caso é ridiculamente complicado. Considero-me, no entanto, uma pessoa honesta e desejo de forma legítima e apaixonada o bem para a humanidade.
*Um pouco sobre mim:*
Pense em alguém com uma fobia/ansiedade social extrema. Multiplique a intensidade do caso por 2. Este sou eu. É difícil até de imaginar. Eu não possuo um amigo sequer. Nenhum mesmo. Não há ninguém com quem eu converso. Ninguém. Nem na realidade, nem na internet.
Nos últimos meses isso está me afetando de forma brutal porque estou sendo obrigado a ficar exposto a situações sociais horríveis por conta da faculdade. Às vezes, durante as aulas, chego a pensar se a morte não seria uma solução e meus olhos se enchem de lágrimas, pois eu não quero me abdicar das minhas ambições e experiências boas pelas quais ainda quero passar.
Nunca nem cheguei perto de beijar uma garota em 24 anos de existência. Não lembro nem da última vez que encostei numa garota, e olha que eu não sou feio, embora minha autoestima seja baixíssima. Não sei falar com caras jovens. Não sei falar com caras mais velhos. Não consigo desenvolver papo algum. Não tenho domínio da variante linguística usada pelos jovens para se comunicar, isto é, não sei usar de forma natural termos como "rolê" ou outras gírias jovens como "se liga" ou "massa". Nunca fumei nem bebi nada alcoólico, creio que no máximo uns 10 goles de cerveja em 24 anos de vida.
Entre as aulas da faculdade, há intervalos de 25 minutos. É o meu terror. Quase sempre todos saem da sala com seus respectivos grupos e vão tomar um café ou comprar um salgado na cantina, ou então ficam em pé em cantos da sala com sua turminha conversando aleatoriedades. Eu continuo sentado na minha cadeira, fingindo que leio algo ou então que mexo no celular. Ser observado sozinho e ser encarado como esquisito ou antipático é algo que me dói profundamente. Durante esses intervalos, eu finjo, muitas vezes, que durmo, esperando essa pequena eternidade passar e o próximo professor entrar logo na sala de aula; outras vezes, dirijo-me até o banheiro e fico o máximo de tempo possível trancado no box (uns 6 minutos), esperando o intervalo infinito acabar. Depois, lavo as mãos umas 3 vezes de maneira bastante vagarosa (uns 3 minutos), e fico olhando no espelho para o meu semblante de humano totalmente impotente e deslocado da normalidade da vida.
Ainda em relação aos intervalos: eu queria poder ir até a cantina e comprar uma coxinha, parar por lá, escolher os sabores, comprar uma, e comê-la. Mas qual seria o pré-requisito para fazer essa simples tarefa? É basicamente este: ter um amigo, ser sociável e, sobretudo, não ser eu. Se eu ousasse a fazer isso sozinho, eu compraria a coxinha e depois eu faria o que com ela? Ficaria comendo a maldita coxinha olhando pra parede? Ficaria comendo a coxinha sentado na minha cadeira olhando fixamente para o horizonte? A coxinha seria interminável. Nesse caso, eu preferiria ficar trancado por alguns minutos no box do banheiro até que o professor voltasse à sala de aula mesmo.
Sobre trabalhos em grupo, prefiro não comentar, mas, em suma, reprovei matérias consideradas muito fáceis por causa deles. Preferi pagar quase 1500 reais em provas de recuperação para não ter de passar por alguns deles. Meu desempenho acadêmico é prejudicado em função do meu jeito de ser. Faço medicina em uma faculdade particular (com bolsa quase totalmente integral) e as provas de recuperação ou repetição de matérias custam um preço exorbitante. Sinto que a qualquer momento não conseguirei mais arcar com os custos.
Meu apreço pelas ciências e educação, pela medicina, e pelo universo é enorme. Isso talvez me motive a continuar vivo. Eu vejo um futuro promissor para a humanidade. Eu acredito piamente nisso. Mas sinto que não conseguirei chegar vivo até lá. Talvez os vermes que primeiro roerem as frias carnes de meu cadáver consigam desfrutar de um mundo mais justo.
Eu não consigo gostar de nada que as pessoas fazem, incluindo as da minha sala. Falam o tempo todo em festas, em "rolês", usam demasiados termos "sexuais" sem qualquer pudor, usam muito o termo "pt", que, há pouco tempo, descobri que significa "perda total", para designar quando ficam desacordados por efeito de bebidas alcoólicas. Definitivamente, não gosto da forma de agir dos jovens. Nem da dos adultos.
Não gosto da cultura brasileira. Não gosto de futebol, de novela, de feijão, de samba, de pagode, axé, sertanejo, funk, odeio carnaval, festas no geral, não gosto do estilo de roupa usado pelas pessoas médias brasileiras. Odeio álcool, bem como o "jeitinho brasileiro". Odeio totalmente a falta extrema de pontualidade do povo brasileiro.
Sou um weeb, um hikikomori forçado a ir à faculdade. Provável que só saio dela morto. Estou preso nessa rotina. Não tenho mais opções. Já desisti de 2 duas engenharias anteriormente (elétrica e civil) e, agora, não há mais volta. Não sei o que fazer. Meus olhos se enchem de lágrimas ao escrever isso. É triste. Eu pareço não ter sentimentos pelo teor duro do texto, mas sou bastante sensível.
Para vocês terem ideia, no ensino médio quase ninguém sabia meu nome. Eu ficava sentado no fundão extremo da sala, com fones de ouvido SEMPRE que o professor não estava em sala. Se somar o meu tempo de fala durante o "terceirão" inteiro certamente não passa de 10 minutos. E note que eu ficava na escola das 7h da manhã às 20h da noite e, durante a maioria dos dias letivos, eu voltava para meu apartamento sem ter dito uma palavra sequer.
Eu gosto de ficar sozinho. Não gosto de multidões. Prefiro observar tudo de longe, de analisar minuciosamente meu arredor. Mas eu gostaria também de uma pessoa em quem eu possa confiar, que seja companheira, carinhosa, que cuide de mim, que se importe comigo. Uma pessoa cuja presença ou existência me concedesse a confiança para ir até à cantina naqueles intervalos infernais e comprar uma coxinha de calabresa (famosa na faculdade), e conseguir de fato desfrutar dela. Seria como um anjo da guarda. Antes de dormir eu idealizo essa pessoa na minha mente e imagino que ela me acompanha nos intervalos da faculdade. Eu imagino que essa pessoa me dá forças para ser alguém minimamente normal. Eu queria poder ir com ela a uma feira, comprar frutas de que gosto. Queria ir a um shopping, escolher roupas interessantes. Assistir a um filme junto com ela. Conversar com ela sobre assuntos aleatórios.
Sou uma pessoa que simplesmente não tem direito à vida, à amizade, à aventura, à descoberta do novo. Tudo que acontece parece ser exterior a mim. Minha orientação geográfica é um lixo. Eu não sei nomes de ruas, não consigo voltar para casa sozinho sem auxílio do Google Maps, não sei quando é que o ônibus vai parar no meu ponto, mesmo morando e estudando nesta cidade estúpida há mais de 20 anos. Eu nunca consigo lembrar dos prédios famosos que ficam nos entornos da faculdade ou do meu apartamento. Eu me perco dentro da própria faculdade. Parece que nem o elevador eu consigo usar direito. Me sinto sozinho, literal e metaforicamente perdido na vida.
Acordar hoje e lembrar que eu estou dentro dessa realidade é assustador. Eu vivo num pesadelo infindável. NINGUÉM MERECE SER EU, VELHO. Que droga, cara... Sempre que eu acordo eu sou agredido pela realidade, é pior do que levar um soco na cara todas as manhãs.
Depois eu preciso, urgentemente, melhorar a expressividade deste texto, bem como traduzi-lo para o inglês, mas no momento estou sem tempo, então escrevi subitamente.
*Minha proposta é a seguinte:*
Alguém que é TÃO fodido socialmente quanto eu quer vir morar comigo? Eu preciso de alguém que vá aos intervalos da faculdade comigo. Preciso de um anjo da guarda. Não aguento mais ser eu. Quero ter alguém pra ir na padaria, na farmácia comigo. Que viaje para a Europa comigo, que explore o mundo comigo. Preciso de uma pessoa que me ajude de forma maternal, que cuide de mim, eu sou fraco socialmente e sozinho não consigo fazer muito. *Alguém que entenda que eu NÃO quero mais ninguém a não ser essa pessoa maternal*. Conversar quase que exclusivamente com ela.
Alguma garota fofa e com ~GRANDE~ fobia social quer vir morar comigo? Alguma garota que goste muito de ciências, estudos, de jogar vídeo game ou então que seja BASTANTE compreensiva e carinhosa quer vir morar comigo? (não quero uma namorada; apenas um "anjo da guarda" que me acompanhe mesmo).
Ou então um cara que tenha uma fobia social do meu nível (infelizmente, acho que deve ser praticamente impossível achar alguém tão fodido desse jeito) quer vir morar comigo, ser meu amigo, me ajudar nos intervalos da faculdade? Tenho espaço de sobra aqui.
Alguma pessoa MUITO, mas MUITO tímida mesmo quer tentar traçar uma jornada comigo?
Preciso de alguém com quem construir coisas. Várias coisas. Ganhar dinheiro, aprender línguas, ajudar-se de forma verdadeira e sem hipocrisia, alguém para poder abraçar e dizer o quanto ela é importante.
Acho que por enquanto é só. Vou estudar. Tchau
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2019.07.17 19:20 FilhodeOdin Fim de uma amizade de anos, orgulho ou tenho razão?

ALERTA DE TEXTÃO
De um tempo pra cá não falo mais com meu melhor amigo, nos conhecemos desde a 8º serie, hoje temos 23 anos, tudo ocorreu quando ele começou a namorar um cara de um app onde ele conheceu alguns meses atras, ele vinha desabafar comigo como sempre quando acontecia algo, e era normal entre a gente, creio que como em todas as amizades, nisso um dia ele veio falar de quando o ficante dele (antes de começarem a namorar) começou a tratar ele de um jeito ruim, seco, grosso e desdenhando dele, e também de um jeito possessivo como se ele não pudesse conversar com certas pessoas, como se mandasse nele, então eu aconselhei a tomar cuidado com esse relacionamento, pois se ele for uma pessoa toxica não vai trazer bem nenhum a ele, nisso varios desabafos rolaram entre varias intrigas deles, e eu falava pra ele tomar cuidado e terminar com ele, mas que era so uma opiniao minha para o bem dele, que ele mesmo assim poderia escolher a decisão que ele quisesse.
Nisso em 1 mês que se conheceram já começaram a namorar, até ai fiquei preocupado pois o namorado dele não parecia uma pessoa saudável pra ele, mas como eu sempre disse, a decisão era dele, então, como melhor amigo dele, falei pra ele colocar em um grupo do whatsapp de amizade nosso, onde era eu, ele e uma amiga em comum, pra eu conhecer melhor o namorado e fazer uma amizade, nisso brincamos e fui super simpático com ele, apesar de ele ter se demonstrado meio seco de inicio, e eu entendi que talvez seja por timidez, fui dormir, até que 4h da manhã recebi uma mensagem do namorado dele no privado me falando milhões de palavrões e coisas, de inicio não entendi nada, achei que era brincadeira do Alan (meu amigo), mas como as mensagens não paravam de vir eu resolvi acordar melhor e ver o que era, era mensagens dele dizendo exatamente:
"E ai fudido, beleza? Me fala qual a sensação de ficar se metendo na relação dos outros? dando opinião sobre uma pessoa que nem conhece? ta ficando doido? Até ontem tava afim pra porra de te conhecer mas agora tu é um cuzao, depois de ler o que tu escreve pro alan tuas opiniões e saber que como você, quero que você se foda, ta com ciume do teu amigo cara? toxico aqui é você, a unica pessoa que vejo como possessiva e abusiva aqui é tu, com medo de perder uma amizade dando palpite no relacionamento dos outros.." e foi assim por umas varias mensagens falando varias merdas
De inicio fiquei puto e não sabia como reagir, mas por respeito ao meu amigo resolvi falar de boas com ele, resumindo falei que realmente não conheço ele e que o que opinei foi por conta de coisas que ouvi sobre o Alan e que foi apartir dele que tirei minhas conclusões já que ELE quis a minha opinião, já que me preocupo com ele e você não tem nada a ver com isso, por isso mesmo que queria te conhecer, pra ver o seu lado e como você era.
E assim foi, ele me xingou pra caramba, falou um monte de coisas e quando fui falar com o Alan, o namorado me respondeu pelo celular dele também me falando bosta, o Alan viu e brigou com ele mas continuaram juntos, passando o pano pra ele e dizendo que eles mechem um no celular do outro, porém senti que minha privacidade foi invadida pois tinha muita coisa intima minha nas mensagens, coisas do tipo desabafos de suicídio, depressão e ansiedade que possivelmente tenho.
Passou uns dias e o Alan ficou meio estranho comigo e eu comentei isso com ele, ele disse que enquanto eu e o namorado dele estiver na vida dele, nos dois vamos ter obrigação de conviver um com o outro, e isso me deixou puto e chateado, nisso o namorado dele vem de novo me mandar mensagem escrevendo: " Bom dia Jonas beleza? Então cara relaxa que não vou te ofender, ainda não - quem quer te conhecer agora sou eu, me procura pra gente bater um papo de homem pra homem, o capitao aqui fiscal do Alan como tu diz nas mensagens (nas mensagens em privado com o meu amigo) quer falar contigo pessoalmente, afinal não somo moleques né" eu ignorei ele, e ai ele vem com mensagens me ridicularizando e debochando dos meus problemas me chamando de depressivo, isolado, anti social e tudo mais, e isso me afundou de mais, eu fiquei mal pra caralho, chateado e puto com o Alan por ter permitido um cara tao random e toxico fazer isso, sendo que claramente ele queria passar o pano dizendo que o namorado nao estava nem errado e nem certo em suas atitudes de proibir que ele me contasse as coisas do relacionamento, dizendo que brigaram por ele ter vindo falar comigo mas nada alem disso mudou pois ele veio me ofender novamente.
Nisso passou 1 mes e os dois estavam bloqueados em tudo, a Anne, a amiga em comum, me mostrou ele dizendo pra ela que eu que dei motivo pra isso tudo e que eu sempre fiz isso com todas as amizades que tive, sendo que ele sabe que as amizades do passado que tive e que cortei foi por que eram pessoas escrotas, um agredia a namorada, outra fez o mesmo que ele fez agora e outros me falaram merdas quando estavam bebados , e por conta dessa conversa entre ela e ele que me ela me mostrou, resolvi sumir, até que então o Alan veio aqui, hoje no caso, veio querer conversar comigo e tentar esclarecer, mas continuando dizendo que entende os dois lados e nao entende o por que de eu ter parado de falar com ele e sumido, mostrei as conversas do namorado dele sendo escroto comigo, dei toda minha visão e de como eu fiquei puto e chateado por ele simplesmente (na minha visão) ter ficado nem ai com isso tudo, discutimos e tudo e ele diz que eu também fui errado em ter sumido e agido como se a amizade dele não valesse nada, sendo que foi ele quem priorizou um relacionamento de um mês, nisso antes de ele ir embora, ele perguntou o que seria da nossa amizade agora, e eu disse que não sei, que seria com o tempo, mas que se ele quisesse falar comigo seria por ligação ou vir ate aqui, então ele disse que não teria como desse jeito se for pra eu fazer assim, e eu disse que se ele continua com o cara então não me sinto a vontade pra continuar conversando por mensagem com ele. Nos despedimos e entrei, mas me bateu uma puta tristeza, por que não sei se estou errado ou certo, e gosto muito dele, porém eu sou o tipo de pessoa que quando alguém vacila comigo eu não consigo perdoar facilmente, estou sendo orgulhoso ou estou com a razão? não sei o que dizer só sei que sinto raiva, tristeza e magoa, não tenho amigos e o único que tinha me deixa assim, já me sinto solitário e o único amigo que eu sentia que poderia contar a vida toda e me fazia bem, sinto falta dele, e me decepciona de mais, não sei mais o que pensar.
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2019.06.13 00:15 TheresAWindThatBlows Poucos anos de vida e a falta de ajuda


Durante anos sempre vivi na base do contingenciamento emocional. Lá pros meus 12 anos uma vez vi minha melhor amiga me chamou pra me ver ela beijando um outro amigo. Obviamente uma mensagem, mas durante vários anteriores eu era bloqueado de mostrar algumas emoções por diversos motivos (família conservadora, primos que enchem o saco, vergonha, etcetera).

O tempo passou e durante o resto de minha adolescência, vivi nesse estado recluso. Fiquei preso a um grupo de amigos, cerca de 10 (todos homens). Todos foram amadurecendo e com o passar do tempo me senti cada vez mais isolado. Me lembro de ter um sonho de quando era criança, onde eu andava com amigos do fundamental e me perdia de todos. Ao encontrar-los, todos flutuavam, menos eu. Todos falavam para eu começar a voar, mas eu não conseguia. O sonho se tornou rotineiro, como um lembrete. E assim, ele ia e voltava. Meus amigos no ensino médio já pareciam cada vez mais diferentes. Conversava com todos, todos os dias também, mas me incomodava ainda essa maturidade. Não só isso, como o fato de que sempre fui bem baixinho, 1,63. Me sentia engolido. Já no fim de escola, a grande maioria arranjou namoradas, iam pras festas e ficavam bêbados. Eu não bebia. Fiz intercâmbio de 6 meses e ao voltar, tudo estava mais diferente no último ano. Comecei a beber, mas sempre fui pouco de bebida, não gosto de cerveja mas consigo tomar outras bebidas. Se for pra ficar bêbado, que seja algo bom. E porra, outra coisa, virgindade é um negócio tão estimado pela população. Eu via todos com quem cresci, que nunca imaginei, falando sobre sexo e como estavam em relação à isso. Eu, calado.

Enfim, acabou o ensino médio e é época de faculdade. Todos entraram, sobrou eu. Não passei pelo vestibular, mesmo nunca ter tido problemas de nota e nem nada. Não esforçava, mas pelo menos a inveja era das maiores vendo aqueles entrando em outro mundo sem mover um bendito dedo. Assim era a vida, claro. Nessa época me distanciei mais ainda, via de mês em mês alguns do grupo, além de conversar em WhatsApp e afins. Fiquei estudando em cursinho e enquanto isso via mais das festas, das pessoas felizes, das pessoas amadurecendo e cada vez mais livres. Eu não passei nos seis primeiros meses. Saí do cursinho e comecei a ir até uma biblioteca para estudar por conta própria.

Eu chorava todo dia. Todo dia estava com sono. Dormia 4 horas em média por dia. Não estudava direito. Não conseguia, via a vida passando e todos ali. Sei que foi um curto período, de outros seis meses, totalizando 1 ano de diferença. Mas já fora horrível para quem perdera o seu último ano de escola com os poucos amigos e pouca vida social que tinha. Nessa época, nenhuma festa importante nem nada. Nunca beijei ninguém, ninguém nem se importava. É óbvio que estou dramatizando as coisas, mas sempre foi assim minha sensação. Ninguém fala que sou feio, ao contrário. Mas a auto-estima é baixíssima, nunca tive aprendizado em relação à interações sociais além da amizade. E nunca me apaixonara, nunca. E eu juro que queria, juro.

Não passei. Fui para uma faculdade privada, fazer um curso totalmente diferente do que queria. Com um mês, a maior felicidade na minha vida. Passei para a federal e pro curso que queria, em 4ª chamada. Pela primeira vez me sentia leve, uma exaustidão que era todos os dias, chorava muito. Claro, sozinho. Os ataques sempre foram quando percebia que absolutamente nada do que gostaria se realizasse.

Entrei atrasado, um mês. Grupinhos de amizade já existiam, eu olhava e estava sozinho. Pelo menos estudava algo que queria. Todos os amigos eu via cada vez menos. Alguns, tem 6 meses já, para mais. No segundo dia de aula, ao entrar na faculdade e fazer o que sempre fazia em casos similares era analisar a sala. Percebi uma garota com uma roupa extremamente diferente. Não era chamativo, não era assustador nem nada. Era só bonito. Eu gostei dela de primeira, não sei por quê. O tempo passou, consegui bater papo com certas pessoas, e acabou por eu conhecer ela. Antes, eram apenas casos de olharmos um pra cada um e falar nada. Eu consigo ser carismático e falar, veja bem. Mas não conseguia simplesmente falar sem nada mais, especialmente porque aquela garota me passava um ar de maturidade bem grande (quer dizer, se relativo à minha pessoa que nunca fui muito responsável em termos de fazer algo que prestasse).

Acabei conversando com ela por conta de colegas que conversava. Gostava de conversar com ela. Passei a conversar cada vez mais e tal. Nunca na minha vida pensei poder conversar de uma forma tão fluída. Estava sempre mais confortável que quando com meus amigos.

Mas, aí é que tá. Ficou nisso. Eu sempre fui muito envergonhado na questão de realmente ser mais direto ou mais conversativo sobre a questão de relacionamento da parte amorosa. Acabo tratando todas as vezes que converso com ela da forma mais amigável, parecemos até amigos de longa data. É óbvio que estou romantizando, mas já havia gostado de mulheres simplesmente por serem bonitas ou por parecerem gente boa. Mas nunca dessa forma, nunca tinha realmente, se é que pode-se chamar assim, apaixonado. As viagens de ônibus eram lindas, com conversas perfeitas e divertidas.

O problema era justamente que formou-se uma espécie de grupo de amigos dentro da faculdade, formado pelos colegas que eu conheci na faculdade. Ela estava dentro. E, apesar de conversar da forma mais gostosa de todas, toda vez que vejo na roda de amigos, percebo que não sou único, que na verdade é realmente apenas uma amizade entre várias. Ela não bebia, mas acabou ficando um pouco tonta numa festa junina. Mandou áudio. Eu achando que era o único, nunca fiquei tão feliz. Acabei descobrindo logo dps que foram pra todos. Alguns indícios de que ela até trata melhor e conversa mais com outros do mesmo grupinho. É uma espécie de ciúme que não é ciúme e sim da falta de real carinho. Apesar de ter recebido vários abraços, não me lembro de um único que tenha me dado prazer de dar, que eu cairia aos prantos e etc.

Hoje, fiquei talvez na minha tristeza máxima. Não, uma pessoa não pode definir minha vida, não. Mas ainda assim, é horrível quando em anos você conhece alguém que realmente consegue ter talvez as conversas mais fluídas. Me sinto franco toda vez que ando com ela. É estranho, não é romantizado, mas com 20 anos nunca senti algo assim. Nem com amigos que conversava diariamente. Desde que a conheci não consegui nem me masturbar, de vez em quando a ansiedade ataca com tanta força e começo a chorar absurdamente. Hoje, fiquei o dia inteiro chorando, nunca na minha vida ocorreu algo assim. Uma solução rápida seria simplesmente conversar ou ao mesmo tempo tentar ser mais incisivo em relação ao tipo de relacionamento, que seja. Mas não quando você nunca aprendeu algo assim e especialmente tem um negócio chamado "vergonha". Esses dias descobri que não conseguia elogiar algo sem criticar logo depois. Me dispus a apenas elogiar durante alguns dias e fiquei melhor comigo mesmo. Pelas primeiras vezes estava elogiando de uma forma tão natural, era estranho. Mas nada resolveu a tristeza, nada resolveu a vontade de realmente estar do lado dela. Não tem um cu a ver com as calças, mas era algo que eu acabei me arrumando por causa dela. Gado demais? Com certeza. Mas não só isso, acho que era a vontade de sentir algum carinho de alguém que realmente tenho simpatia enorme.

Já procurei ajuda psicológica anos atrás, descobri que não olhava no rosto das pessoas quando falava, tinha medo. Resolvi. Parei então. Voltei anos dps. Parei com 6 meses por falta de dinheiro. E penso em voltar. Mas ainda assim, sei que não é uma resolução simples. Só vim desabafar alguns pontos que sempre batem na minha cabeça quando abria esse sub. Obrigado se você leu até o final, foi mal se algumas coisas saíram todas intercaladas e sem nexo. Escrevi saindo da cabeça, sem revisão nem nada.

A moral? As pessoas precisam ter alguma experiência na vida e se você não der nenhuma, ela nunca vai saber como reagir ou fazer algo.
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2019.06.11 06:20 McpZ Minha relação com Asperger

Primeiro desabafo
Nasci no norte do Brasil, aqui o melhor médico é o avião, o segundo melhor é o barco. Não é que os médicos aqui sejam ruins, mas imagine você estudar para doenças comuns no sul e centro-oeste e estar numa região de doenças tropicais. A educação também não é a melhor, mas eu já era diferente de início e não sabia. Era muito calado, não socializava, e quando chegou na época da alfabetização estava claro que tinha algo estranho e meus pais me levaram num pediatra. Diagnóstico: déficit de aprendizagem. Comecei a ter aulas de reforço. Aos 7 anos eu já trabalhava e estudava, para mim isso era normal, meus pais tinham sido criados assim e assim também era na casa dos meus primos. Porém eu tinha que me esforçar mais, não podia ficar para trás nos estudos. A cobrança era grande. As vezes eu fugia na hora do descanso do trabalho para ler algo na biblioteca pública, assim com o passar dos anos meus primeiros livros foram toda a obra de Monteiro Lobato, pequeno príncipe, Mafalda, literaturas obrigatórias da escola. Admito que demorei para acompanhar a turma. Para alguns eu era um nerd, para muitos eu era um leso. Preferi ficar com os nerds, eles me ajudaram a estudar mais, mesmo quando eu cheguei a reprovar em história e matemática, estar junto com eles me dava foco. Um deles me ensinou a gostar de ler livros muito grande, como senhor dos anéis, o que futuramente me ajudaria nos estudos. O segundo me ajudou, com uma rivalidade saudável, a ter uma mente analítica, e graças a ele eu peguei o gosto por exatas, o último gostava de RPG, e viajava na maionese, eu gostava dos mundos que ele criava, e aprendi muito nas sessões de RPG sobre o poder da imaginação. Por fim chegou a puberdade e eu estava só outra vez, mas não que eu tivesse me tocado disso, me avisaram, eu só era eu mesmo. Enfim chegou o vestibular e eu tive a oportunidade de ir estudar em outro estado, se passasse, ficaria estudando mais 5 anos. Sinceramente na época eu nem sabia o que era vestibular, mas eu tinha pego o gosto pelo estudo, então eu fui. E foi o melhor ano da minha vida. Depois de ter passado em todos os vestibulares, e finalmente no que eu queria, pedi em namoro uma menina com quem me aproximei o ano inteiro, como falei no primeiro desabafo. Bom não deu muito certo essa parte. Faculdade, trabalho, algo começava a se manifestar estranho, tinha feito ótimos amigos em Belém, porém era como eu não conseguisse me comunicar direito com eles, que isso fosse normal com estranhos, mas com pessoas próximas era frustante. Eu ficava depremido, eles me ajudavam, faziam de tudo pra me deixar melhor. Até que um dia quebrei o pé de manhã, a menina que eu ainda gosto ligou de noite me cobrando ... E eu caguei. Não sei porque fiz, mas quando ela desligou eu sabia que não era eu. Eu fiquei envergonhado de mim, eu não me entendi. Foi foda. A partir daquele dia eu prestei mais atenção em mim. Eu achava que tinha claustrofobia... mas algo estava errado, déficit de aprendizagem, eu já apreendia mais rápido que os outros, mas eu ...era estranho. Muito bonzinho, odeio porque odeio, amo porque amo, amoral, já entreguei flores a pessoas depremidas, levo comida para outros no trabalho, estudo todo dia( tornei um hábito), não julgo pessoas ( mas a ela deve caber a consequência de seus atos), penso que todos somos humanos e podemos fazer coisas boas e ruins. No ano de 2009 meu pai teve um ataque cardíaco, e eu, que tinha acabado de terminar a faculdade fui ajudar a família. Esse ano foi horrível, quando meu pai estava se recuperando, algo acontece comigo: ataque de pânico. Inicialmente vários ataques de pânico ao dia ao ponto que eu não saía de casa, os ataques eram causados por ansiedade, e eu já tinha um quadro depressivo que não tinha sido diagnosticado antes. Mesmo na época em que eu estava quase sedado, a ansiedade era tanta, que consegui um ótimo emprego, que permitiu eu me cuidar. Com o ótimo emprego pude pagar o melhor tratamento possível e foi quando descobri que tinha Asperger, e que minha crise de ansiedade, pânico, depressão, foi causado eu ter estourado meus limites emocionais e suportado demais. Hoje eu me entendo plenamente, só tomo o remédio básico pois uma vez que você ultrapassa seu limite, você tem que reaprender a se respeitar, e descobrir quando deve se permitir. É um professor, que de modo cruel, só quer sua felicidade.
TL;DR: não ter diagnóstico cedo de autismo pode causar sérios problemas de saúde mental e social
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Como Surge o Transtorno de Ansiedade e de Pânico? - Do Livro Mentes Ansiosas! Faça Alguém Valorizar Você [COMPROVADO] POR QUE INSISTIMOS TANTO EM ALGUMAS PESSOAS?!  Fred Sem Edição #59 Como fazer novos amigos (Making of & Desabafo do Edgas) Vivendo Com Fobia Social Na Escola - Experiência e Ajuda Teste Fobia Social Ansiedade Tem Cura? - Uma Nova Visão Sobre Ansiedade Como vencer a ansiedade no momento atual 5 Formas De Lidar Com Ansiedade Social Por Conta PRÓPRIA COMO CURAR A DEPRESSÃO, DEPRESSÃO, MAL DO SÉCULO ...

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ADEUS DEPRESSÃO Link do material 1: https://bit.ly/2NSRfaN DEPRESSÃO VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO Link do material 2: https://bit.ly/3asBml5 https://sites.google.co... Você tem sintomas de Ansiedade e Crises de Pânico? Livro Mentes Ansiosas: https://amzn.to/2LjCJ9y Já se perguntou de onde vem, por que você tem isso? Se sim, fica comigo até o final desse vídeo MINHA PEÇA DE TEATRO EM SP: https://goo.gl/hDjXaF No 'Fred Sem Edição' de hoje, resolvi falar do porquê a gente tem o costume de se desgastar tanto com algumas pessoas. Vamos conversar ... Você que sofre com ansiedade já se perguntou se ela tem cura? Fala pessoal, eu sou o Paulo Rubens e hoje vou compartilhar com vocês um pouco da minha visão sobre ansiedade, sobre a cura da ... Este é um teste rápido para determinar se você atende ou não aos critérios de diagnóstico para ter transtorno social / fobia social. Como fazer novos amigos (Making of & Desabafo do Edgas) Edigas. ... Parabéns pra você - Especial 2 anos - Making of ... Ansiedade, estresse e ... Existem 5 coisas que você pode fazer por conta própria, e lidar com sua ansiedade social. ... afetando ainda a ansiedade. Quando você começa a respirar, mais devagar e profundamente pelo nariz ... Pra isso acontecer, você tem que vencer a ansiedade e o medo que o momento atual está impondo a você. Mas como fazer isso? Existe uma cura, um antídoto pra você seguir adiante e conseguir ... Isso destrói completamente o seu valor social, porque você já escutou essa programação mental tantas vezes que te colocou em estado de inconsciência, que quando você tem a oportunidade de ... Vamos falar sobre esta, que consegue deixar a vida um pouco mais triste de quem a tem, ainda mais no ambiente escolar.